A Guerra Fria entre Real Madrid e Rodrygo pode estar com os dias contados

A temporada 2025-26 marcou o início de uma nova era no Real Madrid, simbolizada pela chegada de Xabi Alonso para suceder Carlo Ancelotti no comando técnico madridista, por mais que este ciclo já tenha começado há um mês na Copa do Mundo de Clubes. Aliás, um tema bastante discutido aqui no SoccerBlog desde que a contratação do ex-treinador do Bayer Leverkusen foi efetivada.

Não à toa, a estreia do Real Madrid na nova edição da LaLiga foi repleta de expectativas, gerando uma dose extra de ansiedade tanto ao técnico Xabi Alonso quanto aos torcedores, que também estavam diante do primeiro contato junto aos recém-contratados Trent-Alexander Arnold, Álvaro Carreras, Dean Huijsen, Franco Mastantuono, além do jovem oriundo do RM Castilla, Gonzalo García, destaque da equipe no Mundial com 4 gols e 1 assistência, em 6 jogos disputados.

E como já era de se esperar os Merengues conquistaram os primeiros três pontos na LaLiga ao derrotarem o Osasuna, porém ao contrário do que a torcida imaginava, pelo placar mínimo graças ao tento de Kylian Mbappé, de pênalti, aos 6 minutos da etapa final. Pois é, apesar do amplo domínio por parte do Real Madrid, refletido nas 18 finalizações, sendo cinco delas no alvo, além do elevado índice de 71% de posse de bola, a partida terminou com o magro 1 a 0 no marcador, por sinal, o primeiro dos madrilenhos por intermédio de uma penalidade num jogo de primeira rodada.

No entanto, embora somente com 90 minutos de bola rolando já foi possível notar um Real Madrid mais intenso, dinâmico e ofensivo sob o comando de Xabi Alonso, o que já era realmente previsto mediante ao trabalho pra lá de autoral realizado por ele no Bayer Leverkusen, ainda que o habitual sistema com três zagueiros não tenha sido utilizado com os Merengues atuando no 4-3-3, isto é, a mesma formação usada pelos antecessores Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti.

Todavia, a principal diferença foi que o Real Madrid jogou avançado com as linhas altas, e priorizou o controle do jogo, dominando as ações do início ao fim. De qualquer maneira, a tendência é que Xabi Alonso implemente o seu esquema preferido ao decorrer da temporada, tendo em vista que trata-se de uma mudança muito radical que demanda um tempo maior para a total adaptação dos jogadores no que diz respeito a aspectos táticos e físicos, a julgar pela altíssima rotação do Bayer Leverkusen campeão da tríplice coroa alemã.

Inclusive, diante do exposto é bastante provável que Trent-Alexander Arnold atue aberto pela direita na linha do meio-campo, seja como ala, seja como meia, enquanto Dani Carvajal faça as vezes de lateral ou até terceiro zagueiro, considerando a qualidade ofensiva e as deficiências defensivas do ex-jogador do Liverpool, que podem ser compensadas com as virtudes do experiente jogador de 33 anos na defesa.

Em todo o caso, o fato que mais chamou a atenção na estreia do Real Madrid na temporada não ocorreu dentro de campo, mas sim fora das quatro linhas devido a ausência de Rodrygo, o que já se tornou rotina desde a vinda de Xabi Alonso ao Santiago Bernabéu, tanto é que o atacante brasileiro só esteve em ação em 93′ dos 630′ minutos disputados no período. Em outras palavras, o equivalente a irrelevante média de 14,7% de participação no time.

Obviamente, essa baixíssima minutagem de Rodrygo tomou os holofotes do noticiário esportivo europeu, acima de tudo por se tratar de um dos principais nomes do elenco madridista. Ao mesmo tempo, sempre que questionado Xabi Alonso nega qualquer problema junto ao camisa 11 que, por sua vez, manifesta sempre o interesse de seguir defendendo as cores do Real Madrid.

De acordo com a mídia espanhola, no último dia 17 foi relatado que Rodrygo se atrasou 12 minutos aos treinamentos do Real Madrid, marcados para as 09:30 da manhã. Por isso, em razão da austeridade de Xabi Alonso, ele acabou recebendo como punição ficar de fora da partida contra o Osasuna. A propósito, uma situação que já havia se repetido com Florian Wirtz no Bayer Leverkusen.

Em contrapartida, a realidade é que a permanência de Rodrygo no banco de reservas não se justifica através do atraso da semana passada, especialmente levando em conta que Xabi Alonso promoveu a estreia de Franco Mastantuono no segundo tempo, mesmo em meio aos seis dias treinamentos do meia argentino, e além disso deu a oportunidade para Brahim Díaz começar o jogo entre os titulares do ataque ao lado de Kylian Mbappé e Vinicius Júnior, que saiu para a entrada de Gonzalo García nos 12 minutos finais da partida.

Portanto, fica evidente que Rodygo se tornou a SEXTA opção do ataque para Xabi Alonso. Apesar disso, outra tese levantada é a de que falta intensidade ao ex-jogador do Santos, atributo indispensável para o novo comandante madridista. Seja como for, a única certeza é que existe, sim, uma Guerra Fria entre clube e jogador, mas não sabemos ao certo se partindo de cima, quer dizer, da diretoria do Real Madrid, ou então do próprio treinador, uma vez que essa condição teve início na reta final da temporada anterior, ainda com Carlo Ancelotti.

Deste modo, acredito que o Real Madrid esteja mostrando ao mercado a intenção de negociar Rodrygo, porém sem afastá-lo para não desvalorizar uma esperada negociação superior a 100 milhões de euros, à medida que o jogador recentemente convocado na pré-lista da Seleção Brasileira continua no aguardo de propostas que tanto demoram a chegar, tendo calma ao evitar se expôr ou entrar em rota de colisão com o clube, como vem fazendo, por exemplo, Alexander Isak no Newcastle.

Contudo, todo esse imbróglio deve estar com os dias contados pois após longos e extensos dias, enfim, ofertas vindas da Premier League podem surgir no Santiago Bernabéu, já que a ida de Eberechi Eze ao Arsenal, em decorrência da grave lesão sofrida por Kai Havertz, acabou abrindo a possibilidade para o Tottenham contratar Savinho e, consequentemente, o Manchester City trazer uma nova peça ao ataque, no caso, Rodrygo.

Isto posto, tudo nos leva a crer que dez dias separam Rodrygo do Real Madrid, afinal, ficar sem jogar, sobretudo numa temporada de Copa do Mundo, não é coisa boa para nenhum jogador. A ver!

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