Um leão em casa, e um gatinho fora dela!

A péssima campanha de 27% de aproveitamento do Leicester como visitante na Premier League, retrata porque os Foxes estão deixando à desejar nesta temporada.

É inégavel que o Leicester subiu de nível após a inédita conquista do título inglês em 2016, haja vista os resultados esportivos do clube de East Midlands nos últimos anos, lembrando que os Foxes encerraram as duas edições anteriores da Premier League na quinta colocação, e faturaram o título da FA Cup na temporada passada. A propósito, isso explica porque muitos já o consideram mais integrante do bloco Big Six do que o Arsenal, por exemplo.

No entanto, o Leicester vem decepcionando na atual temporada, a começar porque o time ocupa apenas a 11ª colocação da Premier League com 27 pontos em 23 jogos (7V – 6E – 10D), registrando 39,1% de aproveitamento através desta pífia campanha. Ademais, é importante salientar que os comandados de Brendan Rodgers foram eliminados da Copa da Liga, da FA Cup, e não passaram da fase de grupos da Europa League – “caíram” para a disputa da Conference League.

De qualquer forma, a verdade é que se voltassemos dez anos no tempo, a atual fase do Leicester não seria questionada, porém hoje ela é – e muito -, afinal, estamos nos referindo ao sexto clube com o elenco mais valioso da Premier League, somente atrás de Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United e Tottenham, respectivamente.

Contudo, alguns aspectos até justificam a queda de rendimento do Leicester nesta temporada, como o excessivo número de lesões que assola o plantel. Por sinal, três atletas seguem fora de combate no momento, tratam-se de Wesley Fofana, Jonny Evans e Jamie Vardy. Ainda assim, uma quantidade pequena se considerarmos o fato de que seis jogadores já chegaram a desfalcar a equipe.

Todavia, é dentro de campo que o Leicester enfrenta o seu maior problema na temporada, ou seja, nos jogos atuando fora de seus domínios. Para se ter uma ideia, os Foxes somaram nove de 33 pontos disputados jogando como visitantes na Premier League, o que os coloca como donos da 6ª pior campanha da competição. Além disso, o conjunto de East Midlands foi vazado em TODAS as partidas fora de casa no campeonato, registrando o total de 25 gols sofridos.

Pois é, e o fator que determina esse pífio aproveitamento do Leicester como visitante não é a falta de empenho por parte dos jogadores, mas sim, a sutileza deles, quer dizer, algo contrário do que víamos no time campeão inglês em 2016, aonde Wes Morgan, Robert Huth, Christian Fuchs, N’Golo Kanté e Danny Drinkwater, jogavam duro contra os adversários. Aliás, as derrotas diante de West Ham, Brighton, Aston Villa e Wolverhampton, retratam isso perfeitamente.

Deste modo, cabe ao técnico Brendan Rodgers implantar uma nova mentalidade no “bonzinho “time do Leicester, sobretudo porque tempo e condições ele terá para isso, já que ainda restam 14 rodadas para o término da Premier League, e Jamie Vardy enfim poderá estrear em 2022 após a grave lesão sofrida no tendão. Logo, ninguém melhor do que o remanescente campeão inglês para influenciar os Foxes dentro de campo, enquanto Rodgers trabalha fora das quatro linhas.

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