A idolatria de Juninho em campo não se sustentou como dirigente no Lyon

Após dois anos e meio de um verdadeiro calvário, chegou ao fim a trajetória de Juninho como diretor esportivo do Lyon. Mas apesar da saída do dirigente brasileiro, os problemas do clube francês estão longe de ser resolvidos.

Quando Juninho Pernambucano assumiu a direção esportiva do Lyon em maio de 2019, a esperança por dias melhores voltou a reinar no clube francês em virtude do enorme sucesso alcançado pelo eterno camisa 8 da equipe sete vezes campeã seguida da Ligue 1 de 2002 a 2008. Entretanto, o ex-jogador decepcionou nesta nova etapa de sua vida, tanto é, que o OL empregou quatro treinadores neste curto espaço de tempo, dentre eles, o inexperiente Sylvinho.

Obviamente, a passagem de Juninho na gestão do Lyon não foi um completo desastre, tendo em vista que os Gones foram semifinalistas da Champions League na temporada 2019/20, e encerraram o primeiro turno da edição anterior da Ligue 1 na liderança da tabela. Ademais, é importante salientar que o dirigente brasileiro viabilizou as vindas de Lucas Paquetá e Bruno Guimarães ao clube, quer dizer, duas peças fundamentais do esquema de Peter Bozs.

Em contrapartida, as errôneas nomeações dos treinadores Sylvinho – considerado pelo torcedores como o pior técnico da história do Lyon -, e mais recentemente Peter Bosz, transformaram o time em um mero lutador desarticulado do meio da tabela da Ligue 1. Não à toa, os Gones ocupam a 12ª posição da liga francesa na atualidade.

Além disso, Rudi Garcia, o melhor treinador contratado pelo Lyon durante a gestão de Juninho, não teve vida longa no cargo por conta de desentendimentos com o diretor esportivo. Por sinal, em uma entrevista concedida ao jornal L’Équipe, o sucessor de Sylvinho afirmou que o ídolo do Vasco ficava enfurecido quando atletas brasileiros não eram escalados, e até o acusou de traiçoeiro.

E para piorar ainda mais a situação, o Lyon foi punido pela comissão disciplinar da Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP) com a realização de duas partidas sem a presença de público em seu estádio, devido ao incidente ocorrido na partida contra o Olympique de Marselha, aonde uma garrafa acertou o jogador do time adversário Dimitri Payet. Em função desta sanção, estima-se que o OL perderá aproximadamente € 4 milhões em receitas.

No entanto, a crise vivida pelo Lyon não se resume única e exclusivamente a aspectos esportivos, visto que o futebol praticado pelo time em campo também segue de mal a pior, lembrando que os comandados de Peter Bosz não vencem há exatos quatro compromissos, somando três empates e uma derrota neste período. Logo, fica evidente porque a pressão sobre o treinador holandês não para de aumentar no clube.

Aliás, seria surpreendente vermos Peter Bosz encerrar a temporada no comando técnico do Lyon, afinal, a atual média de 1,41 pontos por jogo na Ligue 1 é a segunda pior da equipe neste século. Para se ter uma ideia, os antecessores Rudi Garcia e Bruno Génésio, ambos demitidos por não corresponderem às expectativas, alcançaram a marca de 1,91 pontos por partida. Portanto, só a saída de Juninho não será o bastante para solucionar todos os problemas do OL.

Deixar um comentário

Menu