A evolução da Alemanha sob a batuta de Hansi Flick

Somando 100% de aproveitamento em seus cinco primeiros jogos à frente da Mannschaft, Hansi Flick tem como principal meta a partir de agora, conduzir a Alemanha ao penta no Mundial do Catar.

O início de Hansi Flick não poderia ter sido melhor no comando técnico da seleção alemã, haja vista as cinco vitórias consecutivas da Mannschaft sob a batuta do ex-treinador do Bayern. Pois é, e embora alguns críticos questionem o fato de que os tetracampeões mundiais só enfrentaram adversários fracos tecnicamente neste período, a verdade é que eles encararam os mesmos oponentes que trouxeram grandes problemas ao antecessor Joachim Low.

Aliás, o triunfo mais recente dos alemães deu-se diante da Macedônia do Norte por 4 a 0, ou seja, a mesma seleção que derrotou-os por 2 a 1 no início do ano em Duisburg, o que demonstra que o trabalho de Joachim Low havia realmente se esgotado após 15 anos na direção da Mannschaft. Deste modo, a Alemanha isolou-se ainda mais na liderança do grupo J das Eliminatórias com 21 pontos em oito jogos, garantindo assim, a sua vaga na Copa do Catar de forma antecipada.

Contudo, o sucesso imediato de Hansi Flick na seleção não causa nenhum tipo de estranheza, afinal, o treinador de 56 anos de idade foi auxiliar técnico de Joachim Low entre os anos de 2006 a 2014, isto é, na época em que a Mannschaft faturou o tetracampeonato mundial. Além disso, Flick trabalhou como diretor-esportivo da DFB (Federação Alemã de Futebol) até janeiro de 2017.

Pois é, e exatamente em função desta longa trajetória na DFB, Hansi Flick acompanhou de perto os trabalhos realizados nas seleções de base da Alemanha, o que vem ajudando o treinador no atual processo de reformulação da Mannschaft, sobretudo porque ele já conhecia o futebol dos talentosos Florian Wirtz, Jamal Musiala e Karim Adeyemi.

No entanto, é importante salientar que as mudanças táticas realizadas por Hansi Flick foram o ponto chave para a evolução da seleção alemã. Ao contrário de Joachim Low, que mudava de esquema constantemente em seus últimos jogos no comando da Mannschaft, chegando inclusive a armar a equipe com três zagueiros, Flick logo implementou o 4-2-3-1 e não mudou mais, quer dizer, colocando em prática o mesmo estilo de jogo de seus tempos à frente do Bayern.

Outra ação interessante executada por Hansi Flick foi escalar Jonas Hofmann na lateral-direita, obviamente com a intenção de aproveitar as virtudes ofensivas do atleta, um movimento similar ao de Joachim Low quando deslocou Philipp Lahm para esta mesma posição. No meio-campo, a dupla de volantes formada por Joshua Kimmich e Leon Goretzka deu o equilíbrio necessário ao time, gerando maior proteção à defesa e melhorando a saída de bola da equipe.

Por fim, embora a Alemanha não tenha um grande craque na equipe, ela é dona de um time extremamente competitivo, tendo bons jogadores em todas as posições. Contando com a fortíssima base do Bayern, composta por Manuel Neuer, Niklas Sule, Joshua Kimmich, Leon Goretzka, Serge Gnabry e Thomas Muller, e com os campeões europeus Antonio Rudiger, Kai Havertz e Timo Werner, a Maanschaft já é uma das principais postulantes ao título no Catar.

 

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