Três treinadores ao longo da temporada; quatro vitórias em 37 jogos pela Serie A 2021/22; e o pior ataque do campeonato. Eis porque o Genoa já não integra mais o primeiro escalão do futebol italiano.
Embora ainda reste uma rodada para o término da Serie A, já é possível afirmar que a temporada 2021/22 acabou para o Genoa e, da pior forma possível, com o rebaixamento do clube após 15 anos na elite italiana. Pois é, e isso porque com o revés diante do Napoli por 3 a 0 no último domingo (15), os Rossoblus permaneceram com 28 pontos na penúltima posição do Calcio, não tendo mais chances de superar a Salernitana, primeiro time fora da zona da degola.
A propósito, a queda do Genoa à segunda divisão ocorre exatamente na temporada em que o clube foi adquirido pelo grupo norte-americano 777 Partners, tornando-se a oitava equipe da Serie A administrada por donos estrangeiros. E apesar dos mais de 20 milhões de euros investidos na janela de transferências de janeiro para contratar Kelvin Yeboah, Silvan Hefti, Albert Gudmundsson, entre outros, o Grifone não foi capaz de evitar o descenso.

Kelvin Yeboah, o reforço mais caro contratado pelo Genoa sob a gestão da 777 Partners, não marcou NENHUM gol em 17 partidas disputadas pela equipe dona do pior ataque da Serie A com 27 tentos.
Todavia, foram as trocas no comando técnico da equipe que mais colaboraram para o rebaixamento do Genoa. Para se ter uma ideia, TRÊS treinadores estiveram à frente dos rossoblus no decorrer da temporada. O primeiro deles foi Davide Ballardini, demitido após conquistar apenas uma vitória até a 12ª rodada da Serie A, somando 6 empates e cinco derrotas, nos demais compromissos.
Em seguida, Andriy Shevchenko sobreviveu somente nove partidas no cargo, colecionando 6 derrotas, três empates e nenhuma vitória, nesta pífia passagem pelo Luigi Ferraris. Posteriormente, o interino Abdoulay Konko dirigiu o Genoa na derrota por 6 a 0 diante da Fiorentina, dando lugar ao atual treinador Alexander Blessin, que em 15 jogos, obteve 7 vitórias, 2 empates e doze derrotas.

Contabilizando quatro vitórias em 37 jogos disputados pela Serie A, o Genoa registra nada menos do que 25,2% de aproveitamento no campeonato.
Deste modo, com o rebaixamento já sacramentado, o Genoa dará início ao planejamento visando a temporada 2022/23, cujo principal objetivo é regressar à Serie A. Assim, é certo que o elenco passará por uma enorme reformulação, sobretudo porque o contrato de mais da metade do plantel se encerrará neste meio de ano, incluindo os nomes do líderes de jogos e gols da equipe na atual edição da Serie A, Salvatore Sirigu e Mattia Destro, respectivamente.
Além disso, a permanência do capitão Domenico Criscito também é incerta, apesar de seu vínculo ser válido até junho de 2023 junto ao clube. Já dentre os atletas que atuaram por empréstimo nesta temporada, é sabido que somente o zagueiro Leo Ostigard interessa ao Genoa, o que significa que Zinho Vanheusden, Nadiem Amiri, Roberto Piccoli, Riccardo Calafiori, Hernani, Nicolò Rovella e Filippo Melegoni, provavelmente voltarão aos seus respectivos times.
Contudo, ao menos a continuidade do treinador Alexander Blessin foi confirmada pela diretoria do conjunto genovês. Portanto, a melancólica partida do próximo sábado (21) contra o Bologna no estádio Luigi Ferraris, que marcará a despedida do Rossoblus da Serie A 2021/22 após 15 anos, será a última de praticamente todos os seus atletas. Resta saber agora, quem fará companhia a Genoa e Venezia na Serie B, Salernitana ou Cagliari? A ver!