Futuro de Messi é incerto no Barça

A crise que assola o Camp Nou parece ser realmente interminável, afinal, além da má fase dentro de campo, o Barça ainda corre um grande risco de ter o craque Lionel Messi vestindo a camisa blaugrana por apenas mais uma temporada.

Depois de um início de temporada pra lá de turbulento, que culminou com a saída de Ernesto Valverde e a chegada de Quique Setién ao comando técnico do Barcelona, a equipe catalã ainda conseguiu a proeza de manter-se na ponta da tabela da LaLiga antes da paralisação do futebol em função da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, bastou a bola voltar a rolar após longos três meses de quarentena, para que o sonho do Barça em conquistar o tricampeonato espanhol se transformasse em um verdadeiro pesadelo.

Embora os catalães permaneçam invictos no período pós pandemia somando três vitórias e três empates em seis jogos, eles só venceram o Athletic Bilbao (1 a 0) nos últimos quatro compromissos disputados. Para se ter uma ideia, os empates diante de Sevilla (0 a 0), Celta (2 a 2) e Atlético Madrid (2 a 2) não somente acabaram sendo cruciais para que o Barça perdesse a liderança da LaLiga, como também contribuíram para que o Real Madrid abrisse uma confortável de vantagem de quatro pontos em relação aos comandados de Quique Setién na classificação, lembrando que restam apenas cinco rodadas para o término do campeonato.

Apesar da tabela barcelonista ser mais complicada em comparação à madridista desde a retomada da LaLiga, o pífio futebol praticado pelo conjunto catalão foi o que levou-o a perder a liderança justamente na reta final do campeonato. O Barcelona, de Quique Setién, é um time pragmático, lento, sem criatividade, e totalmente dependente dos lampejos de Lionel Messi, ou seja, uma equipe que não lembra nem de longe aquela que há alguns anos encantou o mundo com o famoso “tiki taka“.

A propósito, a insatisfação do craque argentino na partida contra o Atlético Madrid – chutou a bola para fora do campo -, serve perfeitamente como parâmetro para demonstrar o quanto Lionel Messi está infeliz no Barcelona. A perda de identidade devido ao deplorável estilo de jogo do time, além da ineficácia dos improdutivos Antoine Griezmann e Luis Suárez, são aspectos que colaboram, e muito, para a queda de rendimento tanto do Barça como de Messi.

Vale ressaltar ainda, que a relação entre Lionel Messi e a cúpula diretiva do clube catalão não é das melhores, basta recordarmos do conflito envolvendo o camisa 10 e o secretário técnico do Barça, Éric Abidal, que se tornou público após a demissão de Ernesto Valverde. Aliás, recentemente veio à tona a informação de que o clima no vestiário barcelonista está pegando fogo. Segundo o jornal espanhol “Marca“, os principais líderes do elenco blaugrana discordam das ideias do treinador Quique Setién. Diante deste cenário, aumentam as chances de um possível retorno de Xavi Hernández ao Camp Nou, mas desta vez, para comandar a equipe fora das quatro linhas.

E para piorar ainda mais a situação, a notícia de que Lionel Messi não estenderá – pelo menos por enquanto -, seu vínculo contratual junto ao Barça até 2023, caiu como uma bomba pelos lados do Camp Nou. Apesar de negar esta informação dizendo que as negociações estão em andamento, a verdade é que a não renovação por parte de Messi afetaria até mesmo o quadro político do clube, pois dificilmente o candidato indicado pela chapa do atual presidente Josep Maria Bartomeu, venceria as eleições presidenciais do Barcelona, que terá um novo mandatário a partir de junho de 2021, isto é, na mesma época que se encerra o contrato de Messi.

A permanência de La Pulga no Barça, dependerá do movimento do clube na próxima janela de transferências. Caso as prováveis chegadas de Neymar e Lautaro Martínez se concretizem, certamente o argentino se motivará. A troca no comando técnico da equipe é outro ponto que pode animar o craque argentino a assinar um novo contrato, porém isso vai depender de quem será o sucessor de Quique Setién no cargo – o nome de Xavi agrada o camisa 10. Contudo, fica evidente que enquanto o Real Madrid vai se reinventando após a saída de Cristiano Ronaldo, o Barcelona continua submisso a Messi, mesmo este estando no auge de seus 33 anos de idade.

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