Luz de alerta acesa no Ramón Sánchez Pizjuán

A trajetória do Sevilla chegou ao fim na Copa do Rei, visto que o revés por 2 a 1 diante do Osasuna, selou a eliminação dos rojiblancos nas quartas-de-final da competição, aliás, uma dura queda que teve o gol da vitória do time de Pamplona marcado aos 9 minutos da primeira etapa da prorrogação – pelo marroquinho Abde Ezzalzouli -, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.

No entanto, trata-se de apenas mais uma das “decepções” vividas pelo Sevilla na temporada 2022/23, a julgar que os rojiblancos só conseguiram escapar da zona do rebaixamento da LaLiga graças ao triunfo pelo placar mínimo frente o Cádiz no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, lembrando que eles estiveram entre os três piores colocados do campeonato em 5 das 18 rodadas realizadas até o momento.

Curiosamente, é importante salientar que neste mesmo estágio da edição passada da LaLiga, o Sevilla somava 20 pontos a mais em comparação a campanha atual, e ocupava a vice-colocação da tabela, quer dizer, um dado que ilustra o quão decepcionante vem sendo a temporada do clube andaluz.

Todavia, vale ressaltar que essa péssima fase já acompanha o Sevilla desde o início da temporada, tanto é, que a equipe da Andaluzia só venceu um dos primeiros DOZE jogos disputados neste período. A propósito, a primeira vitória dos rojiblancos pela LaLiga só ocorreu na 5ª rodada da competição, quando eles bateram o Espanyol por 3 a 2, depois de acumularem 3 derrotas e 1 empate nos compromissos anteriores.

Consequentemente, o então treinador do Sevilla, Julen Lopetegui, campeão da Europa League à frente do time na temporada 2019/20, foi demitido após pouco mais de três anos no cargo. Na ocasião, os nervionenses ocupavam a 16ª colocação da LaLiga e contabilizavam um ponto no primeiro turno da fase de grupos da Champions League.

Contudo, essa troca no comando técnico não surtiu o efeito esperado, considerando que o Sevilla obteve 7 vitórias, 5 empates e cinco derrotas sob a batuta do sucessor Jorge Sampaoli, registrando 51% de aproveitamento desde a chegada do treinador argentino. Por sinal, isso explica porque a equipe de Sampaoli está somente uma posição acima na classificação da LaLiga em relação a época da saída de Julen Lopetegui.

Diante deste cenário, fica claro e evidente porque as quedas dos rojiblancos nas Copas (Champions League e Copa do Rei) não surpreenderam, e isso vale até mesmo ante ao Osasuna que vem realizando uma ótima temporada, haja vista o atual sétimo lugar na LaLiga, além das seguidas classificações sobre os andaluzes, Betis e Sevilla, nas oitavas e quartas-de-final da Copa do Rei.

Pois é, mas o pior aos torcedores sevillistas é que não existe perspectiva de melhora ao Sevilla a curto prazo, afinal, o clube iniciou a temporada ostentando uma dívida de 25 milhões de euros da temporada passada, e já atingiu o limite salarial previsto pela LaLiga, ou seja, condições que o impossibilita de trazer reforços nesta janela de transferências, apesar da enorme pressão por parte do técnico Jorge Sampaoli.

Ainda assim, os interesses de Hoffenheim e Vasco da Gama nas contratações de Thomas Delaney e Papu Gómez, respectivamente, tornariam viáveis a vinda de pelo menos uma peça para reforçar o elenco andaluz neste meio de temporada. Além deles, o Sevilla também planeja negociar Adnan Janujaj a fim de atender ao menos duas necessidades de Jorge Sampaoli: um zagueiro, no caso o argentino Federico Gattoni; e um ponta-esquerda, cujo interesse é em Bryan Gil que chegaria via empréstimo do Tottenham.

De qualquer forma, a realidade é que já passou da hora de Jorge Sampaoli parar de priorizar o mercado da bola e focar todas as suas atenções nos problemas do Sevilla em campo, tendo em vista que um ponto separa a equipe de Nervión da zona do descenso, ou caso contrário, os sevillistas além de verem o seu time ausente da Champions League pela primeira vez nos últimos quatro anos, também o acompanharão em ação pela segunda divisão na próxima temporada.

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