Fundação da Superliga gera revolta no mundo da bola

A notícia de que doze grandes clubes europeus aceitaram disputar a Superliga, repercutiu de forma totalmente negativa no mundo da bola, em especial porque ela retrata a ganância de magnatas do futebol pelo poder.

A semana mal começou e o noticiário esportivo europeu já está pra lá de agitado, e tudo porque doze grandes clubes do Velho Continente anunciaram oficialmente a fundação da Superliga. Tratam-se de Manchester United, Liverpool, Manchester City, Chelsea, Tottenham, Arsenal, Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Juventus, Inter de Milão e Milan. Além deles, mais três participantes ainda não definidos também jogarão o torneio de maneira fixa, enquanto cinco outras equipes serão selecionadas para disputá-lo de acordo com o seu desempenho nas ligas nacionais.

A intenção deste grupo de clubes ingleses, espanhóis e italianos é que a Superliga seja disputada no lugar da Champions League, inclusive tendo os jogos realizados no meio de semana. No entanto, é importante salientar que outros gigantes europeus não aceitaram participar da competição, como são os casos de Bayern Munique, Paris Saint-Germain, Borussia Dortmund e Ajax. Ademais, a UEFA também mostrou-se totalmente contrária a criação do torneio, sobretudo porque ele elitizaria ainda mais o futebol, deixando os pequenos clubes à beira do colapso.

Aliás, os doze fundadores da Superliga optaram em criá-la justamente com o intuito de ganhar mais dinheiro. Para se ter uma ideia, eles estimam receber o montante de 250 milhões de euros através do novo torneio continental, quer dizer, um valor bastante superior aos atuais 70 milhões de média pagos pela UEFA por conta da Champions League. Este aumento se daria em função do maior interesse comercial, que encareceria as vendas de direitos televisivos e até mesmo de ingressos.

Vale ressaltar, que a pandemia afetou drasticamente a economia global, respingando também no futebol. Por este motivo, tivemos um menor número de vendas de atletas nas últimas duas janelas de transferências, e os poucos jogadores que foram negociados neste período, acabaram saindo por valores não tão significativos como ocorria na era pré Covid-19. Portanto, fica evidente qual é o verdadeiro interesse dos doze clubes na criação da Superliga.

Por fim, o fato dos doze gigantes europeus terem o privilégio de nunca perderem as suas vagas na Superliga, é outro detalhe que demonstra o elitismo da patota. É claro que a decisão de criar a nova competição veio dos donos dos clubes, isto é, bilionários do mercado coorporativo que definitivamente não conhecem nem um pouco da história das agremiações que adquiriram, isso explica porque a torcida do Liverpool ficou revoltada com a atitude tomada pela diretoria, visto que a maior parte dos torcedores são operários – ou filhos de operários – nascidos na cidade dos Beatles.

E para justificar toda a sua insatisfação, a UEFA, através do presidente Aleksander Ceferin, afirmou que os jogadores que disputarem a Superliga, estarão fora de jogos internacionais por suas respectivas seleções, ou seja, eles não poderão participar das Eliminatórias, da Eurocopa e da Copa do Mundo. A propósito, no site oficial da instituição já é possível consultarmos como serão os formatos das competições europeias a partir da temporada 2024/25, caso tenha interesse em saber, acesse o link: https://www.uefa.com/insideuefa/mediaservices/mediareleases/news/0268-1213f7aa85bb-d56154ff8fe8-1000–uefa-announces-new-format-for-club-competitions-to-be-introduce/

Mas para o bem do futebol, a Superliga deve ficar apenas no papel, afinal, os doze clubes fundadores não conseguiram convencer outros três grandes a disputarem a competição. Além disso, figuras notáveis dos gramados como os ex-jogadores do Manchester United, Gary Neville e Rio Ferdinand, já se manifestaram contra a criação do torneio, juntamente com políticos influentes como Boris Johnson e Emmanuel Macron. Contudo, a verdade é que estamos diante de uma ferrenha briga pelo poder, uma batalha entre UEFA x magnatas do mundo da bola, que está longe de ser resolvida. A ver!

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