Uma bagunça, assim podemos definir o planejamento realizado pelo Santos antes do início da temporada 2018, isso certamente explica porque o desempenho do time dentro de campo vem deixando bastante a desejar, à medida que fora das quatro linhas, a diretoria segue tentando se reorganizar. Por conta destes aspectos, a longa pausa devido a disputa da Copa do Mundo foi extremamente benéfica ao Peixe, que terá de encarar um segundo semestre pesado pela frente.
O Santos começou o ano com a confiança em alta, afinal, o alvinegro praiano encerrou a sua participação na vice-posição do Brasileirão 2017, ao lado do Palmeiras (63 pontos), garantindo assim, uma vaga direta na fase de grupo da Copa Libertadores. Mas não foi apenas a boa performance da equipe no Campeonato Brasileiro que animou os santistas, visto que a chegada do técnico Jair Ventura à Vila Belmiro, causou enorme euforia entre os torcedores, tudo em decorrência do ótimo trabalho do novato treinador em seu ex-clube, o Botafogo.
O retorno do ídolo Gabriel Barbosa, o popular Gabigol, vindo de empréstimo junto a Internazionale, ofuscou a saída de Ricardo Oliveira, e aumentou ainda mais as expectativas da torcida santista em relação ao time. Além disso, as eleições presidenciais colocaram José Carlos Peres como novo presidente do clube no lugar do antigo mandatário Modesto Roma, logo, todas estas mudanças soavam como positivas para os alvinegros. Entretanto, a bagunça ficou escancarada quando José Carlos Peres demitiu o executivo de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira, 45 dias após o dirigente ser contratado.

Sem dinheiro e apenas com o gerente William Machado no comando do departamento de futebol, o rendimento do Santos caiu no primeiro semestre, tanto é, que atualmente o Santos ocupa somente a 15ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro, permanecendo a um ponto da fatídica zona de rebaixamento. Colecionando 4 vitórias, 1 empate e seis derrotas em 11 jogos disputados, os pupilos de Jair Ventura registram 39,4% de aproveitamento na competição, lembrando que o Peixe tem um jogo a menos em relação aos demais adversários. Já pela Copa Libertadores, embora o conjunto santista não tenha apresentado um futebol convincente, ele conseguiu garantir a sua classificação às oitavas de final do torneio na liderança do grupo 6 com 10 pontos ganhos.
Na tentativa de salvar a temporada, a primeira iniciativa do presidente José Carlos Peres foi trazer Ricardo Gomes para ocupar o cargo até então vazio, de executivo de futebol. O nome do ex-técnico de Botafogo e São Paulo agradou o Comitê de Gestão do Santos devido a sua experiência tanto dentro como fora de campo, e também pela boa relação que ele tem com pessoas no mundo da bola. Ricardo Gomes assinou um contrato de dois anos com o Peixe, e receberá um salário de 150 mil reais para exercer esta nova função.

Já para reforçar a equipe, o Santos anunciou a contratação do meia-esquerda Bryan Ruiz, ex-Sporting. Sem espaço no clube português, o jogador costarriquenho de 32 anos, assinou um vínculo de dois anos com o alvinegro da Baixada Santista. E não para por aí, o Santos venceu a concorrência contra o Palmeiras e acertou a vinda do uruguaio Carlos Sánchez, atualmente no Monterrey, até o final de 2020. Depois de disputar a Copa da Rússia pela seleção do Uruguai, o atleta de 33 anos tirou alguns dias de férias com a família, porém é aguardado ainda nesta semana para realizar exames médicos e firmar o novo contrato.
Como citei anteriormente, o segundo semestre santista será bastante intenso, dado que a equipe disputará três competições neste período, o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil. O primeiro compromisso do Santos pós Copa do Mundo, será frente o Palmeiras, sexto colocado na tabela da competição, na noite desta quinta-feira (20:00, horário de Brasília), no estádio do Pacaembú. Por essas e outras, é bom o treinador Jair Ventura ter aproveitado bem a mini pré-temporada realizada neste meio de ano para ajustar o time, ou então, seus dias na Vila Belmiro com certeza estarão contados.