Dá-lhe emoção no Horto

O resultado da somatória de Atlético Mineiro + Copa Libertadores, é igual a emoção. Isso porque o título do torneio continental conquistado pelo Galo em 2013, veio através de momentos pra lá de emocionantes. Como não poderia deixar de ser, a caminhada do time mineiro na atual edição da competição começou repleta de tensão, mas no final das contas tudo valeu a pena, afinal, a nação atleticana saiu do Horto com um sorriso de orelha a orelha.

A imagem do zagueiro Réver e do goleiro Victor erguendo a inédita taça de campeão da Copa Libertadores em 2013, continua viva na memória dos torcedores do Galo Mineiro, visto que a equipe na época comandada por Cuca, encantou o continente sul-americano devido as partidas memoráveis realizadas por ela no estádio Independência, situado no bairro do Horto, em Belo Horizonte. Vale a pena recordar que naquele glorioso ano, o Atlético Mineiro era composto por um grande esquadrão, tanto é, que craques como Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Jô e Bernard, além dos polivalentes Leonardo Silva, Marcos Rocha, Júnior César, Pierre, Leandro Donizete, Josué e Luan, defendiam as cores do Alvinegro de Minas Gerais.

Hoje, as coisas mudaram bastante, não digo completamente, pois no elenco do Atlético Mineiro restaram três atletas remanescentes do título de 2013. Me refiro ao goleiro Victor, aos zagueiros Leonardo Silva e Réver, e ao meia-atacante Luan. Contudo, o palco aonde o Galo se apresenta no torneio, continua sendo o mesmo da heroica conquista de seis anos atrás, ou seja, o estádio Independência, aquele aonde os torcedores atleticanos inventaram o famoso slogan “Caiu no Horto, tá morto”. Acredito que um dos principais aspectos para uma equipe vencer a Copa Libertadores é exatamente o fator campo, logo, o time que tem a seu favor uma torcida que cria uma atmosfera fervilhante, capaz de intimidar o adversário, certamente terá mais chances de erguer o caneco continental, basta recordarmos do Boca Juniors atuando na Bambonera, ou do Olímpia jogando no Defensores Del Chaco.

A torcida do Galo transforma o estádio Independência em um caldeirão em dias de jogos pela Copa Libertadores.
A torcida do Galo transforma o estádio Independência em um pulsante caldeirão em dias de jogos pela Copa Libertadores.

Por ter encerrado a sua participação na sexta posição da tabela do Brasileirão 2018, o Atlético Mineiro foi obrigado a disputar a fase pré-eliminatória da Copa Libertadores 2019. E logo de cara, o Galo Doído já teve pela frente um indigesto adversário. Trata-se do Danubio, clube de Montevidéu, que já faturou o campeonato nacional quatro vezes ao longo da história. No jogo de ida, realizado no estádio Luiz Franzini, no Parque Rodó, ambos empataram por 2 a 2, lembrando que os dois gols da equipe mineira foram marcados pelo artilheiro Ricardo Oliveira. Desta maneira, bastava um mísero empate sem gols ou até mesmo por 1 a 1, para que o Alvinegro saísse de campo classificado à próxima fase da competição.

No entanto, como citei anteriormente, a emoção e o Atlético Mineiro caminham lado a lado na Copa Libertadores, por esta razão, ao contrário do que muitos imaginavam, o jogo de volta, disputado na noite de ontem (12) no estádio Independência, foi agitadíssimo. Embora o Galo tenha aberto uma larga vantagem de 3 a 0 no placar graças aos tentos de Luan e Ricardo Oliveira (2 gols), ainda no primeiro tempo da partida, o jogo teve altas doses de adrenalina, dado que os pupilos de Levir Culpi sofreram dois gols. Sendo assim, o Danubio transformou os minutos finais da partida em um verdadeiro inferno, uma vez que os uruguaios precisavam de apenas mais um golzinho para obter a vaga na Terceira Fase pré-eliminatória da Copa Libertadores.

Com quatro gols em dois jogos, Ricardo Oliveira já lidera a artilharia da Copa Libertadores.
Com quatro gols em dois jogos, o veterano Ricardo Oliveira já lidera a artilharia da Copa Libertadores.

Apesar de tanta emoção, tudo nos levava a crer que o Atlético Mineiro derrotaria o Danubio no Horto, dado o excelente retrospecto da equipe em seus domínios pela Copa Libertadores. Desde que começou a utilizar o novo estádio Independência para mandar seus jogos em 2013, o Galo realizou ali 25 partidas, registrando 19 vitórias, 5 empates e apenas duas derrotas, obtendo 82,67% de aproveitamento através desta excelente performance. Vale ressaltar, que nestes compromissos, os mineiros balançaram as redes adversárias em 55 oportunidades (2,20 gols por jogo), e foram vazados somente 19 vezes (0,76 gols por jogo).

Aliás, a última aparição do Atlético Mineiro no estádio Independência pela Copa Libertadores, havia sido apenas em 2017, há quase dois anos. Naquela ocasião, a equipe brasileira goleou o Godoy Cruz por 4 a 1. Outro dado curioso, é que o Alvinegro participou de seis das últimas sete edições da Libertadores, algo que nenhum clube brasileiro alcançou no período. Diante de todo este cenário, podemos compreender com mais facilidade porque os atleticanos tinham tanto anseio em ir ao Horto acompanhar a sua equipe.

Contudo, o Galão da Massa terá de superar mais um desafio para carimbar de uma vez por todas a sua vaga no grupo E da Copa Libertadores. Coincidentemente, o último oponente do Atlético Mineiro na fase pré-eliminatória será outro time uruguaio, o Defensor. A classificação na noite de ontem, rendeu a bagatela de 500 mil dólares (R$ 1,8 milhão) aos cofres atleticanos, dinheiro este, que poderá ser utilizado pela diretoria para quitar alguns salários atrasados, conforme declarou o treinador Levir Culpi em entrevista coletiva. As datas dos próximos compromissos do Galo contra o Defensor ainda não estão definidas pela Conmebol, só sabemos que o jogo de ida está previsto para os dias 19, 20 e 21 de fevereiro, enquanto o jogo de volta será entre entre 26 e 28 do mesmo mês.

 

 

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