“Um ano termina e nasce outra vez”, ambos iguais ao Newcastle: com derrotas

O ano de 2024 começou como 2023 acabou para o Newcastle, ou seja: com os comandados de Eddie Howe sofrendo mais uma derrota, porém desta vez por 4 a 2 frente o Liverpool, em Anfield.

A propósito, essa foi a sexta derrota sofrida pelo Newcastle nos últimos oito compromissos válidos por todas as competições, um dado que retrata o péssimo momento vivido pelos Magpies, que teve início no pesadíssimo mês de dezembro em que eles foram eliminados precocemente na fase de grupos da Champions League, bem como das quartas-de-final da Copa da Liga Inglesa – ao caírem diante do Chelsea nas penalidades, após um empate em 1 a 1 no tempo normal.

Entretanto, se despedir de 2023 perdendo por 1 a 0 do Luton Town, time situado na zona da degola da Premier League, ainda que fora de casa, e em seguida por 3 a 1 do Nottingham Forest, outra equipe que briga contra o rebaixamento e tinha Nuno Espírito Santo em seu segundo jogo como treinador, em pleno St James’ Park na rodada de Boxing Day, foi o estopim para os torcedores do Newcastle.

Consequentemente, a pressão sobre Eddie Howe aumentou pelos lados do St James’ Park, apesar do fato de que o excessivo número de desfalques esteja comprometendo o trabalho do treinador de 46 anos de idade, lembrando que nove jogadores estavam fora de combate na primeira aparição do Newcastle em 2024, como eram os casos dos lesionados Nick Pope, Kieran Trippier, Matt Targett, Joe Willock, Elliot Anderson, Jacob Murphy, Harvey Barnes e Callum Wilson, além do suspenso Sandro Tonali.

Assim, com um elevado número de atletas no departamento médico, o Newcastle acusou o golpe no mês mais agitado do futebol inglês, sobretudo porque os Magpies atuam em um ritmo bastante acelerado. Caso Eddie Howe propusesse uma abordagem menos intensa, baseada no controle de jogo por intermédio da posse de bola, certamente o desgaste físico dos jogadores seria menor, o que não afetaria tanto o grau de competitividade do time em campo.

No revés sofrido ante os líderes da Premier League, por exemplo, o cansaço do Newcastle ficou escancarado. Não à toa, três dos quatro tentos do Liverpool ocorreram no terço final da partida, isto é, dos 30 minutos do segundo tempo adiante. Aliás, encarar os Reds desgastado fisicamente em Anfield não é uma tarefa fácil, e a goleada por 4 a 2 justifica essa tese.

Com isso, o Newcastle chegou ao montante de 18 gols sofridos ao longo da série negativa dos últimos oito jogos, ostentando uma média superior a dois tentos por partida, o que expõe a pífia performance defensiva da equipe que foi dona da melhor defesa da Premier League na temporada passada ao lado do Manchester City, ambos vazados 33 vezes em 38 rodadas.

Logo, o ponto forte do Newcastle, quarto colocado da edição anterior da Premier League, literalmente sucumbiu nesta temporada. A lesão no ombro sofrida por Nick Pope, no primeiro jogo de dezembro contra o Manchester United, poderia explicar a queda de rendimento do setor defensivo dos Magpies, porém as boas atuações do substituto Martin Dúbravka demonstram que a ausência do goleiro titular não é a chave do problema.

Inclusive, em Anfield o goleiro eslovaco realizou o total de DEZ defesas, pegou a primeira penalidade cobrada por Mohamed Salah, e registrou um índice de 2.41 gols evitados no jogo em que o Liverpool concedeu 31 arremates e teve nove grandes chances de balançar as redes, o que se subentende que os problemas defensivos do Newcastle são de ordem sistemática, começando pela marcação desde o ataque até a defesa.

Ademais, outra questão relevante a ser destacada na temporada abaixo das expectativas do Newcastle diz respeito ao desempenho do time dentro e fora de casa na Premier League, levando em conta que os Magpies têm a terceira melhor campanha atuando como mandante no campeonato, registrando 8 vitórias e duas derrotas em dez jogos, e a segunda pior como visitante, obtendo 7 derrotas, 2 empates e uma mísera vitória.

Portanto, é fundamental que o Newcastle comece a somar pontos também jogando fora de seus domínios, até porque se dezembro já comprometeu os planos do clube de Tyneside na Premier League, o mês de janeiro pode prejudicá-lo ainda mais, a julgar que depois da viagem à Merseyside, os Magpies encararão os atuais terceiro e segundo colocados da Premier League, Manchester City e Aston Villa, depois do clássico contra o rival Sunderland no Stadium of Light, pela 3ª Fase da FA Cup.

Contudo, como importante aliado na segunda metade da temporada o Newcastle terá o calendário, mais leve, sem viagens internacionais e composto por menos jogos, o que pode ser crucial para o sucesso da equipe em sua caminhada rumo à conquista de, ao menos, uma vaga em torneios continentais. Em outras palavras, uma condição favorável pra quem não pode gastar quanto quiser na janela de transferências de janeiro, em função das regras do Fair Play Financeiro.

Seja como for, a realidade é que caso o Newcastle não retome o caminho das vitórias rapidamente neste início de ano, será improvável que Eddie Howe encerre a temporada de incertezas que começou repleta de expectativas no St James’ Park. A ver!

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