Roma e Mourinho, os primeiros campeões da Conference League

A magra vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord, foi suficiente para a Roma faturar o inédito título da Conference League, sendo este, o quinto título europeu do técnico José Mourinho.

Apesar da sexta colocação na Serie A, e da queda diante da Inter de Milão nas quartas-de-final da Copa da Itália, a temporada 2021/22 ficará marcada eternamente na memória dos torcedores romanistas, afinal, os pupilos de José Mourinho se sagraram campeões da Conference League, aliás, os primeiros ganhadores do torneio recém-criado pela UEFA, o que significa que a Roma quebrou o longo jejum de 14 anos sem dar a volta olímpica.

Vale ressaltar ainda, que os giallorossis não ganhavam um torneio continental desde 1961, quando Giacomo Losi conduziu-os ao título da extinta Taça das Cidades com Feiras, uma competição há muito tida como a precursora da Copa da UEFA e da Europa League. Portanto, fica evidente porque a idolatria de José Mourinho junto aos romanistas, que já era grande, aumentou ainda mais depois do histórico triunfo frente o Feyenoord pelo placar mínimo, na capital albanesa.

Sim, é verdade que a Roma não praticou um futebol envolvente ao longo da Conference League, mas jogou o ideal para ganhar, e assim o fez. Por sinal, com mais esta conquista, o José Mourinho faturou o seu quinto troféu continental na carreira e, de quebra, tornou-se o primeiro treinador a vencer os três torneios da UEFA. Confira abaixo, os títulos do Special One:

TemporadaTorneioFinal
2002/03Copa da UEFAPorto* 3 x 2 Celtic
2003/04Champions LeaguePorto* 3 x 0 Monaco
2009/10Champions LeagueInter de Milão* 2 x 0 Bayern
2016/17Europa LeagueManchester Utd* 2 x 0 Ajax
2021/22Conference LeagueRoma* 1 x 0 Feyenoord

Ademais, é importante salientar que este é o 26º troféu da carreira de José Mourinho. Além disso, a final da Conference League foi a 30ª do técnico português, que coleciona 17 títulos e 13 vice-campeonatos, com 47 gols marcados e 36 sofridos, ao longo da trajetória. Logo, fica claro que o Special One é um verdadeiro especialista em vencer torneios no formato de Copa, competições pelas quais o seu pragmático estilo de jogo se enquadra perfeitamente.

Para se ter uma ideia, o Porto teve 56% de posse de bola e sofreu dois gols na final da Copa da Uefa, em 2003. No ano seguinte, os portistas registraram 45% na decisão da Champions League contra o Mônaco. Em 2010, a Inter de Milão teve apenas 32% de posse de bola diante do Bayern de Munique, isto é, um índice semelhante ao do Manchester United e da Roma, que tiveram a bola somente 33% do tempo nos duelos frente os holandeses Ajax e Feyernood.

Por fim, é fato que a Roma teve equipes superiores neste período recente, vide a safra de 2014, com Radja Nainggolan, Miralem Pjanic e Gervinho, ou a liderada por Luciano Spalletti duas temporadas depois, com Alisson, Mohamed Salah e Edin Dzeko. Contudo, foi o time de José Mourinho que encerrou a seca de títulos, não apenas para o clube, como também para a Itália, que não erguia um caneco europeu desde a tríplice coroa da Inter há 12 anos, sob a batuta do português.

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