O mesmo palco, o mesmo cenário, o mesmo adversário, e o mesmo número de gols marcados. Pois é, pode até parecer ironia do destino, mas um ano depois da vitória por 4 a 3 do Manchester City sobre o Real Madrid nas semifinais da Champions League, ambos voltaram a se encontrar no Etihad Stadium, porém desta vez com os Citizens decidindo a vaga em casa, e festejando a classificação à final do torneio junto aos seus torcedores.
A propósito, a goleada por 4 a 0 do Manchester City frente o Real Madrid, retrata a enorme evolução do time inglês não apenas em comparação a temporada passada, como desde a chegada de Pep Guardiola ao clube em 2016, já que esta é, inegavelmente, a melhor versão do City sob o comando do ex-técnico de Barcelona e Bayern.
Inclusive, o próprio Pep Guardiola afirmou que o Manchester City atingiu o estágio máximo que ele sempre buscou em suas equipes, ou seja, jogar um futebol ofensivo, intenso, dominante, e sólido defensivamente, através de raras intervenções táticas de sua parte afim de dar maior liberdade de tomada de decisão aos jogadores em campo.
Aliás, o nível de excelência do futebol praticado pelo Manchester City é tão notório, que a primeira finalização do Real Madrid na partida ocorreu somente aos 34 minutos da primeira etapa, quando Toni Kroos acertou um forte chute no travessão. No final das contas, os ingleses saíram de campo ostentando 60% de posse de bola, e converteram três das sete grandes chances de gols que tiveram no jogo, perante nenhuma oportunidade dos espanhóis.
#ChampionsLeague 🌍
— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) May 17, 2023
🆚🏴 Man. City 4 – 0 Real Madrid 🇪🇸 | AGG: 5-1
⚽️Silva (2x), Militão (contra) e Álvarez
📈Posse: 60% – 40%
🎯Gols esperados (xG): 2.68 – 0.45
👟Finalizações (no gol): 16 (7) – 7 (3)
🛠Grandes chances: 7 – 0
☑️Passes certos: 550 (89%) – 348 (83%)
💯Notas 👇 pic.twitter.com/WDoctpOtAy
De qualquer maneira, o Manchester City segue apenas colhendo os frutos oriundos do formidável trabalho desenvolvido por Pep Guardiola, um treinador que se recicla trazendo inovações de temporada a temporada, reavalia conceitos, aprimora ideias, e estabelece novas estruturas dentro do plantel, tudo em prol da perfeição.
Logo, fica evidente porque o Manchester City sempre esteve no topo das paradas desde que Pep Guardiola chegou ao Etihad Stadium há quase sete anos, ao contrário de outros clubes que vivem a normalidade de oscilar, vide os atuais momentos de Liverpool, Chelsea, Bayern de Munique e Juventus.
Não à toa, o Manchester City não perde desde a derrota diante do Tottenham pelo placar mínimo em 05 de fevereiro, permanecendo invicto há exatos 23 jogos, colecionando 19 vitórias e quatro empates, em um período composto por difíceis e decisivos embates contra Bayern de Munique, Arsenal, além do próprio Real Madrid.

Somando 15 vitórias nos últimos 15 jogos disputados no Etihad Stadium, o Manchester City se tornará tricampeão inglês se vencer o Chelsea em seus domínios no próximo domingo (21).
Consequentemente, O Manchester City está a três vitórias de se igualar ao Manchester United, de Alex Ferguson, que faturou a tríplice coroa na temporada 1998/99. Para isso, basta os comandados de Pep Guardiola vencerem o Chelsea pela Premier League, no próximo domingo (21), os Red Devils pela decisão da FA Cup, no dia 03, e a Inter de Milão na final da Champions League, no dia 10.
Na Premier League estamos perto. Sabemos que precisamos de uma vitória em três jogos. Nas copas as condições são diferentes, precisamos vencer nosso vizinho [Manchester United] e um time italiano [Internazionale]. A temporada está muito, muito boa, mas precisamos ganhar a tríplice coroa, estamos perto e é claro que vamos tentar.”
Pep Guardiola, treinador do Manchester City
Com isso, o reinado de Pep Guardiola no Manchester City, marcado por uma série de títulos, façanhas e recordes, como vencer a liga mais difícil do planeta superando a barreira dos 100 pontos, pode se eternizar com os Citizens erguendo o caneco da Premier League pelo terceiro ano consecutivo – sendo o quinto nos últimos seis anos -, com a inédita conquista da Champions League, e com a primeira tríplice coroa desde a sua fundação em 1894.