A Premier League amanheceu com um novo líder na classificação. Pois é, ainda que com um jogo a mais e superando o Arsenal pelo saldo de gols, o Manchester City assumiu a ponta da tabela pela primeira vez desde 05 de novembro do ano passado, em função do triunfo por 3 a 1 sobre os Gunners em pleno Emirates Stadium.
Aliás, muitos consideravam este encontro entre o líder e o vice-líder da Premier League como a final antecipada do campeonato, embora ainda estejamos no mês de fevereiro. Mas talvez por esta razão, o ambiente do jogo na capital inglesa era de uma verdadeira decisão, e isso fica claro através da enorme festa protagonizada pelos Citizens depois do encerramento da partida.
Vale ressaltar que o Manchester City abriu o placar com Kevin De Bruyne, aos 24 minutos do primeiro tempo, porém o Arsenal igualou a contagem antes do intervalo através de uma penalidade. Entretanto, na etapa final os comandados de Pep Guardiola provaram porque são os atuais bicampeões ingleses ao alcançarem a superioridade no marcador com os tentos de Jack Grealish e do artilheiro Erling Haaland, respectivamente.

Esta foi a 11ª vitória seguida do Manchester City sobre o Arsenal na Premier League. Para se ter uma ideia, os Citizens não perdem dos Gunners pela competição desde dezembro de 2015 (12V – 2 E).
Contudo, essa vitória teve um sabor ainda mais especial ao treinador Pep Guardiola, isso porque o espanhol foi novamente capaz de enxergar a indignação de sua equipe em não estar na liderança da Premier League, além de notar o alto grau de comprometimento e competitividade do time, ou seja, características que sempre fizeram parte do DNA de seu muti-campeão Manchester City.
Inclusive, esses pontos reluziram no segundo tempo da partida, haja vista o “apetite” dos Citizens nos 45 minutos finais. De acordo com o portal The Athletic, Pep Guardiola se voltou contra seu próprio time no intervalo ao questionar se os jogadores tinham realmente fome de competir devido a complacência de todos em relação ao empate que prevalecia até aquele momento.
Deste modo, a realidade é que os três pontos conquistados pelo Manchester City em Londres representaram não somente a retomada da liderança da Premier League por parte dos Citizens, como também o resgate de sua ganância por títulos, recordes, vitórias e gols, a julgar que Kevin De Bruyne enfim voltou a provar que não é aquele apático atleta que defendeu a Bélgica na Copa do Mundo, Erling Haaland continua sendo um animal sedento por balançar as redes, enquanto Jack Grealish vale cada centavo dos 100 milhões de libras que o City pagou para contratá-lo junto ao Aston Villa.
We have a new leader atop the #PL table 👋#ARSMCI | @ManCity pic.twitter.com/wF97FG8Wwn
— Premier League (@premierleague) February 15, 2023
De qualquer maneira, como restam 15 jogos para o Manchester City disputar até o término da Premier League, e outros 16 para o Arsenal, é muito cedo para dar qualquer veredito sobre quem será o campeão inglês nesta temporada, a equipe que busca seu quarto título em cinco anos, ou o time que batalha pelo primeiro caneco em quase duas décadas.
No entanto, é inegável que o cenário dessa intensa corrida mudou por completo a partir do instante que o Arsenal deixou escapar 11 pontos pelo caminho ao somar míseros 7 de possíveis 18 pontos nos últimos seis compromissos, sendo que três deles foram perdidos para seu concorrente direto na briga pela taça da Premier League e, detalhe, atuando em casa diante da torcida. Por essas e outras, o Manchester City conquistou uma vitória de campeão na capital inglesa.