Sevilla, o Real Madrid da Europa League, entrou em ação no Old Trafford

Quandos os 700 torcedores sevillistas presentes nas dependências do Old Trafford viram Marcel Sabitzer balançar as redes duas vezes a favor do Manchester United em menos de 25 minutos de jogo, o pensamento foi apenas o de que o Sevilla estava eliminado da Europa League.

Por sinal, um raciocínio lógico considerando a série de oportunidades desperdiçadas pelo Manchester United até então, além da péssima temporada realizada pelo clube espanhol que já teve três treinadores no período, e ocupa apenas a 13ª posição na tabela da LaLiga, separado por míseros cinco pontos da zona da degola.

Ainda assim, não se pode subestimar a mística e tradição do Sevilla na Europa League, afinal, trata-se do maior vencedor do torneio somando SEIS conquistas no currículo e, detalhe, superando fortíssimos adversários como Benfica, Liverpool e Inter de Milão em algumas decisões.

Ademais, é importante salientar que o Sevilla venceu seis dos oito confrontos eliminatórios contra equipes inglesas válidos por competições europeias, incluindo as duas classificações sobre o próprio Manchester United nas oitavas-de-final da edição 2017/18 da Champions League, além da vitória por 2 a 1 na semifinal da temporada pandêmica da Europa League em 2020.

Com isso, fica claro porque depois da derrota por 2 a 0 frente o Manchester United na etapa inicial, os rojiblancos tiveram forças para igualar o placar do Old Trafford através dos gols contra de Tyrrel Malacia e Harry Maguire, nos minutos 84 e 92. Em outras palavras, contando com uma boa dose da sorte típica de um hexacampeão da Europa League, lembrando que o Sevilla não reduzia uma desvantagem de dois tentos na competição desde o empate em 2 a 2 contra o Torpedo Moscou, em novembro de 1990.

Obviamente, nenhuma vitória é conquistada somente na base da sorte, o que significa que o grande trunfo do Sevilla neste empate no Old Trafford foram as entradas dos poupados Jesús Navas, Suso e Youssef En-Nesyri no segundo tempo. Além disso, a contusão do zagueiro do Manchester United, Lisandro Martínez, também favoreceu o time andaluz que, por sua vez, ficou com um atleta a mais em campo nos acréscimos da partida.

Desta maneira, o técnico José Luis Mendilibar não apenas evitou com que os rojiblancos retornassem à Andaluzia praticamente eliminados em sua partida de estreia comandando uma equipe por torneios continentais, como também pôde compreender melhor porque o Sevilla é para a Europa League o que o Real Madrid é para a Champions League, ou seja: imortal.

Nos primeiros minutos, parecia que o mundo estava desmoronando [para o Sevilla]. O futebol não acaba com isso, ainda mais nesta competição que o Sevilla está sempre no topo. Quando fizemos o primeiro gol, o grande Manchester percebeu que havia um grande Sevilla. Agora temos que tentar ganhar em casa. Está 50% a 50%, mas temos a vantagem de jogar com a nossa torcida.

José Luis Mendilibar, treinador do Sevilla

No entanto, antes do decisivo duelo diante do Manchester United no Sánchez-Pizjuán, os pupilos de José Luis Mendilibar voltarão a dura realidade na qual terão de encarar uma verdadeira final de campeonato no próximo domingo (16), já que eles visitarão o Valencia, isto é, um adversário direto na briga contra o rebaixamento na LaLiga.  

Pois é, e como vem dizendo repetidamente José Luis Mendilibar, o objetivo primordial do conjunto andaluz continua sendo escapar do descenso, o que explica porque o sucessor de Julen Lopetegui e Jorge Sampaoli no comando técnico sevillista poupou quase metade do time no Old Trafford.

Em contrapartida, considerando toda a mística que rodeia o Sevilla na Europa League, não seria nenhuma surpresa vê-lo encerrar esta complicada temporada erguendo o caneco do torneio pela sétima vez na história. A ver!

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