As primeiras impressões de Graham Potter no Chelsea

Assim como ocorreu com Thomas Tuchel, Graham Potter estreou empatando no comando técnico do Chelsea. Logo, seria este um indício de que ele repetirá o sucesso do antecessor no clube londrino?

As constantes vaias que soaram no Stamford Bridge ao longo do empate em 1 a 1 entre Chelsea e RB Salzburg, deixaram nítida a enorme insatisfação por parte dos torcedores junto a nova direção do clube liderada por Todd Boehly, em virtude da inusitada demissão de Thomas Tuchel. Pois é, foi exatamente neste clima nada agradável que Graham Potter estreou tanto à frente dos Blues, quanto à beira de campo pela Champions League.

No entanto, a maior mudança vista no Chelsea depois desta troca no comando técnico, diz respeito a parte estética dos treinadores, já que ao contrário de Thomas Tuchel, adepto de um estilo mais esportivo, Graham Potter dá preferência a um traje similar ao que veremos diversas celebridades usando no funeral da Rainha Elizabeth II. Em outras palavras, vestindo-se elegantemente com terno, calça, sapato e gravata, todos na cor preta, e camisa branca.

Já dentro das quatro linhas, Graham Potter preferiu manter o esquema do Chelsea com três zagueiros, até porque ele não teve tempo suficiente para implementar a sua filosofia de jogo no time. Contudo, a única modificação realizada pelo ex-treinador do Brighton foi utilizar Raheem Sterling, autor do único gol dos Blues na partida, como ala pela esquerda.

Ainda assim, foi possível notar o Chelsea trocando passes de maneira mais rápida, na maioria das vezes com os jogadores dando um toque na bola, e de forma vertical, isto é, em direção ao gol adversário. Entretanto, as falhas apresentadas nas conclusões das jogadas continuam sendo a tônica do time que acertou somente quatro das 17 finalizações da partida, na meta do RB Salzburg.

Aliás, os míseros nove gols marcados nos oito jogos disputados pelo Chelsea até aqui na temporada, retratam o pífio desempenho do setor ofensivo do time. Todavia, a chegada do recém-contratado Pierre-Emerick Aubameyang, reacendeu as esperanças dos Blues, ao contrário do que acontece com Hakim Ziyech e, principalmente, Christian Pulisic, os atletas mais criticados pela torcida – o que se subentende que uma mudança de clube faria bem para ambos.

Defensivamente, o Chelsea se mostrou menos vulverável com César Azpilicueta e Marc Cucurella jogando abertos na zaga, enquanto Thiago Silva atuou centralizado. No meio, Reece James e Raheem Sterling tiveram ótimo rendimento como alas, ao passo que Mason Mount, Jorginho e Mateo Kovacic, auxiliavam tanto no apoio à defesa quanto na construção do jogo, lembrando que em breve Graham Potter terá o volante N’Golo Kante à disposição.

De qualquer maneira, a verdade é que o Chelsea ocupa a lanterna do grupo E da Champions League com 1 ponto ganho, o que significa que não existem mais margem de erro para o clube no torneio. Apesar disso, a parada forçada do futebol inglês devido a morte da Rainha Elizabeth II, rendeu aos Blues um intervalo de 16 dias livres até o próximo compromisso diante do Crystal Palace, quer dizer, uma “mini pré-temporada” pra lá de valiosa à Graham Potter.

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