Dois raios não caem duas vezes no mesmo lugar. Esta popular frase serve como metáfora quase cruel para explicar a saída de Marcelo Gallardo do River Plate. Depois de uma primeira passagem histórica pelo clube de Núñez, entre 2014 e 2022, na qual conquistou 14 títulos e recolocou o Millonario no topo da América do Sul, o treinador retornou à Núñez cercado de expectativa quase messiânica após uma breve trajetória à frente do Al-Ittihad. Mas desta vez o raio não incendiou o céu. Ele se dissipou em meio a uma atmosfera pesada, resultados insuficientes e um desgaste que culminou em uma despedida amarga. A primeira era de Marcelo Gallardo foi mais que vencedora: foi transformadora. O River Plate deixou de ser apenas grande para se tornar dominante. Libertadores, Recopa, Copa Argentina, títulos nacionais e, sobretudo, identidade. O time tinha personalidade, agressividade competitiva e um senso de pertencimento que fazia o…
O bom filho a casa torna
O efeito causado quando, de forma inesperada, Marcelo Gallardo anunciou que deixaria o comando técnico do River Plate às vésperas do término da temporada de 2022, era similar a de uma devastadora bomba explodindo em Núñez, afinal, o maior treinador da história do clube estava de saída. Foram longos oito anos de um glorioso trabalho composto por 14 conquistas, dentre os principais, dois troféus da Libertadores, um da Sul-Americana, um título argentino, além de três taças da Copa da Argentina. Consequentemente, a idolatria de Marcelo Gallardo, que já era grande desde os tempos em que ele defendia as cores do River Plate dentro das quatro linhas, aumentou ainda mais em relação a torcida. Decerto, El Muñeco vislumbrava repetir na Europa o sucesso alcançado à frente do River Plate. Deste modo, em alta, ele iniciou o ano de 2023 aguardando propostas de gigantes do futebol europeu, porém o máximo que recebeu…
O monumental River Plate, de Martín Demichelis
A Superliga terminou mais cedo para o River Plate nesta temporada, mais especificamente com duas rodadas de antecedência, visto que a vitória por 3 a 1 sobre o Estudiantes no Monumental de Núñez, rendeu aos Milionários a conquista do 38º título argentino de sua história. Aliás, a campanha do River Plate na Superliga retrata a legitimidade dos campeões, a julgar pelos 76% de aproveitamento dos comandados de Martín Demichelis na competição, decorrentes das 18 vitórias, 3 empates e quatro derrotas obtidas em 25 jogos disputados, ou então pelos nove pontos de vantagem em relação ao vice-colocado Talleres. Portanto, fica evidente que o River Plate foi capaz de manter o alto padrão de jogo mesmo após a saída do eterno ídolo e multi-campeão Marcelo Gallardo, algo que só foi possível em virtude do excelente trabalho realizado por Martín Demichelis, contratado junto ao time “B” do Bayern de Munique no início do…
Noventa minutos para o fim da era Marcelo Gallardo no River Plate
Oito anos, diversos títulos, vitórias, recordes, alegrias, desilusões, e muita paixão. Pois é, está chegando ao fim a marcante trajetória de Marcelo Gallardo à frente do River Plate. Apesar da expressiva carreira como atleta do River Plate, nem o mais fanático dos torcedores millonarios imaginava que Marcelo Gallardo construiria uma história ainda mais significativa como treinador da equipe. Entretanto, a gigantesca festa feita pela torcida, dotada de um sentimento misto de exultação e nostalgia no encontro diante do Rosario Central que marcou a despedida de Muñeco do Monumental de Núñez, retrata o tamanho de Gallardo no clube argentino. Vale ressaltar, que Marcelo Gallardo conquistou o montante de 14 títulos em quase uma década à frente do River Plate, dentre os quais se destacam as duas taças da Copa Libertadores (2015 e 2018). Todavia, não foram somente voltas olímpicas que tornaram a passagem do treinador de 46 anos de idade em…