Depois de realizar uma boa campanha na Taça Guanabara, o Flamengo literalmente sucumbiu, tanto é, que o Mengão caiu diante do Botafogo (1 x 0) pela semifinal do Campeonato Carioca 2018, dando adeus ao sonho do bicampeonato regional. Mas o pior de tudo isso, é que o conformismo de alguns medalhões continua reinando firme e forte na Gávea.
Perder é normal para o elenco flamenguista:
Derrotas e eliminações fazem parte do futebol, porém elas se tornam mais vexatórias quando o time que as sofreu dispõe de jogadores caros e com grife em seu plantel. Por isso, a desclassificação do Flamengo na noite desta quarta-feira para o Botafogo no Maracanã pode ser considerada mais um grande fiasco no currículo rubro-negro, afinal, a equipe da Gávea investiu mais do que o conjunto de General Severiano na montagem do elenco, além de contar com uma folha salarial na casa dos R$ 9 milhões por mês, uma das mais altas do Brasil na atualidade.
Mas o que mais chateia os torcedores flamenguista é o discurso dos principais atletas do Mengão, pois a cada eliminação sofrida, o conformismo com a derrota é sempre o mesmo, ou seja, para a maioria deles perder virou algo comum. Para se ter uma ideia, quando o Flamengo foi desclassificado da Copa Libertadores para o San Lorenzo na edição passada do torneio, Diego Ribas concedeu entrevistas sem demostrar nenhum tipo de insatisfação. Meses depois, quando os rubro-negros perderam do Cruzeiro e do Independiente nas finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, respectivamente, a decepção do meia novamente não foi perceptível.

Falta de pulso firme:
A falta de pulso firme por parte tanto da diretoria como também da comissão técnica é certamente o motivo pelo qual os jogadores “andam” em campo. Este contratempo já vem desde a temporada passada, basta lembrarmos quando o Flamengo que sofria bastante com a ausência de um bom goleiro, não mediu esforços para contratar Diego Alves junto ao Valência com salário estipulado na casa de R$ 500 mil mensais. No entanto, com a contusão de Diego Alves no final do ano, o reserva imediato, Alex Muralha, defendeu as balizas rubro-negras em algumas partidas decisivas. Devido a uma sucessão de falhas bisonhas, Muralha foi criticado pela mídia e principalmente pela torcida flamenguista, inconformada com as suas péssimas atuações. Totalmente transtornado, Bandeira de Mello tomou as dores do “coitadinho “goleiro, assim como havia feito com o volante Márcio Araújo, outro atleta fraquíssimo do elenco na época. Por atitudes como essa, alguns jogadores se sentem confortáveis ao errar, pois ao invés de serem cobrados firmemente pela diretoria, são protegidos pelo presidente.

Mudanças no comando:
Como citei anteriormente, a noite de ontem foi trágica para a equipe da Gávea que foi derrotada pelo Botafogo pelo placar mínimo no Maracanã, sendo eliminada nas semifinais do Campeonato Carioca. Por esta razão, o presidente Eduardo Bandeira de Mello tomou duas severas atitudes ao demitir na tarde desta quinta-feira o diretor executivo do clube Rodrigo Caetano, juntamente com o treinador Paulo César Carpegiani. Ainda não foram definidos quem serão os seus substitutos nos cargos porém as demissões não foram surpresas pra ninguém, pois o vice-presidente do Flamengo, Ricardo Lomba, já havia dado indícios de que cabeças iriam rolar quando saiu visivelmente revoltado do Maracanã disparando críticas para todos os lados.
Após bons trabalhos no Vasco e Fluminense, Rodrigo Caetano chegou na Gávea em 2015, e conquistou apenas o Campeonato Carioca 2017 pelo time. Já Paulo César Carpegiani, foi contratado no início deste ano e comandou a equipe em apenas 17 jogos.

Futuro indefinido:
Eduardo Bandeira de Mello é inteiramente contra mudanças radicais, entretanto, o presidente flamenguista vinha sofrendo uma enorme pressão por parte de dirigentes, que exigiam uma atitude mais enérgica no comando do clube para salvar o restante da temporada.
De certo por enquanto é que a missão do futuro treinador do Flamengo não será nada fácil, visto que ele precisará lidar com um vestiário repleto de jogadores apáticos como é o caso de Diego Ribas, Éverton Ribeiro, Geuvânio, William Arão, entre outros. A escolha correta do novo comandante rubro-negro seria apostar em um esquema que favoreça as jovens promessas vindas da base, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, os grandes destaques do time no ano.
O próximo compromisso do Flamengo será apenas no dia 14/04 frente o Vitória, pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mudanças muitas vezes surtem o efeito esperado, renovam os ares e criam um ambiente de harmonia, porém acredito que o Flamengo só retomará mesmo o caminho das vitórias a partir do momento em que as suas principais peças perceberem que estão vestindo uma camisa onde a determinação e o inconformismo com as derrotas, não são mais do que meras obrigações.