Um respiro para Deschamps

Com o triunfo por 2 a 0 diante da Finlândia, a França confirmou a sua primeira vitória após cinco empates seguidos, o que garantiu um breve respiro à Didier Deschamps no comando técnico dos Les Bleus.

Tomados pela euforia da conquista da Copa do Mundo de 2018, os torcedores franceses literalmente “murcharam” após a decepcionante campanha dos pupilos de Didier Deschamps na Euro2020, lembrando que eles caíram frente à Suíça nas oitavas-de-final do torneio. Por sinal, naquela ocasião os atuais campeões mundiais chegaram a abrir 3 a 1 no marcador, mas ainda assim permitiram com que os suíços igualassem o placar em 3 a 3, aos 45 minutos da etapa final. E devido ao empate sem gols na prorrogação, o jogo teve de ser decidido nas penalidades, aonde os Les Bleus levaram a pior.

Aliás, o empate tornou-se a marca registrada da França na Euro2020, tendo em vista que os bicampeões mundiais empataram com Hungria e Portugal, respectivamente, ainda na fase de grupos da competição, o que significa que o triunfo pelo placar mínimo diante da Alemanha acabou sendo crucial para a classificação dos franceses às oitavas de final do torneio continental. Entretanto, os sucessivos empates por 1 a 1 contra Bósnia e Ucrânia, nas rodadas anteriores das Eliminatórias da Copa de 2022, aumentaram para CINCO o número de empates acumulados pelos Les Bleus.

No entanto, a incômoda sequência de jogos sem triunfos dos franceses chegou ao fim na tarde de ontem (07), quando eles bateram a Finlândia por 2 a 0, graças aos dois gols marcados por Antoine Griezmann – um em cada etapa da partida. Com este resultado, os Les Bleus mantiveram-se invictos na liderança do grupo D das Eliminatórias com 12 pontos em seis jogos (três vitórias e três empates), registrando assim, 66,7% de aproveitamento na competição.

Todavia, Didier Deschamps foi quem mais respirou aliviado depois da vitória dos Les Bleus em Lyon, afinal, a pressão sobre o treinador campeão mundial de 2018 certamente será amenizada pelo menos até o próximo compromisso da França no dia 07 de outubro contra a Bélgica. Vale ressaltar, que Deschamps vive o seu momento mais crítico à frente da seleção francesa desde que ele assumiu o cargo em 2012.

De acordo com o jornal L’Équipe, Didier Deschamps teria perdido o respeito de boa parte do grupo de atletas depois que Karim Benzema foi perdoado por ele, que segundo o veículo francês, teria adotado uma postura mais tranquila e de menos cobrança em relação aos jogadores, o que explica porque o atacante do Real Madrid voltou a ser convocado para defender as cores da França. De qualquer maneira, não restam dúvidas de que a sombra de Zinedine Zidane, atualmente disponível no mercado, é um dos principais fatores que pressionam Deschamps no momento.

Apesar disso tudo, somente uma enorme tragédia seria capaz de tirar Didier Deschamps do comando técnico da seleção francesa a menos de um ano e meio do início da Copa do Mundo de 2022, em especial porque a França está com a sua vaga praticamente assegurada ao Mundial do Catar. Como a distância dos Les Bleus em seu grupo nas Eliminatórias é de sete pontos em relação aos vice-colocados Ucrânia e Finlândia, eles necessitam de apenas uma vitória e um empate nos dois compromissos restantes contra Cazaquistão (c) e Finlândia (f), para confirmarem a classificação.

Logo, Didier Deschamps deverá comandar a França pela terceira vez em uma Copa do Mundo e, consequentemente, estender ainda mais a sua marca de treinador com mais jogos à frente da seleção, que hoje é de 120 jogos. Portanto, cabe ao técnico de 52 anos de idade retomar as rédeas do estrelado vestiário francês, além de encontrar o esquema tático ideal da equipe, tendo em vista que os cinco recentes empates dos Les Bleus deixaram claro que o 4-3-3 não funcionou. Pois é, são contratempos que Deschamps terá até dezembro de 2022 para solucionar. É esperar para ver!

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