A nova geração de Cotia

Embora o São Paulo esteja vivendo um longo período sem conquistar títulos, a equipe da capital paulista continua revelando ao mundo da bola, jovens com enorme potencial. Isso explica porque o Tricolor do Morumbi é rotulado como “A maior vitrine do futebol brasileiro”. Diante deste cenário, dificilmente a diretoria conseguirá manter todas as novas jóias no clube até o final do ano.

A tradição do São Paulo em revelar jogadores e negociá-los com clubes do exterior é indiscutível. Não à toa, nomes como Denílson, Edmílson, Fábio Aurélio, Kaká, Júlio Baptista, Casemiro, Hernanes, Lucas Moura, Éder Militão, David Neres, entre outros, brotaram no Morumbi, e posteriormente, foram brilhar nos gramados do Velho Continente. Aliás, um dos maiores legados deixados pelo ex-presidente são-paulino, Marcelo Portugal Gouvêa, ao Tricolor Paulista, foi o CT de Cotia, um dos mais modernos centros de treinamentos de categorias de base do planeta.

Para se ter uma ideia, o CT possui 230.000 m² de área, dispondo de 8 campos profissionais, sendo um deles, rodeado por uma arquibancada para 1.500 expectadores, além de 4 alojamentos para 110 jogadores, um refeitório para 120 pessoas, um consultório médico e odontológico, academia, e até mesmo, duas salas para reforço escolar. Por essas e outras, a equipe profissional do São Paulo costuma realizar ali, em Cotia, os seus períodos de pré-temporadas.

A seleção colombiana ficou hospedada justamente no CT de Cotia, durante a disputa da Copa de 2014 no Brasil. Acima, uma foto das acomodações do Centro de Treinamentos.
A seleção colombiana ficou hospedada no CT de Cotia, durante a disputa da Copa de 2014 no Brasil. Acima, temos uma foto das acomodações do Centro de Treinamentos.

A atual temporada não começou bem para o São Paulo, que foi eliminado da Copa Libertadores pelo Talleres, logo no primeiro jogo da fase pré-eliminatória do torneio. Entretanto, o time se recuperou na reta final do Campeonato Paulista, tanto é, que sob o comando de Cuca, ele conseguiu chegar na decisão da competição, após eliminar o Palmeiras nas semifinais. Todavia, a nova geração de Cotia, isto é, os novatos Luan, Liziero, Igor Gomes, Antony e Helinho, foram considerados os grandes responsáveis pela ida do Tricolor à decisão do Paulistão.

Depois de iniciar o ano atuando com os medalhões Bruno Peres, Jucilei, Nenê e Diego Souza entre os titulares, o treinador interino Vagner Mancini, assim que assumiu o comando do São Paulo, decidiu dar uma chance aos jovens atletas de Cotia, e como não poderia deixar de ser, a escolha foi correta, visto que o São Paulo transformou-se em uma equipe mais rápida, dinâmica e intensa. Além disso, o ímpeto pela vitória aumentou, algo que os são-paulinos não viam há tempos naquele time quase sempre entregue dentro de campo.

Apesar da derrota para o Corinthians nos minutos finais da decisão do Campeonato Paulista, o São Paulo teve um balanço positivo na competição, justamente por ter revelado a nova geração de Cotia. No entanto, com o término da temporada do futebol europeu se aproximando, e a abertura da janela de transferências cada vez mais próxima, a diretoria são-paulina já está se remoendo, dado o grande interesse dos clubes da Europa por estas verdadeiras jóias. Abaixo, realizamos uma pequena análise do estilo destes jogadores, e em qual liga eles se encaixariam melhor, confira:

Luan

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O volante de apenas 19 anos de idade, pode ser facilmente comparado a um cão-de-guarda, afinal, Luan está em todos os espaços do meio-campo, protegendo a defesa, e sempre marcando de maneira incansável os meias adversários. Outro ponto forte de Luan é o senso de posicionamento do atleta, que costuma salvar o time por estar o tempo todo no lugar certo para evitar um gol ou um lance de perigo.
Liga que melhor se adaptaria: italiana.

Liziero

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O mais experiente desta nova geração de Cotia, Igor Liziero já atua entre o elenco profissional do São Paulo desde o ano passado. O “descobridor” do volante de 21 anos, foi o uruguaio Diego Aguirre, que o colocou no time desde a sua chegada ao Tricolor. Canhoto, a maior qualidade de Liziero é a boa saída de bola, o excelente passe, e os arremates à longa distância. Contudo, as contantes lesões por problemas físicos, que inclusive o tiraram das finais do Paulistão, seguem o atrapalhando neste início da carreira.
Liga que melhor se adaptaria: espanhola.

Igor Gomes

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Comparado ao eterno ídolo são-paulino, Kaká, o meia Igor Gomes se destacou na partida do São Paulo contra o Ituano pelas quartas de final do Campeonato Paulista, ao marcar os dois gols da vitória do Tricolor por 2 a 1. Alto e forte fisicamente, o jogador de 20 anos além de conduzir muito bem a bola, tem ótimo passe, boa visão de jogo, e ajuda a equipe na marcação.
Liga que melhor se adaptaria: inglesa.

Antony

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Um dos protagonistas na conquista da Copa São Paulo este ano, Antony, é extremamente rápido e talentoso. Dono de dribles desconsertantes, o ponta-esquerda de 19 anos também cruza com excelência e chuta colocado, haja vista o gol marcado por ele no jogo frente o Corinthians, na final do Paulistão.
Liga que melhor se adaptaria: espanhola.

Helinho

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Dentre todos os citados, Helinho é o único que não é titular do São Paulo no momento. A propósito, o habilidoso ponta-esquerda de 18 anos necessita um pouco mais de experiência, uma vez que ele não está tão maduro quanto os seus colegas, ainda que tenha terminado a temporada de 2018 em alta. As jogadas mano-a-mano são uma das principais virtudes de Helinho, que melhorando fundamentos básicos como chutes e passes, em breve estará dando o que falar com a camisa tricolor.
Liga que melhor se adaptaria: francesa.

 

 

 

 

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