Sevilla demite Jorge Sampaoli para vencer a batalha contra a degola

A segunda passagem de Jorge Sampaoli pelo Sevilla durou somente 165 dias, tendo em vista que o quinto revés dos rojiblancos nos últimos sete compromissos, resultou na queda do segundo treinador do clube andaluz na temporada 2022/23.

Sim, é importante recapitular que o Sevilla iniciou a temporada com Julen Lopetegui no comando técnico do time, porém a única vitória da equipe nas sete primeiras rodadas da LaLiga, deixou a situação do atual treinador do Wolverhampton insustentável, apesar da quarta colocação na edição anterior do campeonato, e da recente conquista da Europa League em 2020.

E na tentativa de reviver os bons momentos da primeira passagem de Jorge Sampaoli pelo Ramón Sánchez Pisjuán, a diretoria sevillista decidiu trazê-lo novamente para suceder Julen Lopetegui no cargo, lembrando que o treinador argentino estava livre no mercado por ter deixado o Olympique de Marselha na metade do ano passado.

No entanto, ao contrário do que ocorreu anteriormente, quando Jorge Sampoli só deixou o Sevilla em razão do convite recebido para dirigir a seleção da Argentina na Copa do Mundo de 2018, desta vez ele saiu devido ao pífio desempenho da equipe que se encontra apenas dois pontos acima da zona da degola da LaLiga.

Embora a performance do time tenha melhorado em comparação ao período em que Julen Lopetegui ainda estava no cargo nesta temporada da LaLiga, a julgar pelos seis triunfos conquistados nas 19 partidas sob a batuta de Jorge Sampaoli, o constante risco de rebaixamento dos rojiblancos pela primeira vez desde 2000, motivou o clube da Andaluzia a realizar outra mudança de técnico antes da pausa da Data Fifa.

Logo, a derrota por 2 a 0 diante do Getafe, adversário que também segue na intensa batalha contra o descenso, foi o estopim para a saída de Jorge Sampaoli. Em 31 jogos, o treinador de 63 anos de idade obteve 13 vitórias, 12 derrotas e seis empates, o que rendeu-lhe 48,3% de aproveitamento à frente do Sevilla.

Deste modo, cabe ao ex-técnico de Valladolid, Osasuna, Eibar e Alavés, José Luis Mendilibar, a imcumbência de livrar o Sevilla do rebaixamento nestas doze rodadas finais da LaLiga e, quem sabe, conduzí-lo ao heptacampeonato da Europa League, ainda que para isso os espanhóis tenham que superar o Manchester United nas quartas-de-final.

O trabalho mais recente de José Luis Mendilibar, cujo contrato junto ao Sevilla é válido apenas até o meio do ano, deu-se no Alavés, aonde ele permaneceu 12 partidas – ou quatro meses – na temporada passada. Entretanto, foi no Eibar que ele passou grande parte de sua carreira, acumulando uma passagem no clube basco entre 2004 e 2005, e outra de 2015 até 2021.

De qualquer maneira, uma vaga na próxima edição da Champions League já está descartada pelo Sevilla, que terminou no G-4 da LaLiga nas últimas três temporadas. Em contrapartida, não integrar o top 10 pela primeira vez desde o seu retorno à elite do futebol espanhol em 2001, é algo considerado totalmente fora de cogitação pelos lados do Ramón Sánchez Pisjuán.

Contudo, é inegável que os sevillistas não pensarão duas vezes em aceitar a segunda opção se o desfecho de temporada do Sevilla for similar ao do ex-clube de José Luis Mendilibar, ou seja: rebaixado à segunda divisão.

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