Falta bagagem ao jovem Milan, de Stefano Pioli

A virada sofrida pelo Milan na segunda etapa da partida frente o Liverpool, retrata que a jovem e promissora equipe de Stefano Pioli precisa de mais bagagem para competir na Champions League.

A última vez que os torcedores rossoneros acompanharam o Milan em ação pela Champions League, havia sido em 11 de março de 2014, dia no qual o time italiano foi goleado pelo Atlético de Madrid por 4 a 1 no antigo estádio Vicente Calderón e, consequentemente, caiu nas oitavas-de-final da competição. Pois é, e de lá pra cá, o conjunto rubro-negro de Milão atravessou uma gravíssima crise institucional decorrente da má gestão do ex-presidente Silvio Berlusconi, o que custou ao clube sete vezes campeão europeu ficar sete anos de fora do torneio continental.

No entanto, a longa espera por parte dos rossoneros chegou ao fim na tarde de ontem (15), visto que o duelo diante do Liverpool, em Anfield, marcou o tão aguardado regresso do Milan à Champions League. Situados no grupo B do torneio, que ainda é preenchido por Atlético de Madrid e Porto, os pupilos de Stefano Pioli já teriam de encarar o adversário mais forte da chave logo de cara. Ainda assim, a expectativa em relação a uma possível vitória do time italiano era grande entre os torcedores milanistas, sobretudo em função dos três triunfos conquistados nas três primeiras rodadas do Calcio.

Mas apesar do início alucinante do Liverpool, os rossoneros conseguiram inibir o ímpeto dos anfitriões, que baixou após a penalidade desperdiçada por Mohamed Salah. A partir de então, os visitantes controlaram as ações da partida, e encerraram a primeira etapa vencendo por 2 a 1. Todavia, a falta de bagagem colaborou para que o Milan não suportasse a pressão dos Reds no começo do segundo tempo, o que permitiu com que Salah, aos 3 minutos, e Jordan Henderson, aos 24 minutos, marcassem os tentos que selaram o triunfo dos ingleses por 3 a 2.

Ao contrário daquele poderoso esquadrão campeão europeu de 2007, composto por nomes como Dida, Cafú, Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Clarence Seedorf, Kaká e Filippo Inzaghi, o Milan, de Stefano Piolo, é muito mais inexperiente, e em decorrência das ausências de Zlatan Ibrahimovic e Alessandro Florenzi, e com Olivier Giroud entrando em campo apenas na etapa final, os rossoneros iniciaram o jogo em Anfield registrando uma baixíssima média de 25 anos de idade, sendo assim, o segundo time mais jovem da rodada inicial da Champions League 2021/22.

Aliás, a discrepância em relação a inexperiência dos jogadores do Milan em comparação aos do Liverpool se torna ainda mais evidente ao analisarmos o número de jogos que cada um dos onze titulares dos dois times somavam pela Champions League. Para se ter uma ideia, juntos os atletas da equipe inglesa acumulavam 377 jogos válidos pelo torneio, contra míseros 24 dos italianos, o que significa que sozinho, Joe Gomez soma mais compromissos em campo pela competição do que todo o esquadrão inicial de Stefano Pioli.

Temos muito poucos jogadores que já disputaram a Champions League. Enfrentar uma equipe como o Liverpool é muito difícil, um verdadeiro desafio. É um time muito forte, habituado a jogar esta competição e no início lutamos contra eles. Mas percebemos que se jogarmos em equipe vamos aprender e nos desenvolver, porque esses jogadores têm as características certas para realmente se desenvolver a este nível. ” disse Stefano Pioli.

Contudo, é importante salientar que muitos adversários não suportam a pressão inicial do Liverpool quando atuam em Anfield, algo que o novato time do Milan conseguiu. Além disso, o empate sem gols entre Atlético de Madrid x Porto, mantém os italianos vivos na luta por uma vaga na fase mata-mata do torneio. Mas para tornar reais as chances de classificação, os rossoneros necessitarão de mais experiência, confiança e autoridade para jogar este nível de competição, ou seja, qualidades que demandam tempo para serem alcançadas, ainda mais para a equipe mais jovem do grupo B.

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