Depois de conseguir a façanha de ficar fora da Copa do Mundo de 2018, a seleção italiana segue vivendo dias extremamente conturbados, tanto é, que a Azzurra não começou nada bem a sua caminhada na Liga das Nações da UEFA, permanecendo sem nenhuma vitória até aqui.
A eliminação diante da Suécia na repescagem das Eliminatórias da Copa de 2018, foi considerada a maior tragédia do futebol italiano ao longo da história. Buscando resgatar o prestígio no mundo da bola, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) decidiu reformular totalmente a Squadra Azzurra, não à toa, a entidade contratou o experiente treinador Roberto Mancini, que estava no Zenit, e teve ótimas passagens por Internazionale e Manchester City, clubes pelos quais conquistou diversos títulos, dentre os principais, três scudettos do Calcio e um campeonato inglês, respectivamente.
Acontece que o início de Roberto Mancini à frente da Itália foi realmente abaixo das expectativas, visto que o treinador de 53 anos de idade, soma apenas uma vitória nas cinco primeiras partidas em que esteve no comando da seleção, colecionando duas derrotas e dois empates nos demais jogos disputados. Vale ressaltar, que o único triunfo obtido pelo novo treinador, foi sobre a modesta Arábia Saudita (2 x 1), em sua estreia pela Azzurra.

Perder amistosos raramente prejudica o trabalho de um treinador, dado que nestas partidas, os atletas costumam atuar de maneira menos competitiva. Além disso, nesses jogos os treinadores realizam diversos testes nas seleções. Amistosos só causam estragos na vida de um treinador, se ocorrer uma derrota por goleada ou então para um adversário muito fraco, isto é, no caso de um resultado vexatório. Como isso não aconteceu com a Itália, tanto o revés para a França (2 x 1) quanto o empate frente a Holanda (1 x 1), não tiveram grandes questionamentos por parte da mídia italiana.
Deste modo, todas as atenções estavam voltadas para boas atuações da Itália na Liga das Nações da UEFA, lembrando que a Azzurra está situada no grupo 3 da primeira divisão do torneio, ao lado de Polônia e Portugal. Entretanto, a primeira partida dos italianos pela competição deixou bastante a desejar, pois mesmo jogando em Bologna, os pupilos de Roberto Mancini saíram de campo com um mísero empate contra os polacos por 1 a 1. Como não poderia deixar de ser, este resultado rendeu uma série de duras críticas ao novo técnico, que por sua vez, conseguiu notar uma pequena evolução no time, confira:
"Era a primeira partida importante deste novo ciclo da seleção. Erramos demais no primeiro tempo de partida, porém na segunda etapa de jogo conseguimos melhorar bastante. Infelizmente não conseguimos vencer."
Devido ao péssimo empate em seus domínios, a Itália viu-se obrigada a recuperar os pontos perdidos na partida seguinte, frente os atuais campeões europeus, fora de casa. Todavia, ela novamente fracassou, retornando de Lisboa com mais uma derrota na bagagem, desta vez para os portugueses, pelo placar mínimo. Como já era esperado, Roberto Mancini foi o principal alvo da imprensa italiana, tudo porque a superioridade de Portugal, mesmo sem o craque Cristiano Ronaldo, foi enorme sobre a Azzurra durante os noventa minutos do embate. Na entrevista coletiva pós-jogo, o abatido técnico italiano disse:
"Encontraremos a fórmula certa para esta Itália, só precisamos de um pouco de paciência. Mas a Itália que queremos ver ainda não existe. Esperamos vê-la o mais breve possível."
Contabilizando um único ponto em duas partidas disputadas, a Itália ocupa a última posição do grupo 3 da primeira divisão da Liga das Nações da UEFA, portanto, os tetracampeões mundiais correm um sério risco de cair à segunda divisão do torneio, algo que seria um verdadeiro banho de água fria nos italianos. Embora Roberto Mancini tenha feito diversos testes na equipe, ele ainda não disse a que veio. Iniciou o seu trabalho utilizando o esquema 4-3-3, porém na partida diante de Portugal, optou pelo 4-2-4, ou seja, o ex-treinador do Zenit ainda busca uma formação ideal para o time.
Outro fator que atrapalha a evolução da Azzurra, é que atualmente ela não tem nenhum grande craque em atividade, ao contrário de outras épocas, quando estrelas como Francesco Totti, Roberto Baggio, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini, Franco Baresi, Paolo Rossi, entre outros, vestiam a camisa azul quatro vezes campeã do mundo. Os próximos compromissos da Itália pela Liga das Nações da UEFA, serão somente em outubro, no dia 14 contra a Polônia (f) e no dia 17 frente os portugueses (c). Até lá, Roberto Mancini terá tempo suficiente para implantar a sua filosofia, seu plano de jogo e seus conceitos, para que desta forma, a seleção italiana volte a sonhar com um futuro próspero.