Só vaga no G-4 ameniza a péssima temporada do Liverpool

O empate sem gols diante do Real Madrid na última quarta-feira (14), selou a eliminação do Liverpool nas quartas-de-final da Champions League 2020/21, o que significa que os Reds terão as sete partidas finais da Premier League para tentar salvar a temporada.

O revés do Liverpool frente o Real Madrid por 3 a 1 na capital espanhola, pelas quartas-de-final da Champions League 2020/21, deixou os pupilos de Jurgen Klopp em uma dificílima situação, afinal, eles precisavam derrotar o time mais vezes campeão do torneio continental por dois gols de diferença em Anfield para garantir sua vaga nas semifinais da competição. Ainda assim, muitos torcedores acreditavam nesta façanha, sobretudo em função da épica virada contra o Barcelona há dois anos, quando os Reds perderam o jogo de ida por 3 a 0, e venceram o de volta por 4 a 0.

No entanto, o empate sem gols em Anfield culminou com a queda do Liverpool na Champions League 2020/21, um resultado que retrata perfeitamente a melancólica temporada realizada pelos atuais campeões ingleses. Pois é, depois de brilhar nos últimos dois anos, os Reds tiveram uma abrupta queda de rendimento em 2021, não à toa, eles ocupam a SEXTA posição da Premier League somando 52 pontos em 31 jogos, lembrando que neste mesmo período da edição anterior do campeonato, o conjunto de Merseyside contabilizava 86 pontos, isto é, 34 a mais do que no momento.

A propósito, muitos justificam a decaída do Liverpool por conta do excessivo número de lesões que assolou a equipe nesta temporada, acima de tudo no setor defensivo, visto que Joe Gomez, Joel Matip e Virgil van Dijk estão a um longo período fora de combate. Por este motivo, a diretoria dos Reds precisou recorrer ao mercado na janela de janeiro para contratar os zagueiros Ozan Kabak e Ben Davies, junto à Schalke 04 e Preston North End, respectivamente.

Entretanto, embora este argumento seja válido, ele não pode ser atribuído como o único motivo que determinou a queda de rendimento do Liverpool nesta temporada, tanto é, que o holandês Virgil van Dijk estava em campo na histórica goleada sofrida pelos Reds frente o Aston Villa por 7 a 2 em Birmingham, pela 4ª rodada da Premier League 2020/21. Aliás, vale ressaltar que Joe Gomez, o outro zagueiro titular do time, também atuou naquela oportunidade.

Ademais, é importante salientar que o goleiro Alisson também cometeu algumas falhas ao longo da atual temporada, que inclusive, contribuíram diretamente para as derrotas dos Reds para Manchester City (4 a 1) e Leicester (3 a 1), ambas pela Premier League. Outro ponto que merece destaque, é a decadência do futebol tanto do lateral-direito Trent Alexander-Arnold quanto do lateral-esquerdo Andrew Robertson. Aliás, isso explica porque o jovem atleta inglês não esteve presente na última lista de convocados do técnico Gareth Southgate.

Contudo, seria injusto condenar somente o setor defensivo do Liverpool para legitimar a má temporada do time, já que o ataque também não vem rendendo o esperado. Para se ter uma ideia, os Reds haviam balançado as redes adversárias o montante de 70 vezes até a 31ª rodada da edição passada da Premier League, quer dizer, um número muito acima dos 53 atuais. Por sinal, no duelo contra o Real Madrid no meio de semana foi possível notar a enorme dificuldade dos ingleses para converter as suas oportunidades em gols, o que retrata a fase irregular do trio Salah, Firmino e Mané.

Além disso, não esqueçamos que a base do Liverpool continua a mesma dos últimos anos, já que dentre os onze atletas que estiveram em campo no vice-europeu em 2018, apenas Loris Karius e Dejan Lovren não integram mais o elenco do time na atualidade. Por fim, outros fatores como a ausência de público nos estádios também contribuíram para o declínio dos campeões ingleses, em especial porque Anfield tornou-se uma fortaleza ao clube na era Klopp. Diante deste cenário, só nos resta saber se os Reds conseguirão salvar a temporada garantindo ao menos uma vaga no G-4. A ver!

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