Na busca do scudetto

A campanha da Roma na temporada passada foi realmente acima das expectativas, afinal, quem seria capaz de imaginar que os giallorossi seriam semifinalistas da Champions League? Além disso, os comandados de Eusebio Di Francesco terminaram o Calcio na terceira posição da tabela, atrás apenas da heptacampeã, Juventus, e do vice-colocado, Napoli. Diante deste cenário, os torcedores romanistas estão esperançosos em relação ao desempenho da equipe na nova jornada que está por vir.

Escolha certa

O objetivo da Roma na temporada anterior era passar da fase de grupos da Champions League, e terminar o Calcio entre os quatro primeiros colocados na tabela. Para isso, o presidente do clube, James Palotta, decidiu trazer o treinador Eusebio Di Francesco, ídolo romanista na época em que ainda atuava dentro das quatro linhas, e que vinha realizando um excelente trabalho à frente do Sassuolo.
Mesmo assim, a chegada do novato treinador então com 47 anos de idade, foi bastante questionada por boa parte da mídia e da torcida, visto que Di Francesco havia comandado somente times de menor expressão como Pescara, Lecce e Sassuolo. Entretanto, um ano depois de sua contratação, não nos restam dúvidas de que a diretoria acertou em cheio ao escolher Di Francesco para dirigir a esquadra grená. Jamais poderíamos deixar de mencionar, que outra grande cartada de Palotta naquele período, foi definir o espanhol Ramón Rodríguez Verdejo, o popular Monche, como diretor esportivo da equipe.

AS Roma v Avellino - Pre-Season Friendly
Eusebio Di Francesco acumula o total de 29 vitórias, 10 empates e 12 derrotas nos 51 jogos que dirigiu a Roma até aqui.

Dinheiro em caixa

Ramón Rodríguez Verdejo, o Monche, é conhecido no mundo da bola por ser um dos melhores diretores da atualidade, isso porque o espanhol fez o Sevilla ressurgir das cinzas em 2001, depois do time da Andaluzia ser rebaixado à segunda divisão na temporada 1999/00.
Devido a este exímio trabalho pelo Sevilla, a diretoria da Roma contratou Monche há exato um ano. E logo de cara, o novo diretor do clube já mostrou porque é considerado um dos melhores do planeta nesta função, pois através de diversas negociações, ele fez a Roma faturar a bagatela de € 104,5 milhões (R$ 385,9 milhões) com a venda de quatro jogadores, e gastar somente € 64,8 milhões (R$ 239,3 milhões) com a contratação de oito reforços.
Desta maneira, fica evidente que Monche é sinônimo de dinheiro em caixa, e como não poderia deixar de ser, a Roma já alavancou o montante de € 123,20 milhões (R$ 539,62) com a venda de jogadores nesta janela de transferências, sendo as principais delas, a ida do goleiro Alisson ao Liverpool (R$ 273 milhões) e a do volante Radja Nainggolan à Internazionale (R$ 166 milhões).

Nos 17 anos em que trabalhou como diretor do Sevilla, Monche contratou 151 atletas e obteve € 200 milhões de lucros (R$ 738,5 milhões) em transferências. Com isso, o Sevilla voltou da segunda divisão para ganhar cinco vezes a Europa League e duas vezes a Copa do Rey.
Nos 17 anos em que trabalhou como diretor do Sevilla, Monche fez o clube obter € 200 milhões de lucros (R$ 738,5 milhões) em transferências. Com isso, o Sevilla saiu da segunda divisão para ganhar cinco vezes a Europa League e duas vezes a Copa do Rey.

Reforços chegando

A meta estipulada pelo presidente para a próxima temporada é acabar com a hegemonia da Juventus no futebol italiano, isto é, uma missão mais indigesta para o treinador Eusebio Di Francesco. Por isso, Monche, Francesco Totti e o técnico da Roma estão trabalhando incessantemente para reforçar a equipe, e até o momento, este trabalho está sendo executado de forma impecável. A prova disso é que o primeiro grande nome contratado pela diretoria romanista foi o argentino Javier Pastore, que estava no PSG, e chegou por 24,7 milhões de euros (cerca de 108,5 milhões de reais). Além dele, desembarcaram na capital da Velha Bota os jogadores Justin Kluivert (ex-Ajax, R$ 84 milhões), Grégoire Defrel (ex-Sassuolo, R$ 65 milhões), Davide Santon (ex-Internazionale, R$ 41 milhões), Bryan Cristante (ex-Atalanta, por empréstimo), Ante Coric (ex-Dínamo Zagreb, R$ 26 milhões), William Bianda (ex-Lens, 26 milhões) e do goleiro Robin Olsen (ex-Copenhague, R$ 50,37 milhões), lembrando que a janela de verão europeia se encerra somente no dia 31 de agosto, logo, águas ainda vão rolar pelos lados da Roma.

O último scudetto conquistado pela Roma foi na temporada 2000/01, quando o time era composto por craques como Francesco Totti, Gabriel Batistuta, Cafu,
O último scudetto conquistado pela Roma foi na temporada 2000/01, quando o time era composto por craques como Francesco Totti, Gabriel Batistuta, Vincenzo Montella, Marco Delvecchio, Damiano Tomassi, além dos brasileiros Cafu, Antônio Carlos, Emerson e Marcos Assunção.

Sonhando alto

As últimas sete edições do Calcio tiveram a Juventus como campeã, e ao que tudo indica, a Juve conquistará a liga pela oitava vez consecutiva, basta lembrarmos que Cristiano Ronaldo chegou ao time de Turim, tornando-o ainda mais poderoso.
No entanto, a boa campanha da Roma na temporada anterior, resgatou totalmente o prestígio do time gerando uma enorme expectativa na torcida, que por sua vez, está ansiosa pelo início das competições. O bom trabalho de Eusebio Di Francesco, Francesco Totti e de Monche, também são fatores que encheram os giallorossi de esperança.
Com os reforços que já foram confirmados e outros que ainda chegarão, certamente veremos a Roma brigando na parte de cima da tabela do Calcio contra Juventus e Napoli, que agora tem Carlo Ancelotti no comando.
Embora ainda seja cedo demais para cravar qualquer diagnóstico, pois muitas negociações irão rolar neste mais de um mês de janela aberta, é muito bom saber que os apaixonados torcedores romanistas lotarão as dependências do estádio Olímpico, afim de ver a sua equipe novamente lutando pelo scudetto do Calcio.

 

 

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