Eliminado na fase de grupos da Champions League pelo segundo ano seguido, o Barcelona terá de se contentar com a Europa League se quiser dar volta olímpica internacionalmente nesta temporada.
Era iminente o risco do Barcelona agravar a pior crise financeira de sua história quando o presidente Joan Laporta acionou algumas alavancas que, literalmente, hipotecaram o futuro do clube para salvar o presente. Pois é, e a precoce queda do Barça na fase de grupos da Champions League, significa que o clube fracassou em seu primeiro objetivo da temporada 2022/23, cuja meta resultava ao menos chegar nas quartas-de-final do torneio continental.
Com o revés por 3 a 0 mediante o Bayern de Munique, em pleno Camp Nou, o Barcelona foi eliminado da Champions League com uma rodada de antecedência, ao estacionar na terceira posição do grupo C com 4 pontos, seis a menos em relação a vice-colocada Inter de Milão. Por sinal, os catalães não venceram mais desde o triunfo por 5 a 1 frente o Viktoria Plzen no jogo de estreia da competição, somando 3 derrotas e 1 empate nas quatro partidas seguintes.

O Barcelona registra uma derrota por 19 a 2 frente o Bayern no placar agregado dos últimos cinco compromissos entre os clubes.
Vale ressaltar, que o péssimo desempenho defensivo dos comandados de Xavi Hernández foi determinante para a eliminação do Barcelona na fase de grupos da Champions League, a julgar que eles foram vazados o montante de dez vezes em 5 jogos, ao contrário do que acontece na LaLiga, aonde o time sofreu apenas quatro gols em 11 jogos – sendo três deles no ElClásico.
Aliás, o Barça teve as redes balançadas em todas as partidas da Champions League, haja vista os cinco gols sofridos nos compromissos diante do Bayern, os quatro nos embates contra a Inter de Milão, e o outro na goleada frente o Viktoria Plzen (5 a 1). Não à toa, somente seis dos 32 clubes que disputam o torneio, apresentam uma performance defensiva pior em comparação aos blaugranas.

Dentre os quatro clubes espanhóis presentes na atual temporada da Champions League, apenas o Real Madrid avançou às oitavas-de-final.
Assim, cabe ao Barcelona brigar pelo título da Europa League, ou seja, muito pouco para quem penhorou ativos por quase 800 milhões de euros para investir como um milionário clube da Premier League no mercado da bola, lembrando que o Barça desembolsou 45 milhões de euros só para contratar Robert Lewandowski, isso sem contar os 49 milhões de euros líquidos que serão gastos para bancar o salário do atacante de 34 anos de idade em quatro temporadas.
Consequentemente, as críticas em torno do trabalho de Xavi Hernández, que já eram grandes depois da derrota no ElClásico, aumentaram ainda mais depois da eliminação do Barcelona na Champions League. Inclusive, a mídia catalã não descarta a hipótese do presidente Joan Laporta realizar uma mudança no comando técnico do Barça nos próximos dias, tamanha pressão que envolve o retorno do atual treinador da seleção espanhola, Luis Enrique, ao Camp Nou.
Contudo, é importante salientar que o Barcelona atravessa um processo de transição desde a saída de Lionel Messi, quer dizer, uma situação complexa para um inexperiente treinador de 42 anos de idade, e que se torna ainda mais evidente através de competições europeias, aonde o nível de competitividade é maior. Portanto, é necessário tempo para Xavi Hernández dar continuidade a esta reconstrução, algo que o cíclico futebol, em suma, não concede.