Passada a temporada de provação, chegou a hora de Kompany se firmar no Bayern de Munique

A última página escrita pelo Bayern de Munique na interminável temporada 2024-25, deu-se na queda por 2 a 0 frente o PSG na Copa do Mundo de Clubes, marcada pela despedida de Thomas Muller após 17 temporadas defendendo as cores do Gigante da Baviera.

Ainda assim, considerando os 51 milhões de euros recebidos pelo Bayern por ter chegado nas quartas-de-final do Mundial, fica evidente que, ao menos financeiramente, a participação dos bávaros foi positiva no torneio, tendo em vista que a imprevista injeção de capital por parte da FIFA aliviará as restrições referentes ao Fair Play Financeiro do clube e, de quebra, lhe permitirá investir algumas dezenas de milhões a mais nessa janela de transferências.

Não à toa, no início da semana o Bayern aumentou a proposta para contratar Luis Díaz junto ao Liverpool, que após rejeitar a primeira oferta de 52 milhões de euros, recebeu a segunda pedida no valor de 67,5 milhões de euros, de acordo com o jornalista do “The Athletic”, David Ornstein, lembrando que o Barcelona também manifesta interesse no atacante colombiano.

Seja como for, cifras muito abaixo do que o Liverpool almeja, a julgar que o clube inglês entende que Luis Díaz vale pelo menos 100 milhões de euros, obviamente, colocando na balança os 150 milhões de euros despejados para contratar Florian Wirtz. Além disso, trata-se de uma peça-chave do elenco dos Reds, cuja intenção não é negociá-lo. Inclusive, os pretendentes Bayern e Barcelona já teriam sido informados pelo técnico Arne Slot.

Vale ressaltar que esse movimento envolvendo a ida de Luis Díaz à Baviera ganhou força depois do camisa 7 não comparecer ao velório do ex-companheiro Diogo Jota por estar presente numa festa de influenciadores na Colômbia. Ademais, o próprio atleta teria confirmado o desejo de deixar o Liverpool para vestir a camisa do Bayern, o que significa que a transferência pode ser concretizada, sobretudo porque as negoçiações continuam em aberto.

Aliás, é importante destacar que o Bayern não se incomoda pela idade de Luis Díaz, pois com 28 anos é praticamente impossível projetar lucros por intermédio de uma futura venda. Os atuais campeões alemães também haviam estipulado o limite máximo de 60 milhões de euros com alguns bônus adicionais para trazê-lo. Portanto, o orçamento previsto para concluir a contratação do jogador do Liverpool já foi superado, algo que não ocorreu, por exemplo, na negociação junto ao Athletic de Bilbao para a compra de Nico Williams.

Em todo o caso, a realidade é que o Bayern precisa reforçar urgentemente o setor ofensivo do time em função das saídas de Thomas Muller e Leroy Sané, devido ao término dos seus respectivos contratos, somadas a transferência de Mathys Tel ao Tottenham. Por este motivo, caso a negociação com Luis Díaz não se concretize, os bávaros já tem como plano B o holandês Xavi Simons, ainda que avaliado entre 60 e 70 milhões de euros pelo RB Leipzig.

Pois é, e se por um lado a Copa do Mundo trouxe benefícios econômicos ao Bayern, por outro ela o prejudicou demasiadamente na parte esportiva através da grave contusão sofrida por Jamal Musiala, que retornará aos gramados entre quatro e cinco meses em razão da fratura na fíbula da perna esquerda que também também afetou os ligamentos do tornozelo. Quer dizer, uma condição que obriga o clube alemão a trazer uma peça para preencher essa lacuna.

De qualquer maneira, a vinda de um centroavante para fazer sombra a Harry Kane também é priorizada pelos lados de Munique, tanto é que o Bayern continua mirando a contratação da revelação da Bundesliga, Nick Woltemade, mesmo depois do Stuttgart recusar a proposta de 45 milhões de euros ofertada ao autor de 17 gols e três assistências em 33 partidas na temporada anterior.

Diante deste cenário, a tendência é vermos um Bayern mais forte na próxima temporada, no caso, a segunda de Vincent Kompany no comando da equipe, após um primeiro ano finalizado com saldo positivo. Embora vencer a Bundesliga seja absolutamente natural aos bávaros, é inegável que eles evoluíram sob a liderança do ex-técnico do Burnley, que desembarcou em solo alemão encontrando o clube numa fase caótica depois das passagens de Julian Nagelsmann e Thomas Tuchel.

Obviamente, existem pontos a serem melhorados, principalmente no que diz respeito ao setor defensivo do Bayern, que segue sofrendo muitos gols em virtude da deficiente transição defensiva do time. Por atuar em bloco alto a fim de pressionar a saída de bola e recuperá-la no campo adversário, os comandados de Vincent Kompany acabam ficando vulneráveis quando os oponentes rompem a primeira linha, e isso é um detalhe que o treinador belga precisará corrigir.

Decerto, a chegada do recém-contratado Jonathan Tah ajudará Vincent Kompany a resolver o grande problema do Bayern. Por sinal, já foi nítido o progresso defensivo da equipe com o ex-zagueiro do Bayer Leverkusen atuando ao lado de Dayot Upamecano na Copa do Mundo, o que, indiretamente, acabou expondo ainda mais a fragilidade de Kim Min-jae.

Todavia, por mais que o Mundial não tenha sido relevante ao Bayern, o técnico Vincent Kompany foi bastante criticado pelo fato de não ter dado maiores oportunidades as jovens promessas do plantel bávaro no decorrer do torneio, como são os casos do lateral-esquerdo Adam Aznou e do atacante Lennart Karl, que estiveram em ação somente no segundo tempo da goleada por 10 a 0 sobre o Auckland City, enquanto o meia Maurice Krattenmacher não foi aproveitado em nenhum instante.

Deste modo, como um dos aspectos primordiais do projeto esportivo do Bayern é a revelação de atletas oriundos da base — vide o exemplo de Jamal Musiala —, Vincent Kompany terá de usar a pré-temporada justamente com o propósito de testar jovens promissores, em especial Lennart Karl, apontado como a maior jóia do clube mediante ao incrível histórico de 34 tentos e 11 assistências concedidas ao longo das 30 aparições nas categorias juvenis.

Isto posto, após um primeiro ano de provação, a segunda temporada de Vincent Kompany na Baviera será de afirmação, o que só virá mediante ao crescimento do Bayern em campo, condicionado a campanhas mais relevantes tanto na Bundesliga quanto nas copas, de preferência, pela Champions League.

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