PSV vence a corrida pelo bicampeonato holandês na última volta da Eredivisie 2024-25

Pela 26ª vez na história, sendo a segunda de forma consecutiva e ambas sob o comando de Peter Bosz, o PSV Eindhoven sagrou-se campeão da Eredivisie, diminuindo para dez a diferença de títulos em relação ao maior vencedor, Ajax.

Entretanto, é importante salientar que o PSV se despediu da temporada 2024-25 dando a volta olímpica graças a incrível campanha de recuperação na reta final da Eredisivie, tendo em vista que os pupilos de Peter Bosz haviam encerrado o mês de março separados a NOVE pontos do então líder, Ajax, depois da derrota por 2 a 0 diante do próprio time de Amsterdam na 27ª rodada, isto é, a sete compromissos do término da competição.

Na ocasião, o PSV atravessava o pior momento da temporada, marcado inicialmente pela queda frente o Go Ahead Eagles nas semifinais da KNVB-beker (Copa da Holanda) em pleno Philips Stadion, seguido de um novo revés por 3 a 2 para este mesmo oponente, porém pela Eredivisie, além da vexatória goleada sofrida contra o Arsenal por 7 a 1, em Eindhoven, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Champions League.

Logo, com a moral abalada por intermédio dessa sucessão de maus resultados, ainda abastecida com a derrota no clássico ante o Ajax, restou ao PSV vencer as sete rodadas finais da Eredivisie e torcer por tropeços do rival, algo que aconteceu em meio aos 21 pontos e sete triunfos conquistados pelos bicampeões holandeses, mediante a três vitórias, dois empates e duas derrotas do clube da capital.

Isto posto, a realidade é que o PSV soltou o grito de campeão da Eredivisie na última rodada pela oitava vez, se consolidando como o campeão holandês com mais conquistas na partida final de uma temporada, lembrando que os Boeren não sentiam essa emoção desde 2016, quando a vitória por 3 a 1 sobre o PEC Zwolle, somado ao empate do Ajax com o De Graafschap, lhes rendeu o título com míseros dois pontos de vantagem (82-80).

De qualquer maneira, é inconstestável o fato de que o bicampeonato holandês premia a melhor equipe da Eredivisie ao longo da temporada. Não por um acaso, o PSV Eindhoven foi o clube que passou mais tempo na liderança da classificação ao acumular o montante de 22 rodadas no topo da tabela, mediante 12 jornadas por parte do vice-campeão Ajax.

Por sinal, mais uma vez a campanha do PSV rumo ao título holandês se notabilizou pelo poderio ofensivo do time. Para se ter uma ideia, foram 146 tentos assinalados pelos Boeren na temporada mais goleadora da sua história, com 103 deles marcados decorrer das 34 rodadas da Eredivisie, isto é, oito a menos em comparação a edição anterior do torneio, que equivale a uma incrível média de 3 gols por jogo.

Consequentemente, o PSV se tornou o primeiro clube da Eredivisie desde o Ajax de 1981 a 1984, a terminar campanhas seguidas balançando as redes mais de 100 vezes. Inclusive, seis jogadores diferentes registraram a marca de dois dígitos de gols na temporada, como foram os casos de Luuk den Jong (14), Malik Tillman (12), Ismael Saibari (11), Ricardo Pepi (11), Noa Lang (11) e Guus Til (10), sendo este um novo recorde na história da competição.

Outro detalhe não menos relevante é que além de gols, Ismael Saibari, Noa Lang e Guus Til também obtiveram dez ou mais assistências na Eredivisie. Ou seja, três atletas alcançando este feito, o que não acontecia há exatos vinte anos, mais especificamente desde a temporada 2004-05, em que Dirk Kuijt, Salomon Kalou e Romeo Castelen repetiram essa façanha, todavia, defendendo as cores do Feyernoord.

Portanto, fica evidente que o futebol coletivo e ofensivo de Peter Bosz continua rendendo bons frutos ao PSV, que mesmo com 79 pontos, doze a menos do que o título do ano passado (91), foi capaz de erguer o caneco holandês. Vale dizer, a pontuação mais baixa de um campeão da Eredivisie desde os 71 contabilizados pelo Ajax na temporada 2013-14.

Como resultado, Peter Bosz conquistou o terceiro grande título da carreira. Desde que retornou ao país após deixar o Ajax em 2017, e reunir apagadas passagens por Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Lyon, o treinador mais velho a vencer a Eredivisie no auge dos 61 anos e 178 dias de idade se reafirmou no comando do PSV Eindhoven ao faturar tanto a Johan Cruyff Shield 2023 (Supercopa da Holanda) quanto o atual bicampeonato holandês.

A propósito, embora ainda atuando no 4-3-3, o PSV passou por algumas mudanças táticas nessa temporada, vide a taxa de 67% de média posse de bola na Eredivisie, que corresponde ao índice mais elevado da equipe na competição em todos os tempos. Quer dizer, um dado que revela o maior controle de jogo do time que, apesar disso, não perdeu a intensidade e a força ofensiva.

Diante do exposto, a realidade é que Peter Bosz novamente contribuiu para a soberania do PSV no certame do futebol holandês desde o início do milênio, haja vista os 12 títulos da Eredivisie conquistados pelos Boeren no período, contra 9 do Ajax, 2 do Feyernoord, e um de AZ Alkmaar e Twente. Isso, é claro, excluindo a temporada da pandemia que não teve campeão, tampouco rebaixados.

Ao mesmo tempo, a 26ª Eredivisie representa o adeus de importantes figuras do PSV, tais como o goleiro Walter Benítez e o zagueiro Olivier Boscagli, além das prováveis saídas de Rick Karsdorp, Tyrell Malacia, Richard Ledezma, e dos veteranos Ivan Perisic e Luuk de Jong, que podem não estar na luta pelo primeiro tricampeonato holandês em 18 anos na próxima temporada.

Contudo, isso é assunto pra outra hora no momento em que a única coisa que importa em Eidhoven é comemorar.

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