A pouco mais de um mês no comando técnico do Manchester United, Ralf Rangnick já sente na pele a enorme pressão que assola o clube desde a aposentadoria de Alex Ferguson.
Desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013, nenhum treinador foi capaz de atingir a marca de 150 jogos no comando do Manchester United, o que corresponde a quase nove vezes menos partidas do que as 1.312 do lendário técnico escocês. Pois é, e embora muitos torcedores prefiram acreditar que uma enorme maldição foi lançada sobre o Old Trafford, a verdade é que os Red Devils perderam totalmente a identidade neste período pós-Ferguson.
A propósito, a crise de identidade é nítida por uma série de aspectos como por exemplo, as míseras cinco vitórias nos dez jogos disputados pelos Red Devils atuando em casa pela atual edição da Premier League. Ademais, a escassez de títulos, além das constantes trocas de treinadores e os altos investimentos em contratações, também denotam o quanto o Manchester United mudou após a retirada de Alex Ferguson.

Considerado um caldeirão na época de Alex Ferguson, o Old Trafford já não assusta mais os oponentes, tanto é, que o Manchester United venceu somente nove dos 19 jogos disputados como mandante pela Premier League na temporada passada.
De qualquer forma, quem sofre as consequências desta crise vivida pelo Manchester United são os jogadores, e especialmente os treinadores da equipe, e a bola da vez no momento responde pelo nome de Ralf Rangnick, que após sofrer o seu primeiro revés à frente dos Red Devils, viu uma enxurrada de críticas recair sobre ele, lembrando que o técnico alemão ocupa o cargo há 38 dias.
Portanto, é inegável que seria impossível Ralf Rangnick realizar uma revolução no Manchester United em tão pouco tempo, ainda mais considerando o fato de que nem os experientes Louis van Gaal e José Mourinho, e tampouco o ídolo Ole Gunnar Solskjaer, conseguiram resgatar a identidade do clube em duas temporadas em Old Trafford.

Em sete partidas à frente do Manchester United, Raf Rangnick coleciona 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota, registrando 66,6% de aproveitamento através desta razoável performance.
Mas além da pressão gerada pela perda de identidade do Manchester United, Ralf Rangnick vem enfrentando outros obstáculos neste início de trabalho no futebol inglês, haja vista as saídas dos auxiliares Michael Carrick e Kieran McKenna, além da Covid-19, que segue desfalcando até os treinamentos realizados pelo técnico interino. Todavia, o que mais preocupa o novo comandante dos Red Devils é a desmotivação da maior parte do elenco de atletas.
Aliás, é importante salientar que o plantel do Manchester United está dividido em três grupos na atualidade: o dos jogadores em final de contrato; o dos pouco utilizados em campo; e o dos que serão emprestados ainda este mês. Entretanto, como se isso tudo não bastasse, Cristiano Ronaldo é mais um dos atletas que não descarta a possibilidade de deixar o clube ao término da temporada caso o nome do futuro treinador do time não o agrade.
Vale ressaltar, que Mauricio Pochettino, Brendan Rodgers e Erik ten Hag, são os mais cotados para assumir o comando dos Red Devils na próxima temporada, porém esta escolha ainda não foi definida. De certo mesmo, é a saída do vice-presidente Ed Woodward, que será substituído por Richard Arnold já no mês de fevereiro. Deste modo, a revolução que os torcedores tanto aguardavam, enfim está prestes a ocorrer no Manchester United.