O impacto do 4-2-3-1 e de Thomas Muller, ao Bayern de Munique

O embate do último domingo (26) entre Bayern de Munique x Union Berlin, que reuniu o líder e o vice-líder da Bundesliga na Allianz Arena, pode ter determinado o ponto de virada dos bávaros rumo ao inédito hendecacampeonato alemão.

A propósito, um resultado negativo frente o surpreendente Union Berlin, certamente, agravaria a pequena crise que assolava o Bayern que, por sua vez, havia perdido do algoz Borussia Monchengladbach por 3 a 2, na rodada anterior da Bundesliga, o que permitiu ao Borussia Dortmund dividir a liderança da competição ao lado do Gigante da Baviera.

Por este motivo, o treinador Julian Nagelsmann decidiu reunir jogadores e membros da comissão técnica do Bayern para se encontrar em um restaurante na noite de sexta-feira (24), com a finalidade de discutir sobre os problemas enfrentados pelo time e, na medida do possível, “aparar as arestas” nesta decisiva reta final de temporada.

Pois é, e o impacto desta reunião foi extremamente positivo aos decacampeões alemães, haja vista as palavras do treinador do Union Berlin, Urs Fischer, após a acachapante derrota por 3 a 0 do time da capital na Allianz Arena: “Não tivemos nenhuma chance hoje”, admitiu Fischer.

Contudo, a principal ação tomada por Julian Nagelsmann para a conquista deste importante triunfo foi a reutilização do esquema preferido dos atletas, e essencial para a série de dez títulos consecutivos do Bayern na Bundesliga, o 4-2-3-1, o que significa que os bávaros deixaram de atuar com três zagueiros, e abriram a possibilidade para Thomas Muller jogar na posição em que ele mais rende, ou seja, atrás do centroavante.

Embora Thomas Muller não apresente a intensidade e a combatividade que Julian Nagelsmann tanto exige, a sua presença em campo, obviamente exercendo o papel que mais lhe agrada, oferece qualidades inconcebíveis ao time, como: liderança; foco; energia; além do enorme ganho de nível técnico. 

Consequentemente, a contra-pressão do Bayern foi efetiva do início ao fim do jogo, o que colaborou para a excelente atuação de Kingsley Coman, o melhor jogador da partida, que teve a ótima cobertura do disciplinado lateral-direito Josip Stanisic, o que desafogou o ponta francês das funções defensivas. Enquanto isso, no extremo esquerdo, Alphonso Davies e Jamal Musiala fizeram uma grande parceria.

Deste modo, se algumas dúvidas permaneciam em relação a conquista do hendecacampeonato alemão por parte dos bávaros, elas diminuíram – e muito – depois do ressurgimento do 4-2-3-1, além do retorno de Thomas Muller à posição que o consagrou como um dos maiores ídolos da história do Bayern, e as doze rodadas finais da Bundesliga provarão isso, a não ser que Julian Nagesmann coloque tudo a perder novamente.

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