Quando as coisas saem do controle no Valencia, Voro González entra em cena para resolvê-las. Pois é, essa tem sido a tônica no clube seis vezes campeões espanhóis nos últimos anos, sobretudo sob a desastrosa gestão de Peter Lim.
A propósito, vale ressaltar que essa já é a OITAVA vez em SETE temporadas diferentes que o “bombeiro do Mestalla”, Voro González, assume o comando técnico do Valencia para “apagar incêndios”, sendo a sexta na administração de Peter Lim. Por sinal, a primeira delas ocorreu em 2008, depois da queda de Ronald Koeman, ao passo que última havia sido em 2021, após a saída de Javi Gracia.
De qualquer maneira, a realidade por detrás dos sucessivos trabalhos de Voro González está a constante troca de treinadores do Valencia que, por sua vez, já teve dez técnicos desde 2014, ano em que o clube foi comprado pelo magnata singapurense, o que corresponde a uma média superior a um profissional no cargo por temporada.
Aliás, Gennaro Gattuso foi a última vítima do brutal sistema valenciano, lembrando que a passagem do ex-treinador de Milan e Napoli pelo Valencia durou somente 22 partidas, das quais a equipe contabilizou 7 vitórias, 6 empates e nove derrotas, registrando 40,9% de aproveitamento neste período.
COMUNICADO OFICIAL | Gennaro Gattuso
— Valencia CF (@valenciacf) January 30, 2023
No entanto, a saída de Gennaro Gattuso não surtiu o efeito esperado até o momento, a julgar que o Valencia continua a um ponto da zona do rebaixamento, porém agora ocupando a 17ª posição da tabela da LaLiga em decorrência dos dois reveses sob o comando de Voro González – mediante Real Madrid e Girona.
Ademais, é importante salientar que o Valencia é o único participante da LaLiga que ainda não venceu nenhuma partida desde o término do Mundial do Catar. Inclusive, os dados são apavorantes, já que o último triunfo dos morcegos pela competição deu-se no duelo contra o Betis, há exatos 88 dias. De lá pra cá, eles obtiveram cinco derrotas e um empate, em seis jogos realizados, conquistando apenas 1 dos 18 pontos disputados.

De acordo com o site de estatísticas FiveThirtyEight, o Valencia apresenta 17% de chances de ser rebaixado nesta temporada.
Além disso, outro detalhe preocupante é que a única vez em que o Valencia chegou na 20ª rodada da LaLiga ocupando a 17ª colocação na classificação foi na temporada 1982/83, quando os Ches se salvaram da degola graças a uma vitória frente o Real Madrid na última partida do campeonato.
Contudo, três anos mais tarde o Valencia foi rebaixado assinalando um desempenho melhor em comparação ao desta temporada, pois naquela oportunidade o conjunto valenciano encerrou a 20ª rodada da LaLiga situado no 14º lugar somando 5 vitórias, 6 empates e nove derrotas, isto é, uma a menos em relação a campanha atual.
Não é um caminho fácil, eu me esforço para encontrar soluções para o time através do trabalho. O clube me deu confiança para tirá-lo dessa situação, mas se eu não ganhar jogos, outro virá, e isso significa que serei substituído.”
Voro González
Portanto, esta trágica performance de resultados, aliada a enorme crise de confiança e identidade proveniente da gestão de Peter Lim, colocam o Valencia como um dos principais candidatos ao rebaixamento na LaLiga, por mais que o “bombeiro do Mestalla” esteja novamente com o extintor em mãos combatendo outro incêndio que o assola.