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Porto começa como terminou: campeão, sólido e à frente dos rivais na corrida pelo bi português

A temporada 2026-27 começou exatamente como a anterior terminou para o Porto: com uma vitória por 1 a 0 e a sensação de que algumas coisas simplesmente se recusam a mudar no Estádio do Dragão. Se a última rodada da Liga Portugal passada terminou com o triunfo pelo placar mínimo sobre o Santa Clara, o primeiro compromisso oficial do novo calendário repetiu o roteiro. Diante do Torreense, os comandados de Francesco Farioli venceram novamente pelo mesmo resultado, porém desta vez com gol de Victor Froholdt, e levantaram a Supertaça de Portugal. Entre o encerramento de uma campanha vitoriosa e o nascimento de outra, os Dragões atravessaram o verão sem perder aquilo que talvez tenha sido sua maior virtude: a capacidade de ganhar sem precisar encantar. Dias depois, diante do Alverca, veio a primeira demonstração de que a fórmula permanece funcionando também na Liga Portugal. O triunfo por 2 a 0…

Xabi Alonso: desta vez, o Chelsea acredita ter encontrado o técnico certo

Desde que a BlueCo assumiu o controle do Chelsea, em 2022, Stamford Bridge se transformou em uma espécie de laboratório permanente de treinadores. Thomas Tuchel, Graham Potter, Bruno Saltor, Frank Lampard, Mauricio Pochettino, Enzo Maresca e Liam Rosenior ocuparam, de maneira definitiva ou interina, o banco de reservas londrino nesse período. Em resumo, sete treinadores em apenas quatro anos ajudam a explicar uma gestão marcada muito mais pela procura de uma identidade do que propriamente pela consolidação de um projeto. Houve espaço para profissionais experientes, apostas consideradas modernas e soluções emergenciais, mas quase nenhuma delas recebeu tempo suficiente para construir raízes. O resultado foi um Chelsea permanentemente reformulado, sempre prometendo que o amanhã finalmente justificaria os bilhões investidos no presente. Agora, porém, a sensação no oeste de Londres é diferente. Xabi Alonso chega carregando algo que seus antecessores raramente tiveram sob a atual administração: poder para decidir os caminhos do…

Sporting: a revolução que encerra definitivamente a era Ruben Amorim

Embora o Sporting Clube de Portugal esteja iniciando a terceira temporada sob o comando de Rui Borges, sendo apenas a segunda conduzida pelo treinador desde o primeiro dia de preparação, a atual representa algo diferente em Alvalade. Pela primeira vez desde a saída de Ruben Amorim, em dezembro de 2024, os Leões começam um novo ciclo com um elenco verdadeiramente moldado de acordo com as ideias do antigo técnico do Vitória de Guimarães. Pois é, não se trata apenas de trocar algumas peças ou promover ajustes pontuais em uma estrutura que já existia. A movimentação realizada durante a atual janela de transferências mostra uma ruptura muito mais profunda com o passado recente. Entre despedidas importantes, investimentos elevados e a procura por características específicas no mercado, o clube de Alvalade decidiu mudar de direção. Agora, mais do que nunca, este Sporting terá a cara de Rui Borges. A transformação fica evidente…

Manchester City volta ao mundo real após o fim da era Pep Guardiola

O Manchester City está de volta ao mundo real. Depois de dez anos habitando uma estratosfera particular, distante das limitações dos meros mortais, os Citizens precisam reaprender a conviver com a incerteza. A saída de Pep Guardiola encerra não apenas uma passagem vitoriosa, mas uma das eras mais dominantes da história do futebol inglês. Assim como acontece na vida, porém, o futebol também é formado por ciclos, despedidas e inevitáveis recomeços. Até mesmo os impérios mais poderosos encontram o momento em que precisam virar a página. E, a partir de agora, caberá a Enzo Maresca tentar escrever o primeiro capítulo depois de Guardiola. Não existe exagero quando se afirma que Pep Guardiola transformou completamente a dimensão esportiva do Manchester City. Em dez temporadas, o técnico catalão conquistou nada menos do que 20 títulos, construindo uma coleção que alterou definitivamente o lugar ocupado pelo clube no futebol mundial. Foram seis troféus…

José Mourinho inicia segunda passagem no Real Madrid após 13 anos

Se existe um clube onde o tempo corre de maneira diferente, esse clube é o Real Madrid. Enquanto para muitas equipes passar duas temporadas sem conquistar um título pode ser encarado como um período de reconstrução, no Santiago Bernabéu essa realidade ganha contornos de crise. A exigência por resultados imediatos sempre fez parte da identidade madridista e, justamente por isso, Florentino Pérez decidiu promover uma mudança radical no comando técnico. Treze anos depois de sua primeira passagem, José Mourinho retorna à capital espanhola com a missão de recolocar o maior campeão europeu no lugar que sua torcida considera natural: o topo do futebol mundial. A responsabilidade do treinador português é enorme. O Real Madrid viu o rival Barcelona conquistar as duas últimas edições de La Liga e também deixou escapar a Champions League nas duas temporadas anteriores, justamente a competição mais desejada pelos torcedores merengues. O sentimento dentro do clube…

Zinedine Zidane assume a França e inicia uma nova era rumo à Copa de 2030

A seleção francesa inicia um dos capítulos mais aguardados de sua história recente. Depois de quatorze anos sob o comando de Didier Deschamps, chegou o momento de uma mudança que parecia inevitável e que, durante anos, alimentou debates entre torcedores, imprensa e ex-jogadores. A sucessão finalmente aconteceu com a confirmação de Zinedine Zidane como novo treinador dos Bleus. Trata-se de uma troca que vai muito além da simples substituição de um técnico. É a passagem de bastão entre duas lendas do futebol francês, ambas campeãs do mundo como atletas e agora unidas pelo mesmo objetivo: manter a França entre as maiores potências do planeta. Didier Deschamps encerra sua trajetória deixando uma herança extremamente relevante. Durante esse longo período, conduziu a França ao título da Copa do Mundo de 2018 e também levantou a taça da Liga das Nações da UEFA 2020-21, consolidando um dos ciclos mais vitoriosos da história da…

Itália inicia ciclo para 2030 em meio ao caos e velhos fantasmas

O dia 24 de junho de 2014 carrega um peso que parece aumentar a cada ano para o torcedor italiano. Foi naquela tarde, em Natal, na derrota por 1 a 0 diante do Uruguai — gol do já aposentado Diego Godín —, que a Itália entrou em campo pela última vez em uma Copa do Mundo. Pois é, já se passaram 12 anos desde então e, no intervalo, uma das camisas mais pesadas da história do futebol mundial transformou a ausência no principal torneio de seleções do planeta em algo assustadoramente habitual. Como costumo dizer, uma vez pode ser acidente de percurso, duas vezes já é incompetência, mas três vezes começa a representar uma realidade e, por mais dolorosa que seja para um país tetracampeão mundial, a condição atual é exatamente esta: disputar uma Copa do Mundo deixou de ser uma certeza aos italianos. Depois de ficar fora de 2018…

Jürgen Klopp assume a Alemanha com a missão de reconstruir uma potência

A eliminação diante do Paraguai encerrou não apenas a participação alemã na Copa do Mundo de 2026, mas também um ciclo que jamais conseguiu devolver à Mannschaft a grandeza esperada. A derrota nos pênaltis, depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, colocou ponto-final na passagem de Julian Nagelsmann pelo comando da Alemanha. No geral, foram somente 37 partidas de Julian Nagelsmann à frente da Alemanha (23V-7E-7D), que até apresentou momentos de evolução, porém esteve distante de recuperar a autoridade que durante décadas transformou a camisa alemã em sinônimo de respeito nas principais competições. Depois de duas eliminações consecutivas ainda na fase de grupos dos Mundiais anteriores, superar o primeiro estágio desta vez representou muito pouco. Para um país tetracampeão do mundo, simplesmente avançar uma rodada jamais poderia ser considerado suficiente. Não à toa, Julian Nagelsmann deixa o cargo carregando também as frustrações acumuladas nos torneios disputados. Na…

Portugal aposta em Jorge Jesus para transformar talento em futebol até 2030

O empate por 1 a 1 entre Portugal e República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, talvez tenha sido o primeiro aviso de que alguma coisa não funcionava como deveria. Não necessariamente pelo resultado — afinal, Copas do Mundo são historicamente terrenos férteis para surpresas —, mas pela maneira como Portugal se apresentou. A estratégia de Roberto Martínez de manter Portugal o máximo de tempo possível em Oeiras (Lisboa) antes de viajar para o Mundial não produziu os efeitos imaginados. Os lusitanos chegaram cercados por expectativas, carregando uma das gerações tecnicamente mais qualificadas de sua história recente, mas nunca conseguiram transformar tamanho talento individual em uma seleção verdadeiramente dominante. E quando uma equipe possui tantas peças e ainda assim parece menor do que a soma delas, inevitavelmente os olhos se voltam para quem está à beira do campo. A goleada por 5 a 0…

O fim da Scaloneta: a última dança de Messi e o encerramento de uma era na Argentina

As lágrimas de Lionel Messi após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 diziam muito mais do que qualquer discurso. Depois, Lionel Scaloni também não conseguiu conter o choro durante a entrevista coletiva. Naquele momento, antes mesmo das explicações formais, todos já compreendiam o significado daquela cena. Não era apenas a dor provocada por um vice-campeonato mundial. Era o encerramento de uma história construída durante quase oito anos, marcada por conquistas, reconstrução e pertencimento. A Espanha ficou com a taça, mas o apito final também decretou o término simbólico da Scaloneta. A saída de Lionel Scaloni provavelmente ocorrerá em dezembro de 2026, quando termina o contrato do treinador, o que significa que a decisão disputada em solo norte-americano representou o verdadeiro ponto final de sua trajetória. A despedida também coincide com a última participação de Lionel Messi em uma Copa…

Espanha, campeã mundial 2026

O empate sem gols diante de Cabo Verde, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, abriu uma inesperada janela de desconfiança sobre a Espanha. De um lado estava uma seleção apontada entre as principais candidatas ao título; do outro, um oponente que fazia sua primeira participação na história do torneio. Naquele momento, o 0 a 0 parecia oferecer argumentos suficientes para quem questionava a capacidade espanhola de transformar favoritismo em protagonismo. No entanto, o que poucos poderiam prever é que aquela atuação sem brilho seria apenas o primeiro capítulo de uma trajetória completamente diferente. Copas do Mundo não são necessariamente vencidos por quem começa melhor. Muitas vezes, pertencem a quem consegue compreender seus próprios erros, corrigir rotas e crescer enquanto os adversários ficam pelo caminho. A Espanha fez exatamente isso. E, dezesseis anos depois de sua primeira conquista, voltou a dar a volta olímpica. A campanha terminou invicta,…

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