Dois jogos, duas derrotas, 0% de aproveitamento e último colocado na tabela da Ligue 1. Este péssimo desempenho reflete da maneira mais clara possível, o verdadeiro caos pelo qual o Monaco vem passando desde o ano passado.
A temporada 2016/17 foi marcante na história do Monaco, afinal, a equipe do Principado, na época comandada pelo treinador Leonardo Jardim, encantou o mundo através de seu excelente futebol. Não à toa, o conjunto monegasco conseguiu a façanha de chegar nas semifinais da Champions League, após eliminar o Manchester City e o Borussia Dortmund, nas oitavas e quartas de final, respectivamente. E para coroar a surpreendente campanha realizada pelo Monaco naquela ocasião, o time ergueu o caneco da Ligue 1, colocando um fim na supremacia do PSG, tetracampeão francês, faturando o título nacional depois de longos 17 anos de jejum.
No entanto, esta incrível trajetória deixou o Monaco na vitrine do futebol mundial, fazendo despertar o interesse de diversos clubes em seus jogadores. O desmanche pelo qual os monegascos passaram foi realmente estrondoso, tanto é, que dez atletas deram adeus ao time do Principado em um curto espaço de dois anos, me refiro a Benjamin Mendy (Manchester City), Timoué Bakayoko (Chelsea), Nabil Dirar (Fenerbahce), Bernardo Silva (Manchester City), Guido Carrillo (Southampton), Valère Germain (Olympique Marseille) e Kylian Mbapé (PSG), negociados primeiramente. Já na janela seguinte (2018), foram as vezes de Fabinho (Liverpool), Thomar Lemar (Atletico Madrid) e João Moutinho (Wolverhampton) acertarem as suas saídas do clube.

Diante deste montante de saídas, é óbvio que o Monaco precisaria passar por um grande processo de reformulação, porém o que todos não imaginavam, é que esta operação seria tão complicada. Todavia, vale ressaltar que as dificuldades encontradas pelos monegascos acabaram sendo maiores do que o previsto, pois eles mantiveram a política de investir apenas em contratações de jovens atletas, obviamente, projetando as suas futuras vendas. E foi somente quando o barco estava literalmente afundado, com a equipe do Principado próxima de ser rebaixada na edição anterior da Ligue 1, que a diretoria percebeu que precisaria mudar a sua filosofia de atuar no mercado.
Os desmanches sofridos pelos monegascos, aliados às péssimas contratações realizadas pela diretoria neste mesmo período, foram preponderantes para que o clube quase fosse rebaixado dois anos depois dele vencer o título francês. A propósito, a temporada 2018/19 do Monaco foi um desastre do início ao fim, sobretudo porque o time do Principado decidiu demitir Leonardo Jardim, ainda na 12ª rodada da Ligue 1, quando a equipe ocupava a zona de rebaixamento, somando apenas uma vitória em doze jogos disputados (8 derrotas e 3 empates). O nome escolhido para substituir o técnico português no comando do Monaco, foi o do novato treinador Thierry Henry, ex-assistente de Roberto Martínez na seleção belga.

Como não poderia deixar de ser, a passagem de Thierry Henry pelo Monaco, que durou somente quatro meses, foi um desastre, pois ele além de não ter conseguido tirar o time da zona de rebaixamento, o afundou ainda mais na tabela da Ligue 1, mesmo contando com as chegadas dos consagrados Cesc Fàbregas e Naldo, além do habilidoso ponta Gélson Martins. Em 20 jogos à frente da equipe do Principado, Henry colecionou 5 vitórias, 4 empates e onze derrotas, obtendo míseros 31,6% de aproveitamento através deste terrível retrospecto. Assim, na tentativa de salvar a temporada, a diretoria monegasca optou em recontratar Leonardo Jardim, uma escolha correta, já que o Monaco livrou-se do descenso ao terminar a liga na 17ª posição, ou seja, uma acima da zona da degola.
Após viver momentos tenebrosos na temporada anterior, o objetivo principal do Monaco era iniciar a atual edição da Ligue 1 conquistando vitórias, para aos poucos, ir entrando novamente nos eixos. Em contrapartida, os dois primeiros jogos dos comandados de Leonardo Jardim na competição foram deploráveis, pois eles sucumbiram diante do Lyon, em sua estreia pela liga francesa, ao sofrerem um duro revés por 3 a 0, em pleno estádio Louis II, à medida que na 2ª rodada do campeonato, os monegascos perderam do Metz, mais uma vez pelo mesmo placar, 3 a 0. Deste modo, o time do Principado já ocupa a lanterna na classificação do torneio, sem somar nenhum ponto, e o pior, acumulando seis gols sofridos e nenhum marcado até aqui.
E as más notícias não param por aí, dado que o diretor de futebol do Monaco, Michael Emenalo, pediu demissão do cargo na semana passada, lembrando que o nigeriano trabalhava no clube desde 2017. O principal reforço trazido pelos monegascos nesta janela de transferências, foi Wissam Ben Yedder, contratado junto ao Sevilla, pela bagatela de 40 milhões de euros (R$ 178,8 milhões). Além do atacante francês, os atletas Benjamin Lecomte, Henry Onyekuru e Ruben Aguilar, também desembarcaram no Principado para vestirem a camisa vermelha e branca. Contudo, uma coisa é certa: o Monaco, de fato, conseguiu ir do céu ao inferno em um pequeno intervalo de dois anos, algo que só o futebol é capaz de proporcionar!
2 Comentários
Esse russo maldito destruiu o Mônaco. Lavou todo o dinheiro que podia e deixou o clube no fundo do poço
É verdade amigo, a política do Mônaco de investir em jovens atletas para vendê-los por altas cifras em futuras negociações, realmente está afundando o Mônaco, que virou a mina de ouro do mandatário do clube, Dmitry Rybolovlev. Obrigado pelo comentário, e volte sempre!