Aplausos deram lugar a vaias no King Power Stadium

Décimo terceiro colocado na tabela da Premier League, somando sete pontos em seis jogos, o Leicester já figura como uma das maiores decepções da nova temporada da Premier League, haja vista as vaias recebidas por Brendan Rodgers no empate diante do Burnley.

As primeiras vaias recebidas por Brendan Rodgers após 120 jogos à frente dos Foxes, demostram que o clima não anda nada bom pelos lados do King Power Stadium. Se estivéssemos na década passada, certamente as críticas sobre o ex-treinador do Celtic não existiriam, mas devido a ascensão da equipe de East Midlands desde a conquista da Premier League em 2016, o sarrafo aumentou no Leicester a ponto do time ser considerado um postulante ao bloco Big Six do futebol inglês. Logo, fica evidente porque a torcida encontra-se insatisfeita ao vê-lo na décima terceira posição da liga.

Contudo, Brendan Rodgers segue sendo idolatrado pelos torcedores do Leicester, afinal, trata-se de um dos treinadores mais vitoriosos da história do clube, haja vista a conquista da edição anterior da FA Cup, além do recente título da Supercopa da Inglaterra. Todavia, a pífia campanha de 39,6% de aproveitamento na Premier League 2021/22, já é a segunda pior performance dos Foxes nas seis primeiras rodadas da competição nos últimos cinco anos, superando somente o péssimo início do time comandado por Craig Shakespeare na temporada 2017/18.

No entanto, vale ressaltar que as ausências dos lesionados James Justin e Wesley Fofana, aliadas ao problema no pé de Jonny Evans, contribuíram – e muito – para o início ruim do Leicester na Premier League, tendo em vista que referem-se a três importantes peças do setor defensivo da equipe de Brandon Rodgers. A propósito, isso explica porque os Foxes são donos da quinta pior defesa da liga inglesa com dez gols sofridos em seis partidas.

E em virtude destes desfalques, Brendan Rodgers se viu obrigado a mudar o esquema tático do time para o 4-3-3, utilizando dois zagueiros na defesa, e não mais três como ocorreu durante toda a temporada anterior, quando a equipe atuava no 3-4-1-2. Ademais, é importante salientar que Jannik Vestergaard foi contratado pelo Leicester nesta janela de meio de ano, o que significa que o dinamarquês ainda não está totalmente entrosado com o companheiro de zaga, Çaglar Soyuncu.

Todavia, o setor defensivo do Leicester não é o único que caiu de produção, a julgar pelo desempenho irregular de seu ataque na Premier League. Aliás, a queda de rendimento de Kelechi Iheanacho pode servir como parâmetro para justificar a baixíssima média de 1,1 gol por jogo da equipe na competição. Destaque dos Foxes na segunda metade da temporada passada ao marcar 16 gols em 20 partidas, o nigeriano ainda não balançou as redes na atual edição da liga inglesa, lembrando que ele participou de todos os compromissos do time, mas em nenhum deles iniciando entre os titulares.

O motivo para isso mais uma vez pode ser a mudança no esquema tático do Leicester nesta temporada, já que no 4-3-3 Jamie Vardy atua centralizado como referência no ataque, ao contrário do 3-4-1-2, aonde o camisa 9 conta com o apoio de Kelechi Iheanacho para fazer dupla na frente. Além do mais, o futebol abaixo da crítica apresentado por James Maddison desde o seu retorno aos gramados após uma lesão no quadril, também é outro fator que vem colaborando para a escassez de gols dos Foxes, até porque o seu antigo substituto Dennis Praet, transferiu-se ao Torino.

Ainda assim, o problema que mais assola o Leicester na atual temporada é a falta de intensidade do time, o que por sinal, sempre foi a marca registrada dos Foxes nos últimos anos. A lenta movimentação dos atletas em campo faz com que a bola não chegue com qualidade ao ataque em decorrência das enormes dificuldades da equipe para achar espaços e criar jogadas, o que facilita o trabalho do sistema de marcação dos oponentes. Resumindo, não será fácil Brendan Rodgers transformar as vaias novamente em aplausos no King Power Stadium. A ver!

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