Apesar dos enormes obstáculos encontrados no decorrer da temporada, o Sevilla segue sendo a única ameaça ao Real Madrid na briga pelo título da LaLiga.
A pausa internacional referente aos jogos da data FIFA não poderia ter vindo em melhor hora ao Sevilla, que disputou o montante de quatro partidas em um curto intervalo de sete dias. Aliás, apesar do enorme desgaste físico, os rojiblancos ainda tiveram forças para buscar o empate no jogo do último final de semana contra o Celta, depois de saírem perdendo por 2 a 0 no placar, lembrando que eles jogaram desfalcados de NOVE jogadores no estádio Ramón Sánchez Pizjuán.
Em contrapartida, este foi apenas mais um dos diversos obstáculos superados pelos pupilos de Julen Lopetegui até aqui na temporada, tendo em vista que tanto a Covid-19 quanto o excessivo número de lesões, seguem assolando a equipe que ainda assim está a quatro pontos do Real Madrid na vice-colocação da LaLiga, mantendo-se firme na briga pelo título espanhol, ao contrário dos poderosos Barcelona e Atlético de Madrid.

O Sevilla não conquista o título espanhol desde 1946. Desde então, o mais próximo que os rojiblancos chegaram de vencer a LaLiga foi na temporada 2006-07, quando eles perderam para o Real Madrid na reta final do campeonato.
Contudo, o Sevilla vem travando uma duríssima batalha contra as contusões. Para se ter uma ideia, O artilheiro do time na edição anterior da LaLiga, Youssef En-Nesyri, disputou míseras dez partidas na atual temporada em função de suas constantes lesões. Pois é, e quando o atacante enfim se recuperou, ele foi convocado para defender as cores do Marrocos na Copa Africana de Nações.
A propósito, o longo período de ausência de Youssef En-Nesyri contribuiu para a queda de rendimento do setor ofensivo do Sevilla, sobretudo porque o seu substituto, Rafa Mir, ainda não mostrou à que veio. Não à toa, os rojiblancos são donos do sexto melhor ataque da LaLiga com 34 gols em 22 jogos, registrando assim, uma baixa média de 1,55 tentos por partida.

Se por um lado o Sevilla tem o sexto melhor ataque da LaLiga, pelo outro os andaluzes têm a melhor defesa do torneio, somando 16 gols sofridos em 22 jogos. Os rojiblancos só não foram menos vazados do que o Manchester City, considerando as cinco principais ligas europeias.
Posteriormente, foram as vezes do recém-contratado, Erik Lamela (ombro), do ídolo sevillista, Jesus Navas (quadríceps), além do ponta-esquerda da seleção espanhola, Suso (tornozelo), deixarem a equipe devido a lesões. Por sinal, isso explica porque o Sevilla é o segundo participante da LaLiga que utilizou o maior número de atletas até o momento, somente atrás do turbulento Barcelona, que já escalou 31 jogadores na atual temporada.
Mas apesar desta sequência de baixas, os rojiblancos conseguiram acompanhar o ritmo do Real Madrid na LaLiga, não deixando os merengues se distanciarem na liderança do campeonato, o que demonstra a força do Sevilla. Inclusive, um dos pontos chaves para esta ótima campanha do conjunto andaluz foi a mudança de mentalidade incutida na equipe pelo treinador Julen Lopetegui e pela diretoria do clube.
Por fim, a evolução do Sevilla também é visível dentro das quatro linhas. Utilizando variavelmente os esquemas 3-5-2 e 4-3-3, Julen Lopetegui criou uma estrutura defensiva sólida e compacta, estabelecendo na equipe um padrão de jogo que prioriza a posse de bola. Deste modo, depois do clube da Andaluzia bater o seu recorde de pontos na LaLiga no último ano, agora ele sonha com a conquista do título espanhol após mais de sete décadas.