Mais uma temporada sem perspectiva se apresenta ao Valencia

A constante troca de treinadores, aliada a falta de um projeto esportivo ideal, seguem afundando o Valencia em um poço que se mostra cada vez mais fundo e obscuro.

Foi-se o tempo em que o Valencia estreava em uma temporada com a expectativa de brigar pelo título da LaLiga com os poderosos Real Madrid e Barcelona. Pois é, a desastrosa gestão do magnata Peter Lim levou o clube seis vezes campeão nacional a uma duríssima realidade, comparada inclusive com a vivida na metade da década de 1980, quando os Morcegos tiveram de lidar com a queda à segunda divisão pela primeira vez após 55 anos na elite espanhola.

Vale ressaltar, que CATORZE treinadores passaram pelo Mestalla desde a compra do Valencia por parte de Peter Lim em 2014. Neste período, Marcelino García Toral foi o que realizou o melhor trabalho à frente da equipe, a julgar pela conquista da Copa do Rey na temporada 2018/19, além das quartas colocações nas edições 2017/18 e 2018/19 da LaLiga, o que, consequentemente, rendeu aos Ches a oportunidade de disputar a Champions League.

No entanto, Marcelino García Toral deixou o comando técnico do Valência após dois anos no cargo, em virtude de divergências junto ao mandatário do clube, Peter Lim. Em vista disso, os valencianos voltaram novamente ao “ostracismo”, haja vista a nona posição na temporada passada da LaLiga, sob a batuta do agora ex-treinador Pepe Bordalás.

Contudo, o futuro se apresenta ainda mais obscuro ao Valencia, que terá Gennaro Gattuso como sucessor de Pepe Bordalás à frente do time. Por sinal, o clube espanhol será o sétimo na carreira do jovem técnico de 44 anos de idade, sendo o segundo fora de seu país natal, lembrando que Gattuso acumula passagens por FC Sion, Palermo, Crete FC, `Pisa SC, Milan e Napoli, respectivamente.

De qualquer maneira, a queda esportiva do Valencia também se reflete através da descapitalização dos ativos do clube, e o último deles inclui o português Gonçalo Guedes, um dos principais jogadores do time na época comandado por Marcelino García Toral, que transferiu-se ao Wolverhampton por míseros 35 milhões de euros, três temporadas depois de ter desembarcado na Comunidade Valenciana pelo montante de 44 milhões de euros.

A propósito, o jovem Samuel Lino foi o reforço apresentado via empréstimo para suprir a saída do atacante português, o que demonstra que o Valencia vem se “desintegrando” temporada a temporada com a saída de significativas peças. Para se ter uma ideia, nomes como João Cancelo, Neto, Ferran Torres, Rodrigo, Geoffrey Kondogbia, Dani Parejo, Francis Coquelin, além do próprio Gonçalo Guedes, deixaram o Mestalla somente nos últimos quatro anos.

Por fim, os vínculos contratuais de José Gayà, Carlos Soler e Hugo Guillamón se encerrarão em junho de 2023, logo, o trio estará livre para assinar um pré-contrato daqui a cinco meses. Portanto, ainda que Samu Castillejo tenha chegado nesta janela de transferências, a tendência é que o Valencia figure na metade de baixo da tabela da LaLiga, sobretudo em função da saída do responsável por 70% dos gols do time na temporada anterior.

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