Chelsea ultrapassa a barreira dos 600 milhões de euros em contratações na temporada

Trezentos e vinte e nove milhões e meio de euros, eis a fortuna despejada pelo Chelsea na janela de transferências de janeiro, a menos movimentada do futebol europeu. Por sinal, um investimento maior em comparação ao realizado por TODOS os participantes das ligas espanhola, alemã, italiana e francesa JUNTOS, neste início de ano.

Assim, sob a gestão do novo dono, Todd Boehly, o Chelsea ultrapassou a barreira dos 600 milhões de euros gastos somente com transferências de atletas nesta temporada, e isso sem considerar a já confirmada compra do atacante Christopher Nkunku – que só chegará no meio do ano – junto ao RB Leipzig por mais 52 milhões de euros. Aliás, segue abaixo todos os reforços contratados pelos Blues desde a chegada do mandatário norte-americano ao Stamford Bridge:

JogadorClubeValor ()Janela
Enzo FernándezBenfica120 milhõesinverno
Wesley FofanaLeicester80.4 milhõesverão
Mykhaylo MudrykShakhtar Donetsk70 milhõesinverno
Marc CucurellaBrighton65.3 milhõesverão
Raheem SterlingMan.City56.2 milhõesverão
Benoit BadiashileMonaco38 milhõesinverno
Kalidou KoulibalyNapoli38 milhõesverão
Noni MaduekePSV Eindhoven35 milhõesinverno
Malo GustoLyon30 milhõesinverno
Carney ChukwuemekaAston Villa18 milhõesverão
Andrey SantosVasco da Gama12,5 milhõesinverno
Pierre-E. AubameyangBarcelona12 milhõesverão
David Datro FofanaMolde12 milhõesinverno
João FélixAtlético de Madrid11 milhões (emp)inverno
Gabriel SloninaChicago Fire9.09 milhõesverão
Denis ZakariaJuventus3 milhões (emp)verão

Contudo, após analisarmos essa extensa lista de contratações, a questão que fica é: será que o Chelsea está seguindo algum tipo de planejamento? De acordo com os reforços trazidos na janela de inverno, a resposta é sim, a julgar que tratam-se de jovens atletas, cujo mais velho é João Félix, de 23 anos de idade, e todos com longos contratos pela frente, com exceção do próprio português que chegou via empréstimo até o final da temporada.

A propósito, dentre todas as contratações do Chelsea, a de João Félix é a mais questionável, afinal, não parece ser nada inteligente um clube pagar 11 milhões de euros e mais o salário do jogador, para tê-lo apenas por meia temporada. Não à toa, a negociação do atacante do Atlético de Madrid foi enquadrada como uma Panic Buy pela mídia inglesa, ou seja, aquelas feitas na base do desespero.

Em contrapartida, alguns jogadores apresentados pelo Chelsea no início da temporada não desembarcaram na capital inglesa por fazerem parte de um planejamento a longo prazo, mas sim para atender as necessidades do então treinador Thomas Tuchel, que tinha lacunas no elenco, especialmente, devido as saídas de Antonio Rudiger, Andreas Christensen, Marcos Alonso, Timo Werner e Romelu Lukaku.

Por este motivo, o Chelsea não poupou esforços e aceitou investir pesado nas vindas dos “trintões” Pierre-Emerick Aubameyang e Kalidou Koulibaly, lembrando que o gabonês balançou as redes três vezes, em 17 jogos disputados com a camisa dos Blues, sendo dez deles como titular até aqui.

Pois é, e a contratação mais emblemática do Chelsea acabou sendo a do meio-campista Enzo Fernández, finalizada nos últimos minutos do fechamento da janela de transferências depois de longos dias de negociações entre ingleses e portugueses. Consequentemente, o campeão mundial pela Argentina no Catar tornou-se o jogador mais valioso da história do clube do oeste de Londres.

De qualquer forma, outro assunto que gerou polêmica no noticiário esportivo inglês envolve as regras do Fair Play Financeiro, em virtude das altíssimas cifras gastas pelo Chelsea nas duas janelas de transferências da temporada 2022/23.

Entretanto, especialistas na área de finanças do futebol como é o caso de Kieran Maguire, são contundentes em afirmar que os Blues não violaram nenhuma diretriz do Fair Play Financeiro por ter oferecido contratos de longa duração aos jogadores contratados. Logo, por mais que o valor de cada negociação tenha sido elevado, ele foi diluído em diversos anos.

Portanto, só resta saber se todo o investimento realizado pelo Chelsea será capaz de recolocá-lo no caminho das vitórias de forma imediata, pois no momento os pupilos de Graham Potter ocupam apenas a décima colocação da Premier League, estando a 21 pontos de distância do líder Arsenal, e a dez do G-4 da competição, o que significa que eles estão fora da briga pelo título inglês, e com condições mínimas de garantir uma vaga na Champions League. A ver!

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