O PSG está fora da Champions League, alguma novidade?

A caminhada do PSG chegou ao fim nas oitavas-de-final da Champions League pela quinta vez nas últimas sete edições do torneio, ou seja, um pífio histórico do segundo clube sem título com mais partidas pela competição (137), apenas atrás do Arsenal (177).

Pois é, e como o sucesso do Paris Saint-Germain depende única e exclusivamente de sua campanha na Champions League, já é possível afirmar que a temporada 2022/23 – que entrará no modo piloto automático – foi péssima aos parisienses, o que significa que tanto a continuidade do treinador Christophe Galtier quanto a do diretor de futebol Luís Campos, são incertas após a queda do PSG em Munique.

“Sabemos da importância da Champions League ao PSG, há grandes expectativas. Se somos apenas campeões da Ligue 1, é uma temporada ruim. O grande pesar é não termos sido derrotados com todas as nossas forças nesta eliminatória.”

Christophe Galtier

Por ser o treinador do PSG, Christophe Galtier também carrega uma grande parcela de responsabilidade nesta nova eliminação da equipe na Champions League, assim como os jogadores, dentre eles, Vitinha, que desperdiçou uma incrível chance de gol ainda no primeiro tempo da partida contra o Bayern, o que tornaria as circunstâncias do jogo totalmente diferentes caso ele tivesse balançado as redes.

No entanto, é inegável que a maior culpada pelo fracasso parisiense é a diretoria do Paris Saint-Germain, em especial devido a falta de opções do elenco do clube francês. Por sinal, essa tese se justifica de forma clara através das substituições realizadas na Allianz Arena, pois enquanto Christophe Galtier mandou El Chadaille Bitshiabu, Juan Bernat, Hugo Ekitiké e Warren Zaire-Emery à campo, do outro lado Julian Nagelsmann promoveu as entradas de João Cancelo, Sadio Mané, Leroy Sané e Serge Gnabry. 

É verdade que a capacitação de jovens talentos foi um dos principais trunfos de Luís Campos na coordenação do departamento de futebol de Monaco e Lille, porém essa realmente não é uma opção funcional para um clube que almeja vencer a Champions League “amanhã”. Por esta razão, a vinda do dirigente português ao Parque dos Príncipes não fez sentindo, lembrando que El Chadaille Bitshiabu e Warren Zaire-Emery estão a um ano de completar a maioridade.

Além disso, apesar do Bayern ter se mostrado melhor ao longo dos 180 minutos em que o PSG não conseguiu nem ao menos marcar um gol, é inegável que a presença de Kylian Mbappé somente no segundo tempo do jogo de ida, e a ausência de Neymar no jogo de volta, prejudicaram os comandados de Christophe Galtier.

E não para por aí, tendo em vista que as lesões de Presnel Kimpembe, e a do brasileiro Marquinhos ainda na etapa inicial da partida, obrigaram Christophe Galtier – adepto de um sistema com três zagueiros – a improvisar Nordi Mukiele para atuar ao lado de Sergio Ramos e Danilo Pereira na defesa. Todavia, como depois o lateral-direito também se machucou, o novato El Chadaille Bitshiabu teve de realizar a sua estreia na Champions League em um jogo desta relevância.

Logo, todas estas situações adversas tomaram proporções ainda maiores devido a péssima participação do PSG no mercado, sobretudo porque o clube teve a possibilidade de contratar o zagueiro Milan Skriniar junto à Internazionale no início do ano, mas preferiu deixar a negociação para o término da temporada com a finalidade de contratá-lo sem custos.

Deste modo, como bem disse o treinador Christophe Galtier, restou ao Paris Saint-Germain focar na Ligue 1 até o final da temporada, afinal, trata-se da única competição disputada pelo atual lider da tabela com oito pontos de vantagem em relação ao vice-colocado Olympique de Marselha.

Contudo, a sensação é a de que a temporada acabou aos parisienses, tanto é, que diversas questões internas já estão sendo discutidas no Parque dos Príncipes, tais como: as permanências de Christophe Galtier e Luís Campos; o futuro de Kylian Mbappé, cujo contrato se encerra em junho de 2024 e existe um gatilho para a extensão até 2025, caso este seja o desejo do atleta; a operação de Neymar, e sua possível saída do clube; a renovação contratual – ou não – de Lionel Messi por mais um ano; além da proposta feita por Sheikh Jassim Bin Hamad Al Than para comprar o Manchester United.

Resumindo, o PSG voltará a ser o mesmo de cada desclassificação na Champions League porque este é o ciclo natural do clube da capital francesa!

 

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