Dan Friedkin, o novo mandatário romanista

A derrota da Roma diante do Sevilla por 2 a 0 na tarde de ontem (06), determinou o fim da frustrante temporada realizada pelo time italiano. Apesar disso, os giallorossis seguem com um sorriso estampado de orelha a orelha, e o motivo de toda esta alegria responde pelo nome de Dan Friedkin.

A temporada 2019/20 não deixará saudades aos torcedores giallorossis, afinal, o desempenho da Roma em todas as competições disputadas no período foi bastante abaixo das expectativas. A começar pela Serie A, campeonato pelo qual a equipe da capital encerrou a sua participação ocupando a quinta posição na classificação somando 70 pontos em 38 jogos – 61,4% de aproveitamento. A propósito, em virtude desta decepcionante campanha, os pupilos de Paulo Fonseca não garantiram nem ao menos uma vaga na próxima edição da Champions League.

Já pelas copas, o conjunto romanista também deixou bastante à desejar. Não à toa os giallorossis caíram diante da Juventus nas quartas de final da Copa da Itália, enquanto pela Europa League, eles sucumbiram frente o Sevilla nas oitavas de final. Obviamente, não seria justo colocar a Roma no mesmo patamar que a Juventus e considerá-la como favorita na briga pelo scudetto do Calcio, entretanto, era esperado que a equipe tivesse, sim, um rendimento melhor do que Atalanta e Lazio, por exemplo, que são times com orçamentos mais limitados.

Deste modo, a Roma encerrou mais uma temporada sem erguer nenhum caneco, lembrando que o último título conquistado pelos romanistas deu-se em 2008, quando eles venceram a Copa da Itália sob a batuta de Luciano Spalletti. De lá para cá, os giallorossis colecionaram apenas quatro vices italianos (2010, 2014, 2015 e 2017) e chegaram de forma surpreendente nas semifinais da edição 2017/18 da Champions League.

Vale ressaltar ainda, que nem o desempenho dos romanistas no Derby della Capitale – tradicional clássico da capital italiana entre Roma x Lazio – convenceu na atual temporada, já que os dois confrontos disputados pelos rivais romanos, ambos válidos pela Serie A, terminaram empatados em 1 a 1. Além disso, os biancocelestis ficaram uma posição à frente dos giallorossis na tabela do Calcio, ocupando justamente o último posto que garantia o acesso direto à Champions League.

Contudo, os giallorossis se mostram otimistas em relação ao futuro, isso porque a Roma passará a ter um novo dono a partir dos próximos dias, visto que o bilionário norte-americano Dan Friedkin aceitou o acordo para comprar 86,6% das ações do clube por 591 milhões de euros (R$ 3,745 bilhões na cotação atual). Nascido na Califórnia, Friedkin preside o Friedkin Group, empresa que atua em diversos ramos nos Estados Unidos, dentre os principais, o automobilístico. De acordo com a revista Forbes, o mandatário é detentor de uma fortuna avaliada em 4,1 bilhões de dólares (R$ 21,95 bilhões), sendo assim, o 504º homem mais rico do planeta.

Todos nós do Friedkin Group estamos muito felizes por ter tomado as medidas necessárias para nos tornar parte desta cidade e clube icônicos. Estamos ansiosos para fechar a compra o mais rápido possível e entrar na família AS Roma”, disse Dan Friedkin.

Com boa parte da fortuna de Dan Friedkin à disposição, a Roma já aparece como uma das grandes potências na próxima janela de transferências, tanto é, que o atacante Edinson Cavani entrou no radar do time italiano. Apesar da forte concorrência de Benfica e Atlético de Madrid, os giallorossis são os favoritos na disputa pela contratação do atleta do PSG, sobretudo porque Cavani atuou na Itália entre os anos de 2006 a 2013 – defendeu as cores de Palermo e Napoli. Evidentemente, a venda de clubes para multi-milionários não é sinônimo de sucesso, todavia, com cacife em caixa é mais fácil montar fortes esquadrões. Portanto, a Juventus que se cuide!

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