A derrota do Chelsea pelo placar mínimo diante do Dinamo Zagreb, em sua partida de estreia pela Champions League, selou o fim da trajetória de Thomas Tuchel no clube do oeste de Londres.
Thomas Tuchel não é mais treinador do Chelsea. Pois é, o comandante alemão foi demitido exatamente no centésimo dia da administração do empresário norte-americano Todd Boehly no clube, sendo assim, o último membro remanescente da comissão técnica do ex-proprietário Roman Abramovich, a deixar o Stamford Bridge, lembrando que o assessor técnico Petr Cech e a diretora esportiva Marina Granovskaia, já haviam saído na metade do ano.
Obviamente, o pífia performance do Chelsea neste início de temporada foi crucial para a queda de Thomas Tuchel, visto que os Blues conquistaram apenas três vitórias em sete jogos disputados, colecionando um empate e três derrotas nos demais compromissos. Deste modo, Tuchel se despede do clube inglês após 100 partidas à frente da equipe, deixando-o na sexta colocação da tabela da Premier League, a cinco pontos do líder Arsenal.

A passagem de Thomas Tuchel pelo Chelsea durou exatos 100 jogos, nos quais o técnico alemão somou 60 vitórias, 24 empates, 16 derrotas e três títulos, dentre eles, o da Champions League na temporada 2020/21.
Mas além do desempenho abaixo das expectativas, a estremecida relação entre Todd Boehly e Thomas Tuchel também determinou a demissão do treinador. A propósito, é importante salientar que a divergência de opiniões envolvendo a estratégia de transferências do clube foi o principal motivo que levou ambos a entrarem em roda de colisão.
Ademais, o desejo de Todd Boehly em construir uma nova era de sucesso em Stamford Bridge, tornava cada vez mais incerta a continuidade de Thomas Tuchel no Chelsea. Por este motivo, bastou um simples revés frente o Dínamo Zagreb na estreia dos Blues pela Champions League 2022/23, para que a saída do treinador de 49 anos de idade fosse efetivada.

Todd Boehly precisou de cem dias para realizar a primeira demissão de treinador no Chelsea, mantendo a tradição do clube de trocar constantemente de técnicos.
Ainda assim, vale ressaltar que Todd Boehly decidiu manter Thomas Tuchel no cargo especialmente por conta de seu pedigree vitorioso, haja vista os títulos europeu e mundial conquistados no próprio Chelsea. De qualquer maneira, Tuchel já faz parte do passado, e os técnicos que aparecem como principais candidatos a sucedê-lo são: Mauricio Pochettino; Zinedine Zidane; e Graham Potter, que é o predileto embora o seja o único empregado no momento.
Contudo, é inegável que o novo mandatário do Chelsea, Todd Boehly, já cometeu um enorme erro neste começo de gestão, afinal, o planejamento visando a temporada 2000/23 foi elaborado pelo técnico demitido seis dias após o fechamento da janela de transferências, que defendeu as contratações de Wesley Fofana, Marc Cucurella, Raheem Sterling, Kalidou Koulibaly e Pierre-Emerick Aubameyang, porque todos se encaixavam em seu esquema de jogo.
Ao mesmo tempo, Todd Boehly descobriu em um curto espaço de cem dias, que a partir do instante em que a relação entre o treinador e a hierarquia é quebrada em Stamford Bridge, não há recuperação, a julgar pelas saídas de Claudio Ranieri, Luiz Felipe Scolari, Carlo Ancelotti, José Mourinho, Antonio Conte e Maurizio Sarri, durante a “era Roman Abramovich”. Ou seja, apesar da nova gestão, este velho problema continua assolando o Chelsea.