Embora eliminado nas oitavas-de-final, o Japão superou totalmente as expectativas na Copa do Mundo de 2022, o que já o faz pensar com ânimo no Mundial de 2026.
Quando o Japão desembarcou no Catar para disputar a sua sétima Copa do Mundo, nem o mais otimista dos torcedores japoneses imaginava que os Samurais Azuis seriam ao menos capazes de repetir a campanha dos dois últimos mundiais, aonde eles foram eliminados nas oitavas-de-final, isso porque o selecionado asiático estava situado justamente no grupo da morte da competição, ao lado de Espanha, Alemanha e Costa Rica.
No entanto, o Japão contrariou totalmente as expectativas, tendo em vista que os comandados de Hajime Moriyasu derrotaram as seleções campeãs mundiais do grupo, Alemanha e Espanha, ambas de virada por 2 a 1. Desta maneira, os japoneses avançaram às oitavas-de-final como líder da chave somando seis pontos em duas partidas, lembrando que eles perderam o outro compromisso frente à Costa Rica pelo placar mínimo.

O Japão tornou-se a terceira seleção da história, depois do Brasil em 1938 e da Alemanha em 1970, a vencer dois jogos após estar perdendo no intervalo em uma Copa do Mundo.
Ainda assim, o Japão teria outro forte adversário além da Croácia na fase seguinte da Copa de 2022, tratava-se do fantasma das oitavas-de-final, que já vem assombrando os japoseses desde a o seu primeiro Mundial em 1998. Não à toa, os Samurais Azuis jamais avançaram às quartas-de-final, ou seja, nunca disputaram mais do que quatro jogos em uma única edição do torneio.
Pois é, e embora os asiáticos tenham feito uma duríssima partida contra a Croácia, empatando em 1 a 1 no tempo regulamentar, e em 0 a 0 na prorrogação, os atuais vice-campeões mundiais levaram a melhor nas penalidades, e venceram o duelo por 3 a 1, o que significa que o filme das Copas de 2002, 2010 e 2018, se repetiu novamente ao Japão no Mundial do Catar.

Esta foi a quarta queda do Japão nas oitavas-de-final, sendo a terceira das últimas quatro edições da Copa do Mundo.
Em contrapartida, as vitórias ante alemães e espanhóis, a liderança no grupo da morte, e a quase ida às quartas-de-final, são feitos que tornaram a Copa do Mundo de 2022 como a maior dos japoneses em todos os tempos, e tudo após uma longa e exaustiva caminhada que teve início há mais de três anos, quando os Samurais Azuis derrotaram Mianmar por 2 a 0, e posteriormente encerraram as Eliminatórias na vice-posição do grupo B, a um ponto da líder Arábia Saudita.
Consequentemente, as camisas do Japão se esgotaram nas lojas de todo o país no dia seguinte ao triunfo sobre a Alemanha. Ademais, o serviço de streaming, Abema, o primeiro do seguimento a transmitir os jogos da Copa do Mundo ao vivo na Terra do Sol Nascente, alertou os usuários que os seus servidores travaram por ultrapassar o limite de acessos durante a partida frente os croatas, quando a plataforma coletou mais de 25 milhões de visualizações.
Com isso, o Japão se despediu deste Mundial já pensando no próximo, em 2026. Apesar dessa ter sido a última Copa dos veteranos Eiji Kawashima, Yuto Nagatomo, Hiroki Sakai e Maya Yoshida, a ótima geração liderada por Takehiro Tomiyasu, Kaoru Mitoma, Ritsu Doan e Daizen Maeda, ainda estará em ação daqui a quatro anos, só restando saber se mais uma vez sob o comando de Hajime Moriyasu, ou dos possíveis sucessores Joachim Low ou Marcelo Bielsa.