A irregularidade segue à tona no segundo ano de Mourinho na Roma

A Roma desembarcou na Lombardia repleta de expectativas para encarar a Cremonese pelo fechamento da 24ª rodada da Serie A, afinal, através de uma simples vitória sobre a equipe que não havia vencido nenhum compromisso até então, os giallorossis assumiriam a vice-colocação do campeonato ao lado de Internazionale e Milan.

Além disso, a Roma continuava “engasgada” com a recente queda por 2 a 1 diante da Cremonese nas quartas-de-final da Copa da Itália, aliás, a segunda consecutiva do time da capital italiana nesta fase do torneio sob a batuta de José Mourinho.

Contudo, ao contrário do que a maioria dos torcedores romanistas imaginavam, a Cremonese mais uma vez surpreendeu ao derrotar a Roma pelo mesmo placar da Copa da Itália e, consequentemente, conquistar a sua primeira vitória na Serie A depois de quase 27 anos – enquanto os giallorossis não perdiam de um lanterna do Calcio desde o revés para o Catania por 4 a 1, em maio de 2014.

Mas se por um lado a vitória da Cremonese foi comemorada como a conquista de um título, pelo outro a derrota da Roma gerou duras criticas ao time e, em especial, ao treinador José Mourinho, sobretudo devido a sua terceira expulsão na temporada, lembrando o técnico português recebeu o cartão vermelho depois de uma áspera discussão com o quarto árbitro da partida, Marco Serra, ainda no início da segunda etapa.

Vale ressaltar, que este já foi o oitavo cartão recebido por José Mourinho, incluindo amarelos e vermelhos, nestes quase dois anos à frente da Roma. Entretanto, diferentemente das expulsões ante Atalanta e Torino, na 7ª e 15ª rodadas da Serie A, nas quais o Special One cumpriu somente um jogo de suspensão, desta vez ele pegou uma pena maior de duas partidas, em função das ofensas proferidas ao quarto árbitro.

Deste modo, José Mourinho estará no banco de reservas nos próximos jogos da Roma contra Juventus e Sassuolo. Embora, o departamento jurídico do clube tenha entrado com um ofício junto ao Ministério Público Federal com a intenção de reduzir a sanção de duas para uma partida, é bastante improvável que isso aconteça.

No entanto, a realidade é que a sexta derrota dos giallorossis na Serie A e a décima na temporada, evitou com que a Roma não apenas deixasse de dividir a vice-liderança do Calcio com os rivais de Milão, como também a fez cair para a quinta posição da tabela, o que a mantém de fora da zona de qualificação à Champions League.

Por sinal, a vice-colocação da Serie A se mostra extremamente relevante aos romanistas, a julgar que já se passaram seis anos desde a última vez que a Roma terminou o campeonato na segunda posição. Na ocasião, o time na época comandado por Luciano Spalletti, e que tinha nomes como Alisson, Antonio Rudiger, Radja Nainggolan, Daniele De Rossi, Francesco Totti, Mohamed Salah e Edin Dzeko, encerrou a temporada 2016-17 registrando 87 pontos, o recorde do clube até hoje na história do Calcio.

Obviamente, o objetivo dos giallorossis antes da temporada era brigar pelo scudetto, porém o Napoli, de Luciano Spalletti, excluiu essa possibilidade, e por mais que os pupilos de José Mourinho já tenham ocupado a liderança da Serie A na 4ª rodada, é inegável que eles jamais mostraram potencial para permanecer na ponta da tabela, acima de tudo em consequência de sua irregularidade pois a Roma que enfrentou a Cremonese foi irreconhecível em comparação com a que venceu o RB Salzburg na semana passada.

Por esta razão, apesar da punição sofrida pela Juventus com a perda de 15 pontos na Serie A, a vaga no G-4 segue totalmente em aberta para a Roma, e caso a ausência dos romanos na Champions League se confirmar pelo quarto ano seguido, a saída de José Mourinho não estará descartada no final da temporada, ainda que o contrato do treinador português junto ao clube italiano seja válido até junho de 2024.

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