Old Trafford, o “Teatro dos Pesadelos” para a Roma

Se a insatisfação dos giallorossis já era grande junto ao treinador Paulo Fonseca, o que dirá após a sonora goleada sofrida pela Roma frente o Manchester United por 6 a 2 no Old Trafford, que na prática, interrompeu o sonho da equipe italiana de conquistar o torneio continental.

Quando o sorteio da UEFA colocou o Manchester United no caminho da Roma nas semifinais da Europa League 2020/21, a desesperança tomou conta dos torcedores romanistas, afinal, o time italiano é um verdadeiro freguês dos Red Devils. Em seis jogos disputados contra os ingleses antes da partida de ontem no Old Trafford, os giallorossis somavam apenas uma vitória contra cinco dos algozes, à medida que o outro embate entre eles terminou empatado. Logo, diante deste pífio retrospecto fica claro que os pupilos de Paulo Fonseca teriam uma dificílima tarefa pela frente.

Pois é, e como se isso não bastasse, a Roma viu os jogadores Jordan Veretout, Pau López e Leo Spinazzola deixarem a partida contundidos ainda na etapa inicial. Contudo, apesar destes contratempos, os giallorossis conseguiram encerrar os primeiros quarenta e cinco minutos vencendo o Manchester United por 2 a 1. Entretanto, os CINCO tentos marcados pelos Red Devils no segundo tempo praticamente selou a eliminação dos italianos da Europa League, já que eles precisarão derrotar os ingleses por quatro gols de diferença no estádio Olímpico para avançar à final.

Ainda assim, alguns veículos da mídia italiana tentam alimentar a inexistente chama de esperança dos romanistas em relação à classificação de seu time à finalíssima da Europa League, visto que na manhã desta sexta-feira (30), foram publicadas matérias recordando a épica virada dos giallorossis frente o Barcelona nas quartas-de-final da edição 2017/18 da Champions League, quando eles perderam o jogo de ida por 4 a 1 no Camp Nou, e venceram o jogo de volta por 3 a 0 no estádio Olímpico.

No entanto, é importante salientar que o momento vivido pela Roma é totalmente distinto na atualidade, tanto é, que a continuidade do treinador Paulo Fonseca já era incerta no clube mesmo se os giallorossis erguessem o inédito caneco da Europa League, o que significa que o histórico revés por 6 a 2 em Old Trafford somente confirmou que os seis jogos finais da equipe da capital na temporada 2020/21 serão os últimos do técnico português ocupando o cargo.

Em contrapartida, vale ressaltar que o nome de Paulo Fonseca jamais foi unânime entre os torcedores romanistas desde que ele desembarcou na capital italiana em 2019. E no final das contas, a verdade é que o técnico de 48 anos de idade não conseguiu repetir em sua passagem pela Roma, o excelente trabalho realizado no Shakhtar Donetsk. Não à toa, o mandatário do clube, Dan Friedkin, cogita demitir o treinador português antes mesmo do término da temporada, afinal, já é dado como certo que Maurizio Sarri assumirá o comando da equipe a partir de julho.

Aliás, a demissão de Paulo Fonseca é discutida desde o início do ano pela cúpula diretiva do clube, porém ela só não foi efetivada em função da boa campanha da Roma na Europa League. Todavia, a pressão sobre o técnico português aumentava a cada resultado negativo dos giallorossis, e olha que derrotas não faltaram nesta temporada, haja vista as goleadas sofridas frente Napoli (4 a 0) e Atalanta (4 a 1), além do revés contra a rival Lazio por 3 a 0, e a queda diante do modesto Spezia também por 3 a 0 no estádio Olímpico, que culminou com a eliminação do time nas oitavas da Copa da Itália.

Por fim, a lavada no Old Trafford, o “Teatro dos Pesadelos” para os giallorossis, deve acelerar o planejamento da diretoria romanista visando a próxima temporada. Obviamente, a má fase da Roma não deve ser atribuída única e exclusivamente ao treinador, muito pelo contrário, alguns problemas como o excessivo número de contusões precisam ser revistos, pois perder três peças importantes nos primeiros 37 minutos de um jogo decisivo é motivo suficiente para arruinar o trabalho de qualquer equipe, seja ela comandada por Paulo Fonseca ou até Pep Guardiola.

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