De mal a pior

A temporada 2019/20 está sendo bastante atípica aos torcedores colchoneros, não à toa, o Atlético Madrid encerrou a 22ª rodada da LaLiga ocupando apenas a 6ª posição na tabela do campeonato, depois de sofrer um duro revés frente o Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu.

A torcida do Atlético Madrid estava repleta de expectativas em relação ao sucesso de sua equipe na temporada 2019/20, ainda mais após a histórica goleada do Atleti sobre o Real Madrid por 7 a 3, nos Estados Unidos. Apesar do clássico ter sido disputado no período de pré-temporada, os rojiblancos tiveram a raríssima chance de acompanhar a sua equipe jogando um futebol vistoso, ofensivo e nada pragmático naquela oportunidade, algo que os fez acreditar que Diego Simeone mudaria por completo a forma do time atuar, haja vista as características dos jogadores contratados pelo clube na janela de transferências de meio de ano.

No entanto, aquele estilo de jogo ofensivo tão esperado pelos colchoneros ficou restrito única e exclusivamente a pré-temporada, visto que o técnico Diego Simeone continua tentando encontrar sem sucesso, alternativas que façam o seu time progredir quando está com a bola, já que sem a redonda nos pés, a equipe mostra-se eficaz. Tudo isso fica evidente através dos números, uma vez que o Atlético Madrid é dono da segunda melhor defesa da LaLiga com somente 15 gols sofridos, à medida que o ataque, é apenas o 14º melhor da competição com míseros 22 tentos registrados. Por sinal, este é a pior marca de gols alcançada pelo Atleti na liga espanhola ao longo da história.

Com 22 gols marcados nas 22 primeiras rodadas da LaLiga, o Atlético Madrid obtém uma pífia média de 1 gol por partida no campeonato.
Com 22 gols marcados em 22 rodadas, o Atlético Madrid obtém uma pífia média de 1 gol por jogo na LaLiga.

Devido a estas enormes dificuldades em balançar as redes, o Atlético Madrid segue de mal a pior na temporada, tanto é, que os colchoneros estão há exatos cinco jogos sem vencer. Sexto colocado na classificação da LaLiga com 36 pontos ganhos, os comandados de Diego Simeone contabilizam o total de 9 vitórias, 9 empates e quatro derrotas em 22 jogos realizados pela competição, assinalando 54,5% de aproveitamento através desta decepcionante campanha para uma equipe que investiu quase 1 bilhão de reais em contratações de reforços.

E não para por aí, pois recentemente, o Atleti acabou sendo derrotado pelo Real Madrid na decisão da Supercopa da Espanha, ao passo que pela Copa do Rei, o time foi eliminado de maneira bastante precoce na Segunda Fase do torneio, após perder do modesto Cultural Leonesa, equipe que disputa a 3ª Divisão do Campeonato Espanhol, por 2 a 1. Aliás, naquela oportunidade, os rojiblancos chegaram a finalizar o montante de 25 vezes na meta adversária, porém só um destes arremates resultou em gol.

A insistência de Diego Simeone em utilizar o 4-4-2, é outro detalhe que vem irritando os colchoneros.
A insistência de Diego Simeone em utilizar o esquema 4-4-2, é outro detalhe que vem irritando os torcedores colchoneros.

Contudo, a crise se instaurou pra valer pelos lados do Wanda Metropolitano no último sábado, depois que o Atlético Madrid caiu novamente diante do Real Madrid, mas nesta ocasião, pela LaLiga. Embora o placar do Dérbi Madrilenho tenha sido somente 1 a 0, o que vimos no Santiago Bernabéu foi um amplo domínio madridista. Para se ter uma ideia, foram 16 finalizações dos anfitriões contra apenas quatro dos visitantes, lembrando que os merengues obtiveram 65% de posse de bola mediante 35% dos colchoneros. Com isso, o Atleti, que havia encerrado o ano de 2019 cinco pontos atrás do primeiro colocado do campeonato, hoje já viu o líder abrir 13 pontos de vantagem na tabela.

A propósito, considerando a “era Diego Simeone” no Atlético Madrid, este é o pior desempenho do time nas primeiras 22 rodadas da LaLiga, pois desde que o treinador argentino assumiu o comando técnico dos colchoneros em 2011, eles nunca haviam realizado uma campanha tão ruim quanto a atual. E para piorar ainda mais a situação, o artilheiro do time na temporada, Álvaro Morata, também juntou-se aos atacantes João Félix e Diego Costa no departamento médico do clube, uma notícia preocupante aos espanhóis, sobretudo porque a recuperação do trio ofensivo não está confirmada até o jogo contra o Liverpool, pelas oitavas de final da Champions League.

Diante de todo este cenário, é óbvio que a pressão sobre Diego Simeone é enorme pelos lados do Wanda Metropolitano. Ainda que boa parte dos torcedores colchoneros sejam favoráveis a permanência de Cholo no clube por conta de sua idolatria, muitos já compreendem que a relação entre o treinador argentino e o Atleti desgastou-se após longos oito anos de uma intensa convivência. Deste modo, caso os resultados não melhorem rapidamente, é bastante provável que Simeone não termine a temporada à frente do Atlético Madrid. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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