Queda de rendimento não afasta o Liverpool da briga pelo bicampeonato inglês

Depois de realizar uma campanha memorável na edição anterior da Premier League, que culminou com a conquista do título inglês após longos 30 anos, o Liverpool apresenta-se em baixa na atual temporada. Mas ainda dá tempo de reagir!

Ao erguer os canecos da Premier League, da Champions League e do Mundial de Clubes nas últimas duas temporadas, o Liverpool passou a ser o time a ser batido tanto na Inglaterra quanto na Europa, ou seja, é o típico exemplo de que o sucesso é muito bom mas tem um alto preço. Deste modo, a pressão sobre os Reds aumentou na mesma velocidade dos êxitos alcançados por eles neste glorioso período, visto que as cobranças em relação a títulos e ao ótimo futebol praticado pela equipe tornaram-se mais do que frequentes em Anfield.

Mas apesar deste problema extra-campo, os Reds estão precisando combater outro enorme contratempo dentro das quatro linhas na temporada 2020/21. Trata-se da ausência de Virgil van Dijk, a principal peça do setor defensivo da equipe, que lesionou o joelho direito no clássico frente o Everton. E como se não bastasse, os zagueiros Joe Gomez e Joel Matip também encontram-se ausentes em virtude de contusões, o que vem obrigando o treinador Jurgen Klopp a improvisar os volantes Jordan Henderson e Fabinho na defesa do Liverpool.

Vale ressaltar ainda, que o desempenho dos atacantes dos Reds também caiu, tanto é, que o badalado trio Roberto Firmino, Sadio Mané e Mohamed Salah não balançam as redes há exatos três compromissos pela liga. Desta forma, o Liverpool, que permanecia invicto após as 18 primeiras rodadas da Premier League 2019/20, e na época contabilizava incríveis 52 pontos, hoje soma 34, isto é, DEZOITO a menos em comparação a última temporada.

Além de invictos até a 18ª rodada da edição passada da Premier League (17V e 1E), na ocasião os comandados de Jurgen Klopp já haviam marcado o montante de 44 tentos e sofrido somente 14, diferentemente dos atuais 37 gols pró e 21 contra, lembrando que os Reds já sofreram duas derrotas nesta temporada, quer dizer, apenas uma a menos do que em todo o campeonato anterior. Assim, em termos de aproveitamento, a porcentagem do Liverpool despencou de 96,3% para 63%.

A propósito, no North West Derby de domingo (17) foi possível notar com clareza os pontos fracos dos Reds. Apesar de ter terminado o clássico detendo um índice superior de posse de bola (65% a 35%), e com um número maior de finalizações (17 a 8), o Liverpool foi a equipe que esteve mais próxima de sofrer gols, visto que o Manchester United teve as chances mais claras para marcar, e inclusive, arrematou mais vezes na direção certa da meta adversária (4 a 3). Não à toa, o goleiro Alisson foi eleito o melhor jogador em campo, enquanto David De Gea pouco trabalhou.

No final das contas, o empate sem gols retratou perfeitamente a atual fase vivida pelo Liverpool. Ainda assim, os atuais campeões ingleses conseguiram manter intacta a sua invencibilidade em Anfield pela Premier League, que agora estendeu-se para 68 partidas, recordando que eles não perdem desde janeiro de 2017 atuando em seus domínios pela competição. No entanto, é importante salientar que os Reds já acumulam cinco jogos seguidos sem vitórias na competição, sendo esta, a pior sequência de Jurgen Klopp na liga desde que chegou à Terra da Rainha em 2015.

Contudo, estamos nos referindo a uma temporada pra lá de atípica, já que a pré-temporada praticamente inexistiu, o calendário está super apertado, o que aumenta o número de lesões e o cansaço dos atletas, além da Covid-19, que segue tirando jogadores de diversas partidas. Portanto, a queda de rendimento dos Reds deve-se a essa sucessão de fatores, mas como míseros cinco pontos separam os seis primeiros colocados da Premier League, e ainda resta um turno inteiro pela frente, o Liverpool tem totais condições de retomar o caminho das vitórias, e faturar o bicampeonato inglês.

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