Restando oito jogos para o término da Championship League (segunda divisão inglesa), o Wolverhampton está a um passo de confirmar o tão aguardado regresso à Premier League. Mas para que isso realmente se concretize, os Wolves precisarão vencer mais quatro partidas, ou seja, conquistar 50% dos pontos em disputa, uma missão que não aflige os pupilos de Nuno Espírito Santo.
Um clube glorioso:
Wolverhampton Wanderers Football Club, clube localizado na cidade de Wolverhampton, oeste da Inglaterra, fundado em 1877. Ao longo de seus 141 anos de história, os Wolves (lobos) já conquistaram o título do Campeonato Inglês em três oportunidades (1953/54, 1957/58 e 1958/59). Além disso, a equipe já foi quatro vezes campeã da Copa da Inglaterra (1892/93, 1907/08, 1948/49 e 1959/60), e ergueu a taça da Copa da Liga Inglesa em duas ocasiões (1973/74 e 1979/80).
Diversos jogadores já vestiram a camisa do Wolverhampton, dentre os principais, aparecem nomes como os de Bert Williams, Billy Wright, Bill Slater, Ron Flowers, John Richards, Kenny Hibbit, Steve Bull e mais recentemente Paul Ince e Robbie Keane.
Através da análise desta rica trajetória, fica evidente que o auge dos Wolves foi mesmo durante a década de 50. Atualmente, o time vive um longo período de seca, tanto é, que o último caneco conquistado pelo Wolverhampton foi o tricampeonato da Championship League na temporada 2008/09, por essas e outras, a pressão é grande pelos lados do Molineux Stadium.

Temporada 2017/18:
A temporada 2016/17 do Wolverhampton foi literalmente uma tragédia, afinal, a equipe na época comandada por Paul Lambert, encerrou sua participação na Championship League apenas na 15ª posição da tabela com 58 pontos (16 vitórias, 10 empates e 20 derrotas), obtendo um pífio aproveitamento de 42,03% na competição.
Buscando o tão sonhado acesso à Premier League, o presidente do clube Jeff Shi, resolveu inovar trazendo ao time o português Nuno Espírito Santo, ex-treinador do Porto. Essa inesperada escolha surtiu o efeito esperado, e você entenderá o porque.
A primeira medida de Nuno Espírito Santo foi montar um conjunto competitivo e logicamente de sua confiança, por este motivo, o novo comandante trouxe uma legião de atletas lusitanos ao elenco como foram os casos de Rubén Neves, Roderick Miranda, Diogo Jota e Rúben Vinagre, que se juntaram aos conterrâneos Hélder Costa e Ivan Cavaleiro. Por essa razão, muitos apelidaram o Wolverhampton de filial portuguesa na Inglaterra.

Campanha Arrasadora:
Os números provam porque a escolha da diretoria em trazer Nuno Espírito Santo aos Wolves foi certa. Ocupando o primeiro posto na tabela da Championship League com 82 pontos ganhos, o Wolverhampton contabiliza 25 vitórias, 7 empates e apenas seis derrotas, atingindo 71,93% de aproveitamento através desta campanha. E não para por aí, os comandados de Nuno Espírito Santo são donos do melhor ataque (69 gols marcados), e da segunda melhor defesa (33 gols sofridos) da competição. Para se ter uma ideia, o Wolverhampton liderou o campeonato em 26 das 38 rodadas disputadas até aqui.
O único concorrente que ainda ameaça os Wolves na briga pelo título da Championship League, é o Cardiff, segundo colocado na classificação com 76 pontos porém com um jogo a menos, logo, a distância virtual do líder para o vice-líder é de somente de três pontos.
Utilizando o esquema 3-4-3, o Wolverhampton se destaca por ser uma equipe extremamente rápida e intensa quando ataca. Sem a bola, a organização tática é um aspecto que chama a atenção nos Wolves, pois o time fecha muito bem as suas linhas, defendendo no 5-4-1, fazendo sempre uma marcação alta, com praticamente todas as suas peças no campo do adversário.

Reta final:
Longe da elite do futebol inglês desde 2012, época em que terminou a Premier League na última posição da tabela, o Wolverhampton chegou a cair para a League One (terceira divisão inglesa) em 2013, mas prontamente retornou à Championship League no ano seguinte (2014), porém de lá para cá, os Wolves não conseguiram nem ao menos se classificar aos playoffs do torneio, permanecendo sempre na parte intermediária da classificação.
O grande objetivo da diretoria no início da temporada, era levar novamente o Wolverhampton à Premier League, até por isso foram investidos 24,61 milhões de euros (98,93 milhões de reais) na contratação de reforços. Como os dois primeiros colocados da Championship League sobem automaticamente de divisão, os Wolves precisam ganhar quatro das oito partidas restantes da competição, assim, o terceiro colocado, Fulham (69 pontos), não teria mais como alcançá-los na disputa.
Desta maneira, basta ao Wolverhampton vencer todos os seus próximos compromissos no Molineux Stadium para o que sonho de retornar à Premier League se torne realidade. Dos oito jogos, quatro serão em casa (Hull City, Derby County, Birmingham e Sheffield Wednesday) e quatro fora de seus domínios (Middlesbrough, Cardiff, Bolton e Sunderland). Diante deste cenário, podemos afirmar com plena convicção que os Wolves estão vivendo seus últimos dias na Championship League.