Inglaterra convence, supera Croácia e reforça candidatura ao título mundial

A Inglaterra não poderia ter pedido uma estreia muito melhor na Copa do Mundo de 2026. Diante de um adversário tradicional e respeitado no cenário internacional, os ingleses venceram a Croácia por 4 a 2 e deixaram uma excelente impressão logo nos primeiros noventa minutos da competição.

No entanto, mais do que o resultado, chamou atenção a forma como os comandados de Thomas Tuchel se comportaram em campo. O English Team demonstrou intensidade, organização tática e uma capacidade ofensiva que poucas seleções conseguiram apresentar até o desfecho da rodada inicial da Copa de 2026. Na realidade, foi uma atuação que reforçou o status da Inglaterra como uma das grandes favoritas ao título mundial.

É verdade que ainda estamos falando apenas da rodada de estreia, mas existem vitórias que vão muito além dos três pontos conquistados. Esse foi exatamente o caso da Inglaterra. Os Three Lions encontraram pela frente uma seleção croata experiente, acostumada a disputar grandes competições e que recentemente colecionou campanhas históricas em Copas do Mundo. Portanto, não se tratava de um adversário qualquer. A vitória inglesa ganhou ainda mais valor justamente pela qualidade do oponente e pela autoridade demonstrada durante boa parte do confronto.

A Croácia pode até não figurar entre as principais candidatas ao título desta Copa do Mundo, mas continua sendo uma seleção extremamente competitiva. Afinal, estamos falando dos vice-campeões do mundo em 2018 e semifinalistas do Mundial de 2022. Na campanha realizada no Catar, os croatas eliminaram o Brasil nas quartas-de-final e mostraram mais uma vez a força de um país que aprendeu a competir entre os gigantes do futebol mundial. Por isso, derrotar os Bálcãs nunca pode ser considerado uma tarefa simples.

Desde os primeiros minutos da partida, a Inglaterra mostrou que pretendia assumir o protagonismo do confronto. A seleção inglesa teve mais iniciativa, procurou controlar as ações ofensivas e demonstrou bastante confiança na troca de passes. Embora a Croácia tenha conseguido responder em alguns momentos e mantido o jogo equilibrado durante quase todo o primeiro tempo, a sensação era de que os Three Lions estavam sempre mais próximos de construir a vitória. O volume ofensivo e a intensidade imposto por eles davam sinais claros de que algo positivo poderia acontecer.

O primeiro tempo terminou empatado em 2 a 2 e refletiu bem o equilíbrio observado em campo. A Croácia mostrou qualidade para aproveitar suas oportunidades e conseguiu responder aos ataques ingleses. Ainda assim, a Inglaterra criou mais situações de perigo e foi a equipe que mais procurou o gol adversário. O empate parcial mantinha o duelo completamente aberto para a etapa complementar e deixava a expectativa de um segundo tempo ainda mais movimentado entre duas seleções acostumadas a disputar partidas importantes.

No entanto, bastaram poucos minutos da etapa final para que o cenário começasse a mudar. Logo na primeira grande ação ofensiva da Inglaterra após o intervalo, Jude Bellingham apareceu para marcar aquele que seria um dos gols mais importantes da partida. O meio-campista do Real Madrid confirmou mais uma vez o enorme talento que possui e colocou os ingleses novamente em vantagem no placar. Foi um lance que alterou completamente a dinâmica do confronto e obrigou a Croácia a assumir maiores riscos no segundo tempo.

A partir daquele momento, os croatas passaram a se expor mais em campo. Precisando buscar o empate, eles avançaram suas linhas e ofereceram espaços que anteriormente não existiam. E enfrentar uma seleção tão talentosa quanto a Inglaterra em campo aberto costuma ser extremamente perigoso. Os ingleses souberam aproveitar essas brechas com inteligência e velocidade, transformando os contra-ataques em uma arma decisiva para consolidar a vitória na reta final da partida.

Entre os destaques individuais, Harry Kane voltou a mostrar por que continua sendo uma das maiores referências do futebol mundial. O camisa nove marcou dois gols e liderou o setor ofensivo com muita eficiência. Além da capacidade de finalização, Kane participou da construção das jogadas e serviu como ponto de apoio para os companheiros. Sua experiência em grandes torneios também foi fundamental para transmitir tranquilidade à equipe nos momentos mais delicados da partida.

Outro jogador que merece destaque especial é Jude Bellingham. Mesmo ainda muito jovem, o meio-campista de 22 anos de idade demonstra maturidade impressionante dentro de campo. Seu gol no início do segundo tempo teve enorme impacto psicológico no jogo e ajudou a abrir caminho para a vitória inglesa. Além disso, Bellingham teve papel ativo na criação e mostrou mais uma vez porque é considerado um dos jogadores mais completos da nova geração do mundo da bola.

Anthony Gordon também deixou sua marca na partida e contribuiu para o placar elástico construído pela Inglaterra. O novo atacante do Barcelona aproveitou os espaços deixados pela defesa croata e foi recompensado com um gol. Ademais, diversos outros jogadores tiveram atuações consistentes, como Declan Rice, Elliot Anderson, Noni Madueke, Marcus Rashford e Bukayo Saka, estes dois últimos que entraram no decorrer do jogo para aumentar ainda mais o poder ofensivo da seleção inglesa.

Muito do que a Inglaterra apresentou nesta estreia também passa diretamente pelas decisões tomadas por Thomas Tuchel. O treinador alemão assumiu o English Team cercado por desconfiança e precisou lidar com fortes críticas antes mesmo do início da Copa do Mundo. A principal polêmica envolveu a ausência de nomes importantes como Phil Foden, Cole Palmer e Trent Alexander-Arnold. Três jogadores extremamente talentosos, mas que, na visão de Tuchel, não entregavam o nível de participação defensiva que ele considera indispensável para o funcionamento coletivo da equipe.

Ao optar por atletas mais comprometidos com todas as fases do jogo, Thomas Tuchel comprou uma verdadeira batalha com parte da imprensa e da torcida inglesa. A decisão foi vista por muitos como exagerada, principalmente pela qualidade técnica dos jogadores deixados de fora. No entanto, a estreia diante da Croácia serviu como uma resposta importante do ex-treinador do Bayern de Munique. A Inglaterra apresentou equilíbrio entre defesa e ataque, algo que nem sempre foi visto no time dirigido por Gareth Southgate, que possuía enorme talento individual, mas encontrava dificuldades para funcionar coletivamente.

A trajetória de Thomas Tuchel no futebol ajuda a explicar por que suas escolhas merecem atenção. O treinador construiu uma carreira de sucesso por clubes importantes da Europa. Fez excelente trabalho no Borussia Dortmund, levou o Paris Saint-Germain à primeira final de Champions League de sua história, conquistou a Champions League pelo Chelsea e também levantou o troféu da Bundesliga durante sua passagem pelo Bayern de Munique. Portanto, trata-se de um profissional acostumado a trabalhar sob pressão e a tomar decisões difíceis.

Por tudo isso, a sensação deixada pela estreia inglesa é extremamente positiva. A Inglaterra demonstrou força coletiva, qualidade técnica e maturidade para superar um adversário complicado. Ainda existe um longo caminho até o fim da Copa do Mundo, mas os primeiros sinais são bastante animadores. Com Thomas Tuchel à beira do campo e um elenco recheado de talentos, os Three Lions caminham a passos largos para confirmar o favoritismo no Grupo J. E quem sabe, finalmente encerrar o jejum de 60 anos sem conquistar o título mundial.

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