Embora a saúde financeira do Atlético de Madrid não esteja tão comprometida quanto a do Barcelona, os colchoneros sentem as sequelas dos problemas econômicos que os assolam neste verão europeu.
O crescimento do Atlético de Madrid ao longo da era Diego Simeone no clube, deixou os torcedores rojiblancos mal acostumados, afinal, a expectativa criada por eles a cada janela de transferências é realmente enorme. Entretanto, o cenário mudou neste meio de ano, tendo em vista que o Atleti poderá reinvestir apenas 33% de qualquer valor arrecadado através da venda de jogadores, por ter violado as regras do limite salarial da LaLiga na última temporada.
Além disso, a folha salarial do Atlético de Madrid, incluindo os rendimentos de atletas e comissão técnica, baterá a casa dos 300 milhões de euros na próxima temporada, ou seja, um custo pra lá de elevado, considerando também o nível de competitividade da equipe em campo. Obviamente, as últimas renovações de Jan Oblak, Stefan Savic, José María Giménez, Koke e Marcos Llorente, contribuíram para que os números chegassem a estas astronômicas cifras.

Contratado a custo zero devido ao término de seu contrato junto ao Borussia Dortmund, Axel Witsel foi o único reforço apresentado pelo Atlético de Madrid neste meio de ano.
Assim, o plano inicial do Atlético de Madrid é faturar no mínimo 40 milhões de euros nesta janela transferências, para depois pensar em reforços, lembrando que a extensa lista de negociáveis do clube é composta por Mario Hermoso, Daniel Wass, Renan Lodi, Thomas Lemar, além de Saúl Ñíguez e Álvaro Morata, que voltaram de seus respectivos empréstimos junto a Chelsea e Juventus.
A propósito, tanto Saúl Ñíguez quanto Álvaro Morata, se tornaram dois problemas ao Atleti. A começar em virtude de seus salários, levando em conta que juntos, eles ganham quase 20 milhões de euros por temporada. Ademais, é importante salientar que ambos se desentenderam com o treinador Diego Simeone, o que os fez perder espaço no clube.

Sem ter o contrato renovado, Luís Suarez deixou o Atlético de Madrid. Sime Vrsaljko e Héctor Herrera, seguiram o mesmo caminho do atacante uruguaio.
Por este motivo, o Atlético de Madrid viu com bons olhos a possibilidade de emprestar Álvaro Morata à Juventus na temporada retrasada, e Saúl Ñíguez ao Chelsea no ano passado, mantendo viva esperança de vendê-los por ótimos valores após o fim de seus empréstimos. Em contrapartida, Morata acabou não repetindo o sucesso de sua primeira passagem pela equipe de Turim, enquanto Saúl disputou míseros 23 jogos com a camisa do time inglês.
Deste modo, a dupla retornará ainda mais desvalorizada ao Atleti, e sabendo que serão as últimas opções de acordo com a hierarquia de Diego Simeone. Para se ter uma ideia, Koke, Geoffrey Kondogbia, Rodrigo De Paul, Marcos Llorente e o recém-contratado, Axel Witsel, estão à frente de Saúl na disputa por uma vaga no meio-campo, ao passo que Antoine Griezmann, João Félix, Matheus Cunha e Ángel Correa vencem a concorrência contra Morata no ataque.
De qualquer forma, a prioridade de Diego Simeone continua sendo reforçar a lateral-direita. Não à toa, o Atlético Madrid procurou o argentino Nahuel Molina, porém se a alta pedida de 30 milhões de euros por parte da Udinese inibiu os colchoneros de ao menos formalizarem uma proposta, o que dirá então se eles acenarem aos laterais da Premier League, Emerson Royal ou Nelson Semedo, os planos “B” e “C” de Cholo Simeone. Pois é, a crise financeira chegou em La Peineta!