Itália espera apagar mancha deixada há quatro anos

Quatro anos depois da histórica queda diante da Suécia, a Itália está de volta à repescagem das Eliminatórias, porém desta vez, preparada para encarar as decisões.

“O objetivo não é ir à Copa do Mundo, mas vencê-la”. Pois é, estas foram algumas das palavras ditas pelo treinador da Itália, Roberto Mancini, na última entrevista coletiva concedida por ele antes do decisivo confronto diante da Macedônia do Norte, pela repescagem das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Todavia, apesar de todo o otimismo por parte do técnico de 57 anos de idade, os italianos não se mostram tão convencidos em relação a ida da Azzurra ao Catar.

De qualquer forma, a verdade é que a ausência da Itália na Copa do Mundo de 2018, ainda permanece viva na memória dos italianos. Entretanto, é importante salientar que a situação vivida pelos tetracampeões mundiais é totalmente distinta neste momento. Não à toa, os pupilos de Roberto Mancini, campeões da Eurocopa há oito meses, perderam somente um dos últimos 41 compromissos, somando 29 vitórias e 11 empates neste período.

No entanto, a participação da Itália nas Eliminatórias não foi como na Euro2020. Embora invictos, os atuais campeões europeus ficaram na vice-colocação do grupo C com 16 pontos – dois a menos do que a líder Suíça. Deste modo, passados quatro anos da histórica queda diante da Suécia, a Azzurra terá de disputar novamente a repescagem do torneio.

Ainda assim, 180 minutos separam a seleção italiana do Mundial do Catar, já que o regulamento da atual edição das Eliminatórias europeias prevê a realização de duas partidas, ambas apenas de ida, para as seleções que se classificarão à Copa do Mundo através das repescagens, lembrando que o primeiro adversário da Azzurra será a Macedônia do Norte, no estádio La Favorita, em Palermo.

A propósito, entidades liberaram a lotação de 100% do estádio La Favorita, quer dizer, um aspecto pra lá de positivo aos italianos. E como se isso não bastasse, a Macedônia do Norte sofreu importantes baixas após a inédita participação na Eurocopa, haja vista as saídas tanto do ídolo Goran Pandev, quanto do treinador Igor Angelovski. Além deles, o meio-campista do Napoli, Eljif Elmas, não enfrentará a Itália devido a uma suspensão.

Contudo, os italianos precisarão melhorar o aproveitamento nas finalizações, visto que eles marcaram míseros 13 tentos em oito jogos nas Eliminatórias, isto é, um desempenho ruim se comparado ao da defesa, que foi vazada duas vezes no torneio. Logo, necessitando de gols e com pouco tempo para treinar o time, é esperado que Roberto Mancini mande à campo o trio de ataque do Sassuolo, formado por Domenico Berardi, Giacomo Raspadori e Gianluca Scamacca.

Mas de fato, não é a Macedônia do Norte que realmente preocupa os italianos nesta repescagem, e sim Portugal, que se vencer a Turquia no outro confronto da chave, será o adversário da Azzurra na fase seguinte, o que significa que pela segunda vez seguida, a Itália pode ser um dos campeões mundiais ausentes na Copa do Mundo, considerando que França, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Brasil e Argentina já se classificaram, à medida que o Uruguai está quase lá. A ver!

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