Revolução romanista

A paciência dos torcedores romanistas chegou realmente ao fim na última quarta-feira, quando os comandados de Eusebio Di Francesco caíram frente o Porto, nas oitavas de final da Champions League, isso três dias depois da duríssima derrota sofrida para a eterna rival, Lazio, por 3 a 0, pela 26ª rodada do Calcio. Diante deste trágico cenário, a diretoria da Roma já corre contra o tempo para salvar a temporada.

Embora a Roma não tenha conquistado nenhum título na temporada passada, a equipe realizou um bom trabalho naquele período, tanto é, que os giallorossis foram semifinalistas da Champions League, e encerraram a sua participação na terceira posição do Calcio com 77 pontos ganhos, obtendo 67,54% de aproveitamento no campeonato. O épico triunfo sobre o Barcelona nas quartas de final do torneio continental, além da goleada por 4 a 2 aplicada sobre o Napoli em pleno estádio San Paolo, certamente foram alguns dos momentos mais marcantes do time da capital italiana naquela ocasião.

No entanto, ao contrário do que muitos imaginavam, a atual temporada romanista vem sendo um verdadeiro furo n’água. Apesar do alto investimento feito pela diretoria para trazer reforços como Javier Pastore, Steven N’Zonzi, Justin Kluivert, Davide Santon, Bryan Cristante, além de comprar em definitivo o atacante Patrik Schick, a Roma não conseguiu alcançar as suas metas até aqui. Não à toa, os giallorossis ocupam a quinta posição na tabela do Calcio com 44 pontos, três atrás da quarta colocada, Inter de Milão, ou seja, caso o campeonato terminasse hoje, eles estariam fora da próxima edição da Champions League.

A goleada por 7 a 1 sofrida pela Roma diante da Fiorentina, culminou com a eliminação da equipe da capital nas quartas de final da Copa da Itália.
A goleada por 7 a 1 sofrida pela Roma diante da Fiorentina, foi a maior sofrida pela equipe da capital na história da competição.

Para piorar ainda mais a situação, a queda da Roma na Copa da Itália foi literalmente vergonhosa. Empolgados devido a excelente vitória sobre o modesto Virtus Entella, por 4 a 0, nas oitavas de final da competição, os romanos viajaram até Florença, aonde tiveram de encarar a Fiorentina na fase seguinte do torneio. Entretanto, os giallorossis regressaram de Florença com uma trágica goleada de 7 a 1 na bagagem, resultado este, que deixou o técnico Eusebio Di Francesco com a corda no pescoço. Vale ressaltar, que o último troféu erguido pela Roma, foi justamente o da Copa da Itália, na temporada 2007/08, há onze anos, portanto, esta competição era de suma importância para livrá-la da seca de títulos.

O desempenho abaixo das expectativas já vinha incomodando bastante os torcedores giallorossis, mas o revés da Roma no Derby della Capitale por 3 a 0 no último final de semana, aumentou de maneira estrondosa a pressão encima do treinador Eusebio Di Francesco. Todavia, o balde transbordou pra valer mesmo, na quarta-feira passada, visto que o conjunto romano foi eliminado pelo Porto nas oitavas de final da Champions League, após perder dos portugueses por 3 a 1 no estádio do Dragão, lembrando que o gol da classificação portista foi marcado nos minutos finais da prorrogação da partida.

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Desde a sua chegada ao clube romano em 2017, Eusebio Di Francesco esteve à frente da equipe em 87 oportunidades, colecionando o total de 46 vitórias, 18 empates e 23 derrotas, registrando assim, 59,77% de aproveitamento.

Como não poderia deixar de ser, menos de 24 horas após a desclassificação da Roma na Champions League, a diretoria romanista decidiu demitir o treinador Eusebio Di Francesco. De maneira surpreendente, no dia seguinte a cúpula diretiva do clube informou que Claudio Ranieri seria o novo comandante dos giallorossis. Campeão inglês com o Leicester em 2016, o experiente técnico de 67 anos de idade estava livre no mercado desde a sua saída do Fulham no final do mês passado. Esta será a segunda passagem de Claudio Ranieri pela Roma, uma vez que o técnico italiano trabalhou no time da capital entre os anos de 2009 a 2011.

Mas o que mais chamou a atenção, foi a inesperada notícia do pedido de demissão feito pelo diretor esportivo Ramón Rodríguez Verdejo, popularmente conhecido como Monchi. Considerado um dos melhores dirigentes no mundo da bola, o espanhol já está acertando sua ida ao Arsenal. Caso isso se concretize, Unai Emery e Monchi voltarão a estar juntos no clube londrino, vislumbrando repetir o excelente trabalho que realizaram no Sevilla. Na Roma, a relação do diretor com o presidente James Pallotta não era boa desde o ano passado, devido a algumas discordâncias referentes a negociações de atletas, porém o desligamento de Eusebio Di Francesco foi crucial para a rescisão de Monchi.

Ao contrário do que aconteceu no Sevilla, os quase dois anos em que Monchi trabalhou na Roma não deixarão saudades, sobretudo porque a equipe continua sem conquistar títulos. Ademais, as vendas de Radja Nainggolan à Inter de Milão por 38 milhões de euros, e a do goleiro Alisson ao Liverpool por 62 milhões de euros, até hoje não foram compreendidas pelos giallorossis. Desclassificada tanto da Champions League como da Copa da Itália, restou a Roma depositar todas as suas fichas nas doze rodadas finais do Calcio. O próximo compromisso dos romanos, será na segunda-feira (11) contra o Empoli, com o novo comandante Claudio Ranieri ocupando o banco de reservas do estádio Olímpico.

 

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